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    O uso da tecnologia Blockchain como ferramenta de combate à corrupção nas licitações públicas: perspectivas e desafios para a administração pública brasileira
    (2024) Silveira, Leyverson Teodoro da Silva; Wanderley, Cláudio Burian
    Este trabalho investiga o uso da tecnologia blockchain como ferramenta para combater a corrupção em licitações públicas no Brasil, promovendo maior transparência e eficiência na administração pública. Através de suas características de imutabilidade e descentralização, o blockchain permite que cada etapa do processo licitatório seja auditável e acessível, facilitando o monitoramento contínuo e reduzindo a manipulação e fraudes. A pesquisa examina desafios à implementação, como barreiras regulatórias e culturais, e analisa experiências internacionais para ilustrar os benefícios da tecnologia em processos governamentais. Com base nessa análise, são propostas diretrizes para uma adoção gradual da tecnologia no Brasil, incluindo projetos-piloto e capacitação técnica. Conclui-se que o blockchain tem potencial transformador para o sistema de licitações brasileiro, consolidando-se como uma ferramenta fundamental para uma governança mais ética e transparente.
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    Disrupção na máquina pública : as potencialidades das Pop-up Cities como laboratórios de inovação institucional
    (2025) Peixoto, Nicole Alvim de Assumpção; Wanderley, Cláudio Burian
    Esta pesquisa argumenta que as crises de adaptação do Estado moderno são, fundamentalmente, crises de um paradigma institucional fechado que inibe a inovação. Utilizando o modelo de Inovação Aberta de Henry Chesbrough como principal ferramenta analítica, o trabalho investiga por que modelos de reforma top-down, como as Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) e as Charter Cities, fracassam sistematicamente ou geram resultados subótimos. A análise, apoiada pelas teorias de Peter Hall sobre mudança paradigmática e por uma bibliografia multidisciplinar, demonstra que o "modelo de negócios" estatal, herdado de um passado autoritário e resistente à mudança, está programado para rejeitar inovações que ameacem a sua lógica centralizadora. Os estudos de caso de Honduras e do Nepal ilustram como essa rigidez leva a crises políticas e sociais. Como alternativa, o artigo propõe os modelos bottom-up, com enfoque nas Pop-up Cities, como manifestações práticas da Inovação Aberta. Conclui-se que a adoção de um paradigma aberto, que promove a colaboração com a sociedade civil, não é apenas uma opção, mas uma necessidade para a evolução pacífica e a adaptação das instituições estatais no século XXI. Os resultados demonstram que o modelo de negócios das Pop-up Cities apresenta características alinhadas às estratégias de inovação aberta, funcionando como spin-offs externas capazes de desenvolver soluções institucionais sem as restrições do paradigma centralizado do Estado. O estudo identifica três formas de aplicação pelo setor público e sugere que a participação de agentes públicos nessas comunidades pode acelerar a mudança paradigmática de forma pacífica.