2022-01-312022-01-312019PFEFFER, R. S. A crítica ao paradigma culturalista na interpretação da formação histórica brasileira. Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 20, n. 33, p. 229-248, set. 2020.2237-8871http://repositorio.fjp.mg.gov.br/handle/123456789/3391A formação histórica brasileira tem sido estudada a partir da influência, direta ou indireta, de um arcabouço weberiano. Essa matriz teórica assume a ideia de que a estrutura política brasileira não conseguiu superar a cultura política patrimonialista de origem portuguesa. O motivo disso seria uma peculiar articulação entre o autoritarismo social com a acumulação capitalista que teria bloqueado a construção da cidadania no país. Além das divergências internas, essa vertente culturalista tem sido questionada por suas limitações e incongruências. O presente texto pretende discutir teoricamente as críticas que o paradigma culturalista tem recebido e que explicitam as fragilidades analíticas desse modelo que busca situar e explicar o Brasil como país periférico marcado pelo amálgama da dominação tradicional/racional e associaram o atraso em relação ao centro capitalista com a herança patrimonialista ibérica.pt-BRFormação histórica brasileiraParadigma culturalistaPatrimonialismoFragilidade das interpretações culturalistasA crítica ao paradigma culturalista na interpretação da formação histórica brasileiraThe critique to the culturalist paradigm in the interpretation of the historical formation of BrazilArtigo10.5752/P.2237-8871.2020v21n33p229-247Historical formation of BrazilCulturalist paradigmPatrimonialismFragility of culturalist interpretations