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    Maternidade & carreira: experiências de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) do governo do Estado de Minas Gerais
    (2016) Trópia, Marcela Lacerda; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Souza, Letícia Godinho de; Amorim, Marina Alves
    Nas últimas décadas, as mulheres passaram a ocupar diferentes espaços no mercado de trabalho público e privado, porém, as atividades domésticas, de cuidado com a casa e com os filhos, continuaram sendo consideradas como uma responsabilidade exclusivamente feminina. Dessa forma, as mães foram obrigadas a buscar diferentes estratégias para conciliar as jornadas do trabalho com a gestão do lar. O adiamento da maternidade, a terceirização das tarefas domésticas para outras mulheres e a utilização de uma rede de apoio sustentada por familiares são alguns exemplos dos caminhos escolhidos pelas mães para driblar o fenômeno “teto de vidro”. Em alguns casos, a conciliação entre vida profissional e pessoal é possível, mas depende de outras variáveis como a classe social e o ambiente de trabalho. Esses dois fatores foram observados como fundamentais para que três mães da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental conseguissem conciliar a rotina do trabalho com a gestão doméstica, mas ainda não é possível dizer que essa carreira possui plena igualdade de gênero.
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    Pobreza e saúde: um olhar sobre as condições de saúde da população pobre da zona rural de Minas Gerais em 2013
    (2016) Rezende, Sara Vitral; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Nogueira, Maria José; Souza, Nícia Raies Moreira de
    O presente trabalho busca apreender quais são as especificidades da situação de saúde (condições de saúde, acesso e qualidade dos serviços) dos multidimensionalmente pobres que vivem nas zonas rurais de Minas Gerais, analisando-se em quê a situação destas famílias difere da situação das famílias multidimensionalmente pobres das zonas urbanas e dos não pobres das zonas rurais. A pouca literatura que estuda de fato as condições de saúde da população rural pobre faz deste um estudo relevante para embasar um possível direcionamento nas políticas de saúde para as famílias pobres que vivem na zona rural, ou mesmo das políticas de combate à pobreza rural em si, tendo em vista que as privações em saúde corroboram para tal situação social. Os dados utilizados são da Pesquisa por Amostra de Domicílios em Minas Gerais, do ano de 2013. Para identificação do grupo populacional que seria considerado pobre, utilizou-se a metodologia do Índice Multidimensional de Pobreza, desenvolvido por Alkire e Foster. De modo geral, os resultados obtidos sugerem que políticas públicas que visem igualar as oportunidades dos grupos sociais, principalmente nas áreas de saúde e de redução de pobreza no campo, devem se atentar para as condições de saúde da população rural pobre, focando em ações que incidam sobre a melhoria do estado de saúde e das condições de acesso dos pobres rurais ao sistema de saúde, uma vez que a qualidade do atendimento ofertado não parece ser fonte substantiva de diferenciação das condições de saúde dos diferentes grupos analisados.
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    O processo de incorporação de demandas dos fóruns regionais de governo no planejamento das secretarias de estado de Minas Gerais
    (2016) Andrade, André Lobato; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Brasil, Flávia de Paula Duque; Machado, Bernardo Novais da Mata
    O objetivo deste trabalho é descrever e analisar a efetividade do processo de incorporação das demandas populares vindas dos Fóruns Regionais de Governo de Minas Gerais no planejamento e gestão das secretarias de estado. Considerou-se, na linha da democracia participativa-deliberativa, que a construção de um planejamento participativo exige a adaptação de estruturas, processos e pessoal técnico do governo. A análise desse trabalho se concentra principalmente nas decisões tomadas sobre influência dos Fóruns Regionais na elaboração e revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), principal documento de planejamento de médio prazo do Estado de Minas Gerais. Para a análise, foi feita uma revisão teórica da teoria democrática, culminando nas linhas de democracia participativa e deliberativa. Desenvolveu-se o conceito de Instituição os métodos para análise de sua efetividade. Apresentou-se uma compilação das teorias que integram o planejamento e gestão governamental com a participação popular, e um breve histórico das experiências participativas no planejamento no Brasil e em Minas Gerais. Descreveram-se os Fóruns Regionais e os estudos sobre sua efetividade já realizados, e a opção por analisa-lo somente na perspectiva intragovernamental. A pesquisa qualitativa recorreu à observação em campo e as entrevistas semiestruturadas, complementadas por análise documental. A descrição do processo foi feita com entrevistas no órgão central de planejamento e nas secretarias de Estado, com aprofundamento na de Desenvolvimento Agrário. A análise das entrevistas complementada com documentos permitiu concluir que os Fóruns Regionais não influenciaram de maneira efetiva o processo de planejamento e gestão das secretarias, por uma série de fatores. Houve incompatibilidade de datas entre os Fóruns Regionais e a elaboração do PPAG. A alta gestão não conduziu um processo de orientação das capacidades técnicas para interagirem com a participação popular. Contudo, os Fóruns Regionais são uma Instituição Participativa nova, que tem potencial para ser aperfeiçoada e melhor absorvida pelo planejamento estadual. São feitas algumas considerações finais sobre como aproximar a estrutura técnica da participação popular. O objetivo é apontar caminhos para aprimorar o processo e aumentar sua efetividade em conduzir um planejamento público orientado pela participação popular.