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    Acesso ao direito ao território quilombola : as razões de sua inviabilização em gerais
    (2021) Barros, Laura Ribeiro de; Souza, Letícia Godinho de; Souza, Letícia Godinho de; Motta, Carolina Portugal Gonçalves; Diniz, Bruno Lazzarotti
    O art. 68 do ADCT reconhece a posse do território ocupado pelas comunidades remanescentes de quilombos e atribui ao Estado a responsabilidade sobre a emissão dos títulos de posse para os mesmos. Contudo, em Minas Gerais foi regularizado o território de somente um quilombo, que posteriormente foi removido da propriedade para a construção da usina hidrelétrica de Irapé. Ademais, segundo dados emitidos pelo Incra e pela CPISP no Brasil existem mais de 5.000 localidades quilombolas, mas somente 212 foram tituladas até 2021. Dessa forma, esta pesquisa busca entender quais os principais entraves para a política de titulação de terras quilombola em Minas Gerais. Compreendendo que, apesar do reconhecimento constitucional do direito quilombola ao uso coletivo da terra e da regularização da política, o número de títulos emitidos em Minas Gerais é muito inferior ao necessário para garantir o cumprimento deste direito. Para tanto, foram apresentados dados orçamentários, dados ligados a titulação do território quilombola. Além disso, foram conduzidas entrevistas com atores chaves ligados ao processo de titulação e foi realizada pesquisa bibliográfica que auxiliou na construção da associação do regramento brasileiro com o movimento neoconstitucionalista latino americano e o Bem Viver.
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    Incógnitas quando as telas não te limitam: o atendimento virtual da Polícia Civil de Minas Gerais às vítimas de ameaça
    (2023) Pontes, Maria Natalina; Souza, Letícia Godinho de
    Durante a Pandemia de Covid-19, os índices oficiais brasileiros de crimes violentos contra a mulher tiveram um crescimento percentual expressivo em comparação à diminuição acentuada de outros crimes contra a pessoa causada pelo isolamento social obrigatório. Apesar de as medidas do distanciamento terem servido para conter o avanço de um vírus, em muitos casos e pelo país afora, elas determinaram uma elevação nos números de violência contra a mulher. Em resposta, as Polícias Judiciárias do país disponibilizaram às mulheres, vítimas de violência doméstica, ferramentas de acesso online para os registros de crimes. Em Minas Gerais, esse registro é disponibilizado 24 horas por dia. A pesquisa pretendeu analisar se esse recurso digital proporcionou mais agilidade, interesse e maior procura por parte da vítima. A partir de uma análise quantitativa, com base em estatísticas criminais, a pesquisa procurou trazer à luz os dados sobre a violência contra a mulher, relativo ao crime de ameaça, registrados no período de 2017 a 2021; e os dados sobre atendimentos on-line e presenciais realizados pelas Delegacia Virtual do Estado de Minas Gerais e Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), com relação ao atendimento às mulheres vítimas de ameaça, ao longo de 5 (cinco) anos. A pesquisa também possui caráter histórico e documental. Como resultado, percebeu-se que o estado de Minas Gerais continua a enfrentar desafios sistêmicos para implementar políticas de enfrentamento à violência doméstica e que foram intensificados durante a pandemia. No âmbito institucional, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) continua a desenvolver estratégias e ações para o enfrentamento da violência doméstica e familiar e, essa iniciativa pode ser verificada com o uso da tecnologia.
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    Um passo à frente, dois passos atrás : um estudo sobre o backlash de gênero em projetos de lei municipais de Minas Gerais
    (2025) Santos, Mariana Saraiva Duarte; Souza, Letícia Godinho de
    O trabalho investiga como o backlash de gênero se manifesta no âmbito legislativo municipal mineiro, por meio da análise de Projetos de Lei apresentados entre 2014 e 2025 em uma amostra composta por 14 câmaras de vereadores de Minas Gerais. A pesquisa adotou uma abordagem quali-quantitativa, articulando revisão bibliográfica sobre o backlash de gênero, levantamento documental, análise estatística descritiva e análise de conteúdo. O levantamento abrangeu 7.752 matérias legislativas, das quais 122 Projetos de Lei — identificados em 11 dos 14 municípios da amostra — compuseram o corpus empírico final. A sistematização dos dados permitiu observar a distribuição temporal e espacial das proposições, bem como caracterizar o perfil sociodemográfico e político-partidário dos(as) autores(as). A análise de conteúdo revelou que os projetos se organizam em torno de eixos temáticos recorrentes, como direitos reprodutivos, educação escolar, censura, estrutura e uso de banheiros, linguagem neutra, afirmação de gênero, competições esportivas e defesa da família tradicional e outros. Tais eixos refletem, no plano municipal, padrões discursivos e normativos já discutidos pela literatura sobre o backlash de gênero, ainda que com intensidades e configurações distintas entre os municípios da amostra, assim como elementos característicos às competências da esfera municipal. Os resultados evidenciam que, embora não uniforme, a presença de proposições antigênero nos legislativos investigados indicam uma incorporação, na esfera local, das dinâmicas de reação mapeadas em estudos nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, a concentração dos projetos em determinados municípios e a ausência em outros sugere que o fenômeno não se manifesta de maneira homogênea no território mineiro. Conclui-se que o exame do nível municipal contribui para compreender a capilaridade, as particularidades e as disputas que marcam as ofensivas antigênero no legislativo local.