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    Resposta das escolas à pandemia de COVID-19 : uma análise da rede estadual de Minas Gerais
    (Fundação Getulio Vargas, 2024) Queiroz, Melissa Dias; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz
    Além dos efeitos sanitários e econômicos, a pandemia de Covid-19 representou um choque nos sistemas educacionais, com o fechamento das escolas. Em Minas Gerais, foi adotado o Regime Especial de Atividades Não Presenciais (Reanp), seguido por estratégias e resultados heterogêneos em cada escola. Diante disso, o presente artigo busca compreender e analisar a forma pela qual se deu a resposta das escolas públicas mineiras à pandemia em 2020 e 2021, quanto às principais estratégias adotadas para a continuidade das atividades e aos seus possíveis efeitos. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza qualitativa, baseada em pesquisa documental e na realização de entrevistas semiestruturadas. Os resultados encontrados demonstram a validade das estratégias oficiais, mas também sinalizam suas limitações e críticas quanto a seus conteúdos e aplicabilidade. Ainda, perdas de aprendizagem e impactos referentes à saúde, à socialização e ao engajamento nos estudos foram constatados, influenciados pelos contextos socioeconômicos das comunidades escolares.
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    Aspectos psicossociais da pobreza e dos programas de transferência de renda : existem pontes?
    (Universidade de Brasília, 2024) Ladeira, Carla Bronzo; Moreira, Eduarda da Silva
    O artigo identifica os nexos existentes entre as dimensões psicossociais da pobreza e os principais programas de transferência condicionada de renda (PTCR) da América Latina. O artigo parte da concepção de que o fenômeno da pobreza possui uma dimensão psicossocial e busca identificar as pontes existentes entre a teorização e a mensuração de tais dimensões e sua incorporação na produção das políticas públicas. A partir de uma revisão bibliográfica sistemática, foram analisados 103 artigos e 11 programas. Os resultados apontam para uma fragilidade no desenho dos programas de transferência, pois – ainda que alguns considerem tais dimensões presentes – não existe uma tradução destas em termos de ações ou estratégias de intervenção. Ou seja, embora se tenha um razoável avanço no campo da teorização e da mensuração da pobreza para além de seus elementos materiais e objetivos, tem-se pouca apropriação da referida discussão no campo da ação governamental, no desenho, na implementação e na avaliação das políticas públicas.