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    Perfil e nível de satisfação dos turistas no Pólo Turístico do Vale do Jequitinhonha, MG
    (2004) Cavalcanti, José Euclides Alhadas; Vieira Filho, Nelson Antônio Quadros; Gurgel, Ângelo Costa; Álvares, Lúcia Capanema; Lamounier, Wagner Moura
    Este trabalho objetiva analisar o perfil e o nível de satisfação dos turistas em uma região de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Pólo Turístico do Vale do Jequitinhonha, MG. A amostragem baseou-se na escolha aleatória de veículos de passeio nas vias de acesso ao Pólo e na identificação do motivo da viagem. Os resultados mostraram que o fluxo turístico é de origem predominantemente microrregional, com pouco uso dos serviços de hospedagem, com exceção dos municípios de Diamantina e Serro, onde o turismo interestadual é intenso. Os turistas mostraram-se satisfeitos com os serviços turísticos e públicos, o que pode ser explicado pelo baixo grau de exigência da maioria desses turistas, predominantemente de níveis de renda modestos. Apesar do potencial para o crescimento do turismo, a sua efetividade depende de investimentos em infra-estrutura e capacitação da população local para a recepção turística, de forma a incrementar o fluxo turístico oriundo de outros Estados e sem vínculos e sem vínculos locais.
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    Municípios recém-criados no Vale do Jequitinhonha e promoção da cidadania: uma análise comparativa dos indicadores de bem-estar social
    (2015) Nunes, Marcos Antônio; Oliveira, Gabriel Luís Nogueira de
    No decorrer da década de 1990 foram criados no Brasil mais de mil municípios; em Minas Gerais o número foi superior a cem, e no Vale do Jequitinhonha foram vinte e quatro. Este surto emancipacionista reflete a maior autonomia outorgada pela Constituição Federal de 1988, que permitiu aos estados da federação legislarem sobre o tema. Vis-à-vis as vantagens e desvantagens das emancipações, observou-se que a partir daquela década os municípios recém-criados apresentaram maior evolução nos indicadores de bem-estar social que as demais categorias. No final do período de análise (2000-2010), verificou-se que os indicadores sintéticos praticamente se equalizaram, o que demonstra ter ocorrido uma redução das desigualdades sociais entre os municípios do Vale do Jequitinhonha. As dimensões sociais que mais contribuíram para o desenvolvimento social dos novos municípios foram a cultura, o lazer, a assistência social e a educação.
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    Do ouro e das pedras coradas ao lítio : mineração, extrativismo e a reprodução da minero-dependência na Região Geográfica Imediata de Araçuaí – Vale do Jequitinhonha (MG)
    (Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, 2025) Nunes, Marcos Antônio; Pfeffer, Renato Somberg; Ferreira, Rodrigo Nunes; Stefani, João
    Este artigo explora a trajetória histórica do Vale do Jequitinhonha, desde a colonização no século XVIII, impulsionada pela mineração de ouro e diamantes, até as dinâmicas socioeconômicas atuais. Utilizando uma metodologia histórico-analítica e pesquisa documental, o estudo investiga como o subsequente declínio da mineração gerou migrações e uma transição para atividades agropecuárias, moldando uma nova identidade regional marcada por conflitos sociais e territoriais. Nesse contexto, o artigo destaca a importância de Araçuaí como centro comercial histórico e, hoje, como um incipiente polo da agenda global de transição energética, em virtude da exploração de lítio. A exploração de lítio na Região Geográfica Imediata de Araçuaí oferece um potencial de desenvolvimento regional, mas a pesquisa demonstra que essa nova fase extrativista exige uma governança articulada para mitigar a histórica dependência mineral e os riscos socioambientais. Argumenta-se que é fundamental contestar a narrativa simplista do "lítio verde" e implementar, concomitantemente, políticas de diversificação econômica que não se restrinjam apenas à commodity. O sucesso na transformação desse ciclo requer um robusto investimento em infraestrutura regional integrada e, principalmente, a criação de um Fundo de Soberania Mineral para assegurar a poupança e o benefício intergeracional dos recursos não renováveis.