2024-11-062024-11-062021BOULLOSA, R. F.; OLIVERIA, B. R.; ARAÚJO, E. T.; GUSSI, A. F. Por um antimanual de avaliação de políticas públicas. Revista Brasileira de Avaliação, v. 10, n. 1. 2021.2763-5775http://repositorio.fjp.mg.gov.br/handle/123456789/4244Este artigo problematiza a avaliação como campo de estudos e práticas, no Brasil, a partir da noção de campo científico de Bourdieu (1983, 2004). A avaliação se apresenta com densidade crescente, embora fragmentada, sujeita às suas próprias demandas, com repertórios de ação e gramáticas de justificação que ainda precisam ser ampliados. Apesar dos esforços em torno da profissionalização e do fortalecimento de redes nacionais e internacionais, predominam lógicas avaliativas centradas no plano metodológico, baseadas, em sua maioria, em prescrições contidas em manuais. Isso gera limitada reflexividade e consequências para seus próprios processos de aprendizagem, inclusive no contexto da chamada pósverdade. Propomos uma interpretação crítica da atual configuração do campo, centrada, também, no plano epistemológico e não apenas no metodológico. Argumentamos a necessidade de um exercício axiológico de posicionalidade normativo-valorativa, de maneira intersubjetiva e relacional, entre avaliadores(as) e avaliado(as), em uma lógica que chamamos de antimanual de avaliação.pt-BRopen accessCampo da avaliaçãoValoresReflexividadePosicionalidadePolíticas públicasPor um antimanual de avaliação de políticas públicasFor an antimanual in policy evaluationArtigoEvaluation fieldValuesReflexivityPositionalityPublic policyAttribution 3.0 Brazil