A evasão dos administradores públicos em Minas Gerais

Data da publicação

2005-05-25

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Fundação João Pinheiro
Resumo
Este trabalho tem como foco a evasão de recursos humanos na carreira dos administradores públicos do Estado de Minas Gerais, ora intitulada, carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Seu objetivo principal é investigar as causas, conhecer em que condições essa evasão tem ocorrido e para onde se direcionam os recursos humanos evadidos. Complementarmente, com base na análise dos dados e informações coletados, procura estabelecer algumas relações entre os condicionantes da evasão e a ação do Estado frente às questões de formação, qualificação e tratamento de recursos humanos. A evasão atinge hoje um limiar próximo a 40% (quarenta por cento) do total de profissionais que se graduaram no Curso Superior de Administração Pública CSAP, da Escola de Governo mineira. Numa iniciativa do Estado de Minas Gerais, através da Fundação João Pinheiro, estes profissionais foram qualificados para constituir um corpo de recursos humanos públicos, permanente e estratégico, destinado a dar cabo das diferentes tarefas de modernização, no bojo da profissionalização que a Reforma do Estado dos anos 90 enfatiza. Combinou-se pesquisa e estudo quantitativa, com procedimentos metodológicos destinados a interagir informações e dados, de forma a permitir que a objetividade quantitativa fosse subsidiada pela subjetividade, numa conjugação necessária a reflexão da problemática de políticas destinadas aos recursos humanos públicos. 0 estudo realizado à luz da visão de ex-integrantes da carreira tem na pesquisa empírica uma possibilidade de aprofundar a reflexão. De acordo com a análise constata-se que a decisão de evadir resulta da conjugação de diferentes aspectos e que pode estar sendo construída no decorrer das diversas fases da profissionalização dos recursos humanos públicos: atração, inserção, manutenção e retenção, desenvolvimento e valorização. A evasão apresenta-se hoje como um fenômeno constante e cada vez mais precoce, em tempo de permanência na carreira e idade de quem se evade, ameaçando o seu objetivo fundamental: criar um corpo profissional permanente no serviço público mineiro. As hipóteses inicialmente formuladas parecem confirmadas: a formação possibilita empregabilidade para além da carreira e a ação do Estado de Minas Gerais para deter a evasão é acanhada.

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CRUZ, Rútila Maria Soares Gazzinelli. A evasão dos administradores públicos em Minas Gerais. 2005. 151 f. Dissertação (Mestrado em Administração Pública) - Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte, 2005.

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