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Navegando por Palavra-chave "Indicadores sociais"

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    A importância do entendimento dos indicadores na tomada de decisão de gestores públicos
    (2012) Pereira, Danielle Ramos de Miranda; Pinto, Marcelo de Rezende
    Na literatura, existe concordância sobre a relação entre educação e desenvolvimento nos seus diversos sentidos. A partir dessa premissa, o artigo pretende examinar a diferença na rela-ção entre desenvolvimento econômico (expresso em termos de renda) e educação, por meio das dimensões “renda e educação” de dois índices de desenvolvimento: o IDHM e o IMRS.Essadiferença foi estudada em relação às 10 regiões administrativas de Minas Gerais, exemplificandocomo a decisão dos gestores públicos pode ser influenciada pela seleção de diferentes indicadores, utilizados na formulação ou na avaliação das políticas públicas. Os resultados apontam que, no IMRS, a relação entre renda e educação pode não ter sido significativa ou ter sido menos intensa que a encontrada, quando se toma como referência o IDHM. Isso pode significar que a dimensão“educação”, nos indicadores, precisa incorporar, além das questões de acesso, aquelas relacionadas à qualidade da educação e aos recursos disponíveis.
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    O nascimento de um indicador : o Índice de Qualidade de Vida Urbana de Belo Horizonte
    (2025) Oliveira, Diogo Jorge; Andrade, Rafael Lara Mazoni
    Este trabalho analisa a gênese e a estruturação do Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) de Belo Horizonte, concebido na década de 1990 no contexto da administração progressista por meio da “Frente BH Popular”. Adotando principalmente uma abordagem metodológica externalista, fundamentada na sociologia da quantificação de Alain Desrosières e na analítica de poder de Michel Foucault, a pesquisa investiga as condições históricas e políticas que possibilitaram a emergência desta ferramenta técnico-política. Argumenta-se que o IQVU não surgiu apenas de uma necessidade técnica, mas de um esforço político de convenção (convenir) prévio à mensuração (mesurer), visando legitimar a "inversão de prioridades" no âmbito do Orçamento Participativo (OP). O estudo reconstitui a trajetória de segregação socioespacial da capital, examina a influência do modelo de OP de Porto Alegre e detalha como a parceria entre a Prefeitura e a PUC Minas operou a tradução de disputas políticas em categorias estatísticas estáveis. A análise elucida a arquitetura do índice, demonstrando como a definição de variáveis, a ponderação de pesos e a medida de acessibilidade constituíram um complexo processo de convenir, na qual escolhas técnicas cristalizaram visões sobre a justiça urbana. Conclui-se que o IQVU funcionou como uma tecnologia de governo que, ao converter demandas sociais qualitativas em linguagem quantitativa objetiva, mediou as tensões entre a racionalidade administrativa e as reivindicações populares.
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