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    Divulgação nominal da remuneração dos servidores pĂșblicos do Poder Executivo no estado de Minas Gerais: a necessidade em priorizar o princĂ­pio da publicidade em detrimento ao direito Ă  privacidade
    (2016) AlcĂąntara, Melissa Costa; Rodrigues, Maria Isabel AraĂșjo; AraĂșjo, Ana Luiza Gomes de; Bernardi, MĂŽnica Moreira Esteves
    Em uma democracia, a transparĂȘncia representa uma ferramenta de controle social, o que permite maior participação do cidadĂŁo nas decisĂ”es dos Poderes PĂșblicos. Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, vĂĄrios organismos internacionais tĂȘm apontado o acesso a informação como um direito fundamental, assim como a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5Âș, inciso XXXIII. De acordo com esse cenĂĄrio, foi publicada a Lei de Acesso Ă  Informação, nÂș 12.527, de 2011, considerada um marco no acesso Ă  informação pĂșblica no Brasil. Devido a necessidade de regular essa Lei Federal, no Ăąmbito do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais, foi aprovado o Decreto Estadual nÂș 45.969, de 2012, que dentre vĂĄrias diretrizes, determinou a divulgação individualizada da remuneração de seus servidores, conforme artigo 4Âș, inciso VIII. Essa determinação levantou a hipĂłtese de ferimento do direito Ă  vida privada dos servidores de Minas Gerais, em prol da publicidade de suas remuneraçÔes, verificando-se um conflito entre o princĂ­pio da publicidade e o direito Ă  privacidade. Sendo assim, buscou-se entender o princĂ­pio da publicidade e o direito Ă  vida privada, e seus respectivos assuntos pertinentes, alĂ©m de buscar informaçÔes a respeito do posicionamento dos servidores pĂșblicos e dos responsĂĄveis pela transparĂȘncia pĂșblica. Assim, tendo em vista a colisĂŁo entre essas normas constitucionais, foi preciso realizar uma ponderação a fim de conciliĂĄ-las. Percebeu-se que divulgação nominal da remuneração Ă© tida como a melhor forma de praticar a transparĂȘncia e o controle social, alĂ©m disso as informaçÔes divulgadas nĂŁo sĂŁo de carĂĄter privado e Ă­ntimo, o que nĂŁo atinge o direito Ă  vida privada do servidor pĂșblico.