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Item Paradiplomacia no Brasil: a inserção internacional do estado de Minas Gerais a partir do ano de 2003(2009) Martins, Augusto Conrado; Guimarães, Alexandre QueirozA integração dos mercados e a evolução nas comunicações tornam globais as consequências de certos eventos locais. Portanto, a inserção de uma região no fluxo internacional de troca de informações e mercadorias é condição para o pleno e sustentável desenvolvimento de tal região, uma vez que é preciso estar atento ao que ocorre nas diversas partes do mundo. Mais do que isso, a inserção internacional pode proporcionar importantes ferramentas para a melhoria do governo e das políticas públicas emitidas. Nesse sentido, o Estado de Minas Gerais vem desenvolvendo, a partir de 2003, importantes ações no sentido de se internacionalizar com a criação da Subsecretaria de Assuntos Internacionais, órgão centralizador dessa ação no governo, e com o estabelecimento de uma estratégia de governo para a área.Item Promoção de políticas públicas e desenvolvimento regional : a governança da exploração de Lítio no Vale do Jequitinhonha(2025) Carvalho, Rodrigo Andrade Silva; Guimarães, Alexandre QueirozA transição energética global posicionou o lítio como um mineral estratégico, lançando um novo olhar sobre o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, uma das regiões mais pobres do Brasil e detentora de relevantes reservas. Neste contexto, o governo estadual lançou o projeto "Vale do Lítio", prometendo uma transformação socioeconômica para a região. Contudo, o histórico extrativista de Minas Gerais, marcado pela "maldição dos recursos" e pela "armadilha da baixa complexidade", levanta o risco da repetição de um ciclo de desenvolvimento desigual. Este trabalho tem como objetivo analisar criticamente o arranjo de governança do projeto "Vale do Lítio", mensurando sua capacidade de internalizar os ganhos da mineração e promover um desenvolvimento regional sustentável. A pesquisa se baseia em um estudo de caso descritivo, com uma abordagem metodológica mista que combina análise documental, levantamento de dados secundários (econômicos, fiscais e orçamentários) e entrevistas semiestruturadas com atores-chave nos níveis estadual e municipal. Os resultados indicam que o "Vale do Lítio" opera mais como um arranjo de coordenação intersetorial, reativo e com recursos limitados, do que como uma política de desenvolvimento robusta. No nível municipal, a investigação revelou um ciclo de "boom e bust" fiscal, intensas externalidades sociais e uma acentuada fragilidade institucional que limita a capacidade de resposta local. A análise da dinâmica produtiva confirma a permanência de um modelo primário-exportador, diante de barreiras estruturais à agregação de valor. Conclui-se que o modelo de governança atual, embora conceitualmente um avanço, é insuficiente para, por si só, romper com o ciclo de dependência histórica. O trabalho sugere recomendações focadas no fortalecimento da governança local e estadual, na adoção de uma estratégia pragmática e gradual de agregação de valor e na criação de um pacto territorial com maior participação social.