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    Certificação bancária e regulação de mercado: relações de trabalho e (pouca) negociação
    (2017) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André Luiz
    O artigo delineia, por meio de pesquisa qualitativa, o movimento de certificação de trabalhadores bancários no Brasil, sob a perspectiva da regulação do Estado - Banco Central do Brasil (BACEN), das certificadoras, dos sindicatos de trabalhadores e dos bancários. Verificou-se que as relações de trabalho no interior dos bancos são afetadas pelo papel do Estado em sua função reguladora (em termos de normas setoriais e políticas de qualificação), e pelas entidades patronais (associações e federação) em suas ações de determinação das formas de organização do trabalho. Constatou-se, ainda, que o Estado brasileiro por meio de suas instituições reguladoras modifica o contexto das competências no setor bancário induzindo à prática de certificação dos trabalhadores pelos bancos que atuam no Brasil. Conclui-se que a certificação bancária resulta de regulação do BACEN e é negociada em sua forma e conteúdo, com e entre as organizações do setor. Em dez anos, mais de 500 mil bancários já buscaram a certificação para aquisição de competências. Este processo - que sob a égide da regulação do Estado ocorre sem a interferência dos sindicatos - pressionando profissionalmente os trabalhadores da área.
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    As relações laborais na perspectiva do trabalho remoto: um estudo de caso em uma instituição federal de ensino
    (2022) Mello, Marcos Paulo de Sá; Oliveira, Kamila Pagel de; Castro, Marco Aurélio Amaral de
    As relações de trabalho no mundo contemporâneo estão cada vez mais flexíveis e dentre os seus avanços está a implementação do trabalho remoto, crescente no mundo e no Brasil, sobretudo em função da pandemia da Covid-19. Neste sentido, o presente artigo teve o objetivo principal de investigar a percepção dos servidores e chefias de uma Instituição Federal de Ensino brasileira, quanto à execução do trabalho remoto provocado pela pandemia, no período de março a agosto/2020. Além disso, verificou-se de maneira complementar, a viabilidade da implementação permanente de tal modalidade de trabalho. Para alcançá-los, foi realizada uma pesquisa quali-quantitativa junto a 68 trabalhadores do setor público, a qual revelou que os trabalhos realizados remotamente no período em questão, foram considerados satisfatórios na percepção dos profissionais. Além disso, constatou-se que os entrevistados se sentem preparados para a implementação permanente do trabalho remoto, embora as chefias tenham demonstrado cautela.
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    As intrincadas relações semânticas entre mercado de trabalho, relações de trabalho e gestão de recursos humanos em contexto pandêmico
    (2023) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André Luiz; Lima, Aline Zanini; Bafti, André
    O artigo analisa como as organizações interpretam as relações sistêmicas envolvendo o mercado e relações de trabalho em suas estratégias de gestão de recursos humanos (GRH) na pandemia da Covid-19. Por meio de abordagem qualitativa, realizaram-se quatro grupos focais com 24 gestores de pessoas e entrevistas com quatro representantes sindicais em três regiões do Brasil: Sul (Joinville, SC), Nordeste (Fortaleza, CE) e Centro-Oeste (Brasília, DF). Os achados indicam lacunas de conhecimento das áreas de GRH sobre mercado e relações de trabalho, práticas similares de GRH em patamares distintos, institucionalizadas por repertório comum, enquanto os sindicatos adaptam-se à nova legislação trabalhista. O contexto pandêmico trouxe mudanças estruturais, como o teletrabalho, ajuste à legislação e organização do trabalho, e também mudanças comportamentais, e efeitos na saúde do trabalhador. O estudo contribui teoricamente ao discutir a GRH sob a abordagem institucional; metodologicamente propicia pesquisas comparativas; e empiricamente ilustra como acontece a GRH em distintas regiões do País.
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    Gestão de competências nas relações de trabalho: o que pensam os sindicalistas?
    (2012) Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Amorim, Wilson Aparecido Costa de
    O cenário macroeconômico no Brasil tem apontado para melhorias no mercado de trabalho e indicadores de emprego e renda, contexto que deveria favorecer a ação sindical. O que se observa, entretanto, é a manutenção de parâmetros tradicionais nas relações de trabalho. Este artigo objetiva analisar, sob a distinta ótica dos sindicatos, em que medida a implantação dos sistemas de gestão de competências tem sido objeto de ação sindical, tendo em vista sua adoção por boa parte das grandes organizações, e o fato de esta ser considerada uma ferramenta moderna de gestão empresarial e de pessoas. A abordagem metodológica privilegiou o enfoque qualitativo, utilizando pesquisa documental e de campo. As etapas de pesquisa constaram de: (a) levantamento bibliográfico; (b) consulta a bases de dados relacionais; (c) realização de painel de especialistas; e (d) grupo de foco. Os resultados apontam que a gestão de competências é um termo ausente nas negociações coletivas e desconhecido pelos sindicatos, reduzindo-se a ações de identificação e combate ao assédio moral e a metas abusivas, pauta central de reivindicações. Na mesma medida, o Estado não assume seu papel como agente indutor da melhoria das competências, e as organizações mantêm sua ação imperativa sobre os trabalhadores.
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    Capacidade gerencial e habilidade política dos empresários de transporte por ônibus de Belo Horizonte: mito ou realidade?
    (1998) Cançado, Vera Lúcia; Siqueira, Moema Miranda de; Watanabe, Fernanda Sue; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da
    O sistema de transporte por ônibus em Belo Horizonte, comparado ao de outras capitais brasileiras, apresenta algumas particularidades, como seu elevado número de empresas e o predomínio de empresas de médio porte. Este artigo discute o processo de evolução das empresas de Belo Horizonte, destacando questões como a diferença em relação ao padrão nacional de concentração, o desenvolvimento da capacidade gerencial e da habilidade política dos transportadores mineiros, e o papel do órgão gestor nesses processos. Optou-se pelo enfoque político das organizações, privilegiando-se as relações de trabalho e de poder entre os diversos atores do sistema. Pôde-se concluir que os empresários belo-horizontinos destacam-se como articuladores na criação e no desenvolvimento de suas empresas, como pioneiros na diversificação e expansão geográfica de seus negócios e como lideranças políticas e empresariais nacionais. A partir de um processo de profissionalização e expansão no setor em Belo Horizonte, ocorreu a articulação da classe, inicialmente para fazer frente ao poder público local, expandindo-se nacionalmente. Esse processo permitiu a alavancagem e a padronização da gestão empresarial.
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    The complex interaction between human resources management, the labor market and employment relations in Brazil
    (2017) Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Fischer, André Luiz; Kassem, Michele Ruzon
    O artigo traz resultados de pesquisa qualitativa que analisa como a temática da gestão de recursos humanos (HRM) considera as novas características do trabalho no Brasil no período 2000-2015; com o envelhecimento populacional, redução da proporção de jovens e aumento da escolaridade na força de trabalho, queda na taxa de desocupação, melhoria do rendimento dos trabalhadores e elevada rotatividade. Nas relações de trabalho, os sindicatos conquistaram aumentos reais e as greves retornaram. Por meio de painel de especialistas e levantamento bibliográfico sobre gestão de pessoas no Brasil o estudo revela uma distância das temáticas do mercado de trabalho; relações de trabalho e HRM. Duas suposições poderiam explicar esses achados: (H1) as questões referentes às relações de trabalho e ao mercado de trabalho são pouco valorizadas pela HRM; e (H2) HRM e relações de trabalho são tratadas como áreas profissionais e de conhecimento separadas e pouco integradas nas organizações.