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    Juventudes, trabalho e educação profissional : impactos distributivos da formação técnica de nível médio
    (2025) Mendes, Pedro Kenji Sato; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz
    Este estudo, inserido no debate sobre equidade educacional e mobilidade social, tem como objeto a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) de nível médio no Brasil e suas associações com transições educacionais e resultados no mercado de trabalho. O problema de pesquisa consiste em verificar em que medida a EPT opera como ponte para mobilidade educacional e ocupacional — ou, alternativamente, como mecanismo de reprodução seletiva de desigualdades de classe, raça, gênero e território. O objetivo geral é analisar a relação entre a experiência em EPT e (i) acesso, permanência e conclusão do ensino médio, (ii) prosseguimento ao ensino superior e (iii) inserção ocupacional e rendimentos, examinando como essas associações variam por atributos socioeconômicos e territoriais. Parte-se da hipótese de que a EPT produz mobilidade seletiva: efeitos médios positivos frente ao ensino médio regular, porém distribuídos de forma desigual entre grupos sociais. Utilizam-se microdados da PNAD Contínua (2022–2024), com ponderação pelo desenho amostral, combinando estatísticas descritivas e modelos de transições educacionais (Mare) e regressões (logísticas e lineares) para comparar trajetórias associadas ao ensino médio técnico, ao ensino médio regular e ao ensino superior. Os resultados indicam que a EPT se associa a maiores probabilidades de conclusão da educação básica, maior inserção em ocupações formais e qualificadas e prêmios salariais positivos em relação ao ensino médio regular; contudo, esses ganhos são moderados e heterogêneos, com evidências de condicionamento pela posição social de origem e de variações relevantes por raça/cor, gênero e território. Adicionalmente, observa-se um trade-off em parte das trajetórias: em certos perfis, a EPT não se converte em maior prosseguimento ao ensino superior, sugerindo que a formação técnica pode funcionar, em segmentos específicos, como ponto de chegada. Conclui-se que a EPT possui potencial de mobilidade, mas com efeitos distributivos limitados; assim, sua expansão, se não acompanhada de políticas redistributivas e de redução da seletividade de acesso e dos diferenciais de trajetória, tende a reforçar padrões de desigualdade previamente estabelecidos.
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    Avaliação executiva do Programa Capixaba de Fomento à Implementação de Escolas Municipais de Ensino Fundamental PROETI : em tempo integral
    (2024) Freitas, Andréa Paoliello de; Ribeiro, Gustavo; Grecco, Larisse Brunoro; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz
    Este artigo tem como objetivo realizar uma análise executiva do Programa Capixaba de Fomento à Implementação de Escolas Municipais de Ensino Fundamental em Tempo Integral - Proeti. A análise combina informações obtidas por meio de instrumentos normativos, registros administrativos, consulta a processos administrativos da Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo - Sedu, de documentos publicados no Diário Oficial do Estado - DIO/ES, bem como no sítio institucional da Sedu. Dentre as contribuições proporcionadas pelo estudo estão a sistematização do problema, da teoria do programa, do modelo lógico e do mapa de indicadores, além do desenho dos dois principais processos do Proeti. Como principais conclusões estão a necessidade de se adequar o modelo do Estado de Educação de Tempo Integral à realidade municipal, em especial no que se refere à estrutura física das escolas e aos recursos humanos disponíveis.
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    Um destino traçado?: a desigualdade de oportunidades educacionais nos níveis médio e superior de ensino em Minas Gerais na última década
    (2023) Fonseca, Alexandre Henrique Martins da; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Saraiva, Ágnes Lélis; Assis, Marcos Arcanjo de
    A educação é um dos principais elementos do desenvolvimento dos indivíduos e a ela são atribuídos múltiplos papéis, da formação cidadã, passando pela preparação para o mundo do trabalho, até como ferramenta de mobilidade social. No entanto, o sistema escolar é desigual e tende a reproduzir desigualdades à medida que as características externas e internas à escola influenciam no desenvolvimento escolar dos estudantes. Esse trabalho tem como objetivo analisar o processo de estratificação educacional, que se refere a distribuição desigual de oportunidades educacionais, com base em uma série de fatores sociais, econômicos e culturais, e como as políticas mais recentes voltadas para um acesso mais diverso ao sistema de ensino fizeram o sistema caminhar a caminho da equidade. Para isso, foram utilizados dados da PNAD Contínua, em uma análise de quais fatores influenciam e o quanto influenciam o acesso aos ensinos médio e superior em Minas Gerais, em um panorama entre 2012 e 2022. O sistema educacional brasileiro é marcado por um declínio do número de estudantes à medida que se avança nos níveis educacionais e essas desigualdades se manifestam de forma acentuada nos níveis mais altos de ensino. Como resultado, verifica-se uma evolução na última década no número de pessoas que acessam e concluem os níveis de ensino analisados e, como resultado das políticas afirmativas adotadas, da presença de mais pessoas dos grupos socialmente vulneráveis nos níveis mais altos de ensino.
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    As mulheres em Minas Gerais: apontamentos sobre mercado de trabalho, educação e institucionalidade de gênero
    (2010) Pereira, Viviane Araújo; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Souza, Letícia Godinho de; Carneiro, Carla Bronzo Ladeira
    Este estudo teve como objetivo o de apresentar um diagnóstico acerca da situação da mulher no Estado de Minas Gerais, se comparada à do homem, em relação às desigualdades existentes no mercado de trabalho, rendimentos e educação. Além disso, buscou-se apontar as estruturas existentes nos municípios mineiros relacionadas às políticas de gênero. Para tanto, foram utilizados dados secundários disponibilizados pela Fundação João Pinheiro (PAD) e IBGE (CENSO, PNAD, MUNIC- 2009). A abordagem deste estudo está relacionada às injustiças socioeconômicas que afetam as mulheres, mais especificamente as que são ligadas à divisão sexual do trabalho e feminização da pobreza. Soma-se a isso a questão do reconhecimento, por parte do Estado, dos direitos da mulher, sendo expresso por meio de estruturas de proteção social atreladas ao gênero feminino, a exemplo dos Conselhos de Mulheres e das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. Notou-se, a partir dos dados, que existem desigualdades ocupacionais e de rendimentos entre homens e mulheres, ou mesmo entre mulheres, e apesar de as mesmas estarem mais capacitadas em termos ocupacionais, estão em piores condições no mercado de trabalho. Ressalta-se que houve uma evolução positiva, a partir da década de 1990, da situação das mulheres na dimensão em questão.