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Item Mercado de trabalho e gênero: a participação das mulheres nas atividades características do turismo(ULL, 2024) Sousa, Ana Letícia; Gonçalves, Caio César Soares; Faria, Diomira Maria Cicci PintoA inserção das mulheres no mercado de trabalho foi marcada por paradoxos. De um lado esse processo ocorreu de maneira vertiginosa, entendido como fundamental para a emancipação feminina. Em contrapartida, ele foi tardio e estabelecido a partir da divisão sexual do trabalho, que imputa às mulheres o trabalho doméstico e generifica as atividades na esfera produtiva, de modo que essa inserção não modificou substancialmente as hierarquias de gênero. Com o objetivo de compreender a participação das mulheres no mercado de trabalho formal do turismo, para esta pesquisa foram utilizados dados secundários da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), referentes ao ano de 2019, empreendendo uma análise quantitativa que demonstrou que o setor não é feminizado, mas é claramente generificado, ou seja, com atividades e ocupações diferenciadas por gênero, resultando na feminização de tarefas associadas ao doméstico, que demandam qualidades tidas como inatas às mulheres e concentra-as em funções especificas, originando processos de segregação horizontal.Item Observatórios com perspectiva de gênero ou sobre mulheres no Brasil : mapeamento(Universidade Federal Fluminense, 2025) Amorim, Marina Alves; Maia, Maria Clara de Mendonça; Beserra, JulyeEste artigo apresenta um inventário e uma análise dos observatórios com perspectiva de gênero ou sobre as mulheres no Brasil. A pesquisa, para implementar um novo observatório, teve como objetivos conhecer boas práticas, entender o potencial de um observatório com perspectiva de gênero e identificar os desafios de sua criação e sustentação. Foi realizada uma pesquisa exploratória entre fevereiro e abril de 2024, utilizando a ferramenta Google e um conjunto de palavras-chave para construção do banco de dados. Ao todo, foram localizados 27 observatórios, sendo que cerca de 30% foram descontinuados ou estão sem atualizações recentes, indicando dificuldades em sua implementação. O presente estudo também ressaltou a centralidade do problema da violência contra as mulheres para esses observatórios e o protagonismo do poder público na sua criação.