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Item A circularidade como norteadora para a sustentabilidade : uma questão social ou ambiental?(Fundação João Pinheiro, 2025) Batista, Renata Cristina Gomes; Ferreira, Cláudia Aparecida Avelar; Carmo, Adriana Almeida do; Costa, Maraísa da Silva Soares; Nunes, Simone Costa; Teodósio, Armindo dos Santos de SousaEste artigo tem por objetivo analisar os dados nacionais referentes à coleta, à tipologia dos resíduos sólidos e aos índices de reciclagem no Brasil em 2024, com base no Anuário da Reciclagem. A proposta busca compreender a dinâmica da circularidade a partir de uma perspectiva ambiental, social e econômica. O artigo é baseado pela Teoria da Economia Circular, que visa a minimização do desperdício, a reutilização e a reciclagem de produtos descartados pela população. A metodologia adotada é quantitativa e descritiva, com análise de dados secundários, organizados em seis elementos temáticos: a) distribuição regional da reciclagem e disparidades estruturais; b) impacto ambiental e econômico da circularidade; c) catadores(as), trabalho e remuneração; d) sustentabilidade ambiental e economia circular; e) coleta seletiva e cobertura municipal. Os resultados evidenciam desigualdades territoriais, fragilidade das políticas públicas e baixa remuneração dos catadores, além de apontarem limitações na cobertura da coleta seletiva e no aproveitamento dos resíduos recicláveis. A análise da dinâmica da circularidade a partir de uma perspectiva ambiental, social e econômica, com dados de todas as unidades federativas do Brasil, desponta as desigualdades e a falta de intersetorialidade para avançar na redução dos impactos climáticos. Conclui-se que a consolidação da economia circular no Brasil exige integração entre justiça ambiental, valorização do trabalho e governança inclusiva.Item Fatores sociais, econômicos e demográficos associados à geração de lixo domiciliar na cidade de Belo Horizonte(2012) Pinto, Marcelo de Rezende; Pereira, Danielle Ramos de Miranda; Freitas, Rodrigo Cassimiro de FreitasCom o advento da Revolução Industrial, a capacidade crescente de geração de novos produtos, combinada com o crescimento populacional e a urbanização, provocou um aumento considerável na geração de resíduos que se tornou um dos grandes problemas de gerenciamento urbano dos tempos modernos. Assim, surgiu o interesse em conduzir um estudo, cujo objetivo consiste em identificar os fatores sociais, econômicos e demográficos associados à geração de resíduos sólidos na cidade de Belo Horizonte. Para isso, foram utilizados os dados sobre a quantidade de resíduos sólidos gerada em Belo Horizonte, de acordo com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), relativos ao ano de 2000, os dados provenientes do Censo Demográfico de 2000, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados do IQVU (Índice de Qualidade de Vida Urbana) do ano de 2000, calculados pela Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Belo Horizonte. O método adotado para identificação dos fatores associados à geração de resíduos sólidos foi o dos Modelos Lineares de Regressão Múltipla. Os resultados mostram que o IQVU e o número de moradores são as variáveis que mais impactam a geração de resíduos sólidos no município de Belo Horizonte, ainda que exista alguma influência de variáveis tais como sexo, raça/cor, idade e renda do responsável pelo domicílio e tipo de esgotamento sanitário. Espera-se que os resultados possam auxiliar na obtenção de subsídios para o entendimento de questões essenciais para a formulação de políticas públicas de controle da geração de lixo pelas administrações municipais.