Navegando por Palavra-chave "Desastres"
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Item A mobilização de atores estatais e não estatais na instalação de abrigos provisórios em desastres climáticos : o caso de Porto Alegre durante as enchentes de 2024(Fundação João Pinheiro, 2025) Ramos, Marília Patta; Schabbach, Letícia Maria; Nicolini, IgorEm 2024, as inundações no Rio Grande do Sul alcançaram 96% dos municípios e provocaram 183 mortes, centenas de feridos e milhares de desabrigados (Rio Grande do Sul, 2024b). Nesse contexto, os abrigos provisórios de pessoas, organizados por governos, empresas e entidades do terceiro setor, foram cruciais ao acolhimento das vítimas e à gestão de riscos de desastres. O artigo mapeia e categoriza sociologicamente os abrigos instalados em Porto Alegre, considerando aspectos como: a sua geolocalização, a sua capacidade de atendimento e as instituições responsáveis. Sublinha-se a indispensável colaboração entre diferentes esferas sociais para otimizar recursos e agilizar a instalação desses equipamentos, tornando-os eficazes e inclusivos. A partir de uma classificação inovadora dos abrigos, que codifica as instituições responsáveis de acordo com o setor de atividade econômica a que pertencem, verificou-se um protagonismo do terceiro setor na instalação dos locais, embora com menor capacidade de acolhimento (número médio de abrigados) em comparação com outros setores.Item Análise da incidência dos desastres como fundamento para os planejamentos do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais(2018-10) Souza, Anderson Passos de; Silva, Eduardo Ângelo Gomes da; Maia, Denise Helena França Marques; Ramos, Maurício de LimaEste trabalho visa analisar os desastres ocorridos no Estado de Minas Gerais, a partir de registros oficiais, de forma a disponibilizar uma fonte de informações sólida para o planejamento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a partir da identificação de aspectos de recorrência nesses desastres. Sendo a gestão do conhecimento cada vez mais relevante para as organizações, e essencial também à corporação responsável pela prevenção de desastres, busca e salvamento de vidas e bens. Para tanto buscou-se um referencial teórico que reunisse a Gestão Pública Moderna, o Planejamento e a Proteção e Defesa Civil. O planejamento deve estar alinhado à doutrina da atividade e ancorado em dados confiáveis para alinhar-se à legislação afeta à Proteção e Defesa Civil e permitir a produção de inovações, a transversalidade do aprendizado e uma melhor tomada de decisão. Foi utilizada a técnica de elaboração de tabelas e gráficos e descrição quantitativa por características espaciais, tipológicas e temporais médias simples. Os resultados mostraram que existe uma prevalência de desastres associados ao excesso ou déficit de água no solo, quais os meses com maior incidência e bacias hidrográficas com características distintas. Nota-se que é preciso avançar no detalhamento das informações, buscando uma efetividade progressiva da redução dos desastres.Item Contribuições teóricas para uma demografia dos desastres no Brasil(2022) Barbieri, Alisson Flávio; Viana, Raquel de Mattos; Soares, Vanessa Campos de Oliveira; Schneider, Raquel AlineAs mudanças demográficas associadas à complexidade dos problemas ambientais contemporâneos, como as mudanças ambientais globais e os desastres tecnológicos, tornarão cada vez mais perene a (re)produção social dos riscos e desastres a eles associados. O artigo propõe reflexões que posicionem a demografia, particularmente no contexto brasileiro, de forma a incorporar esses desafios aos seus conceitos, teorias e metodologias de análise, consolidando o campo de estudos em demografia dos desastres. O percurso escolhido foi, inicialmente, o de revisitar conceitos presentes em estudos de população e ambiente, como riscos, danos, desastres, vulnerabilidade, adaptação e resiliência. Revisitamos a literatura produzida em demografia dos desastres, enfatizando a relação endógena entre desastres e a composição, distribuição e dinâmica demográfica. Em seguida, propusemos um marco teórico sobre demografia dos desastres, bem como sua operacionalização a partir de sete princípios. Por fim, discutimos como, tanto do ponto vista conceitual, teórico quanto metodológico, a demografia possui um papel fundamental para consolidar uma perspectiva científica que antagonize discursos de “naturalização” dos desastres e, consequentemente, contribua para criar ou aperfeiçoar políticas públicas e mecanismos de gestão e planejamento antes, durante e após os desastres.Item Estudo dos procedimentos de mobilização de esforços especializados do CBMES na busca e salvamento em desastres(2020) Boles, Ramon Magevski; Alves, Rodrigo N. Ribeiro; Teixeira, Cláudio Vinício Serra; Lélis, Saraiva, Ágnez deNos últimos anos, alguns desastres de grandes proporções associados a chuvas intensas no Espírito Santo provocaram deslizamentos, desabamentos, inundações e enxurradas, resultando em perdas de vidas, além de danos econômicos, sociais e ambientais. Nesses cenários, a literatura mostra que o tempo de resposta é crucial para o salvamento de vidas, uma vez que as chances de sobrevivência são diretamente ligadas ao tempo em que as vítimas ficam presas sob escombros. Para atender a essas ocorrências, o CBMES conta com esforços especializados, que são equipes mobilizáveis que atuam complementando a primeira resposta quando essas não conseguem alcançar as vítimas, sendo a mobilização desses recursos um dos fatores que mais afetam o tempo de resposta. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo analisar os procedimentos atuais do CBMES na mobilização de seus esforços especializados em operações de busca e salvamento em desastres, buscando identificar oportunidades de aperfeiçoamento dessa relevante etapa para o salvamento de vidas. Através de profunda pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, foi possível realizar um diagnóstico dos procedimentos atuais, identificar seus problemas e apresentar um caminho para melhorias. Conclui-se que os esforços especializados do CBMES não estão adequadamente planejados para fazer frente aos desastres causados pelas chuvas intensas, que é a ameaça mais relevante no quadro de desastres do estado.