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Item Gestão de competências nas relações de trabalho: o que pensam os sindicalistas?(2012) Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Amorim, Wilson Aparecido Costa deO cenário macroeconômico no Brasil tem apontado para melhorias no mercado de trabalho e indicadores de emprego e renda, contexto que deveria favorecer a ação sindical. O que se observa, entretanto, é a manutenção de parâmetros tradicionais nas relações de trabalho. Este artigo objetiva analisar, sob a distinta ótica dos sindicatos, em que medida a implantação dos sistemas de gestão de competências tem sido objeto de ação sindical, tendo em vista sua adoção por boa parte das grandes organizações, e o fato de esta ser considerada uma ferramenta moderna de gestão empresarial e de pessoas. A abordagem metodológica privilegiou o enfoque qualitativo, utilizando pesquisa documental e de campo. As etapas de pesquisa constaram de: (a) levantamento bibliográfico; (b) consulta a bases de dados relacionais; (c) realização de painel de especialistas; e (d) grupo de foco. Os resultados apontam que a gestão de competências é um termo ausente nas negociações coletivas e desconhecido pelos sindicatos, reduzindo-se a ações de identificação e combate ao assédio moral e a metas abusivas, pauta central de reivindicações. Na mesma medida, o Estado não assume seu papel como agente indutor da melhoria das competências, e as organizações mantêm sua ação imperativa sobre os trabalhadores.Item Mudanças à vista: processo de preparação para a venda em uma empresa do setor de telecomunicações(2011) Cançado, Vera Lúcia; Mesquita, Sandra; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Guimarães, Eloisa Helena RodriguesEste artigo teve como objetivo analisar o processo de mudança ocorrido na preparação para venda de uma empresa do setor de telecomunicações. Foram utilizados dois modelos: o de Beer e Nohria (2000), para analisar a estratégia da mudança, verificando o seu propósito, a liderança, o foco, o planejamento, a motivação e a consultoria; e o de Motta (1997), para analisar as mudanças ocorridas, considerando as perspectivas de análise estratégica, estrutural, tecnológica, humana, cultural e política. Foi realizado um estudo de caso, de natureza qualitativa e descritiva, sendo os dados coletados por meio de entrevista semi-estruturada, grupo focal, observação participante e também por meio da análise de documentos internos da empresa. Os resultados indicaram que a estratégia da mudança teve como propósito a maximização do valor econômico de venda, envolvendo uma liderança forte e autoritária. Essa estratégia foi pautada na criação de um plano denominado Projeto Aceleração (PAC), por meio do qual foram elencadas e priorizadas todas as ações necessárias para a mudança. Foram também trabalhadas questões relacionadas a estrutura e sistemas, envolvendo incentivos financeiros como propulsores da mudança e a contratação de uma consultoria para conduzir e controlar o processo. Foram observadas algumas ações voltadas para as pessoas que, somadas a um plano de remuneração variável agressivo, além de estratégias de comunicação, acompanhamento e controle, criaram o envolvimento e o comprometimento da equipe, necessários ao alcance dos objetivos propostos.Item Políticas de educação corporativa e o processo de certificação bancária: distintos atores e perspectivas(2015) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André LuizAs iniciativas de educação corporativa vêm se institucionalizando como elemento de competitividade entre países (LANVIN; EVANS, 2013), organizações (EBOLI et al. 2010) e indivíduos (SARSUR, 2010). Como parte do resultado da melhor estruturação da educação corporativa, a qualificação da mão de obra traz no seu bojo os processos de certificação profissional. Neste contexto, o sistema financeiro brasileiro revela instituições mais efetivas na intermediação financeira e na geração de resultados, lastreadas em ações de educação corporativa e políticas de gestão de pessoas. O presente artigo delineia esta perspectiva analisando o movimento de certificação de trabalhadores bancários no Brasil, sob a égide de atores distintos como o órgão regulador; os bancos e suas universidades corporativas; as certificadoras; os sindicatos e os bancários. Verificaram-se por meio de pesquisa qualitativa de cunho descritivo, utilizando-se como instrumentos de coleta de dados a análise documental, entrevistas e grupo de foco, as políticas de gestão de pessoas sob o escopo da educação corporativa e o processo de certificação bancária sob a perspectiva destes atores. Os principais achados indicam que o Banco Central do Brasil normatiza o mercado, os bancos induzem ao processo de certificação bancária como mecanismo de ampliação de competitividade e pressão sobre o indivíduo enquanto trabalhador, e por sua vez os sindicatos atuam como coadjuvantes no processo.