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    Democracia e economia, relações e tensões: reflexões sobre o capitalismo, os estados de bem-estar social e a preservação dos direitos sociais
    (2022-03-14) Guimarães, Alexandre Queiroz
    Ao partir do pressuposto de que há várias formas de abordar a relação entre democracia e economia, esse artigo se concentra em uma das interações possíveis, abordando a evolução do capitalismo, o advento dos estados de bem-estar social (EBS) e os desafios para conciliá-los.
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    Introdução: políticas para a promoção do desenvolvimento e a estrutura do livro
    (Fundação João Pinheiro, 2014) Guimarães, Alexandre Queiroz; Salles, Fernanda Cimini
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    Dependência, instituições e variedades de capitalismo: uma análise dos constrangimentos político-institucionais para o desenvolvimento da América Latina
    (2022) Guimarães, Alexandre Queiroz; Gambi, Thiago Fontelas Rosado
    O artigo constrói um diálogo entre teorias do desenvolvimento econômico e da economia política com o intuito de enfatizar as regularidades e os desafios político-institucionais para o desenvolvimento da América Latina. Para isso, recupera inicialmente contribuições da teoria da dependência e da CEPAL.Segundo, explora o referencial variedades de capitalismo e sua aplicação para a América Latina, indicando seu potencial para o entendimento das rigidezes institucionais que prejudicam o processo de desenvolvimento. Terceiro, explora fatores políticos, institucionais e internacionais que marcaram a trajetória de industrialização e que conduziram a uma forte crise econômica e a um acrítico processo de adoção de reformas neoliberais. Finalmente, o artigo explora regularidades e deficiências que vêm marcando o desempenho econômico recente. Em síntese, seu principal intuito é a construção de uma interpretação analítica que contribua para entender as dificuldades para a adoção das políticas e das reformas necessárias à promoção do desenvolvimento.
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    O governo estadual e a promoção do desenvolvimento econômico em Minas Gerais
    (Universidade Estadual de Montes Claros, 2021) Guimarães, Alexandre Queiroz; Vicari, Lauro Marques
    O presente artigo dedica-se a analisar os desafios e as oportunidades para a construção de uma agenda de desenvolvimento econômico para o estado de Minas Gerais, à luz do papel de seu aparato de fomento e das capacidades do governo estadual. A discussão está centrada nos impasses da conjuntura atual, na qual Minas Gerais sofre com uma pauta produtiva pouco diversificada e altamente dependente de commodities, conformando-se como grande importadora de máquinas, ferramentas e bens de capital. Objetiva-se, portanto, refletir sobre a forma de organização da ação governamental e a adoção de instrumentos capazes de priorizar a promoção do desenvolvimento, de forma a equacionar a questão fiscal, vencer gargalo sem infraestrutura, desburocratizar a economia e avançar em políticas de C&T. Para isso, busca-se nas seguintes seções: realizar um resgate histórico do papel do governo de Minas Gerais na promoção da industrialização; abordaras redefinições do pacto federativo e seus impactos sobre os governos estaduais; enfocar iniciativas de outros governos estaduais na promoção do desenvolvimento; abordar a recuperação da capacidade de planejamento do governo de Minas Gerais a partir dos anos 2000 e as direções apontadas para o desenvolvimento econômico e analisar a estratégia de smart specialisation adotada pela União Europeia.
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    Planejamento, desenvolvimento territorial e as diretrizes para o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha
    (2017) Guimarães, Alexandre Queiroz
    O presente artigo reflete sobre as estratégias e ações prioritárias para o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha. Usa como base o Plano de Desenvolvimento para o Vale do Jequitinhonha (PDVJ), elaborado pela Fundação João Pinheiro. A região em questão ficou durante muito tempo isolada, incapaz de se inserir nos setores mais dinâmicos da economia. A principal política que estimulou seu desenvolvimento foram os programas recentes de transferência de renda, que reduziram a miséria e abriram a possibilidades de ações estruturantes voltadas a transformações mais sustentáveis. A partir de incursões conceituais sobre o significado do desenvolvimento e sobre as especificidades atuais do planejamento, o artigo defende que o desenvolvimento deve ser alcançado simultaneamente em várias dimensões. Uma primeira direção deve ser a revitalização dos recursos hídricos e o fortalecimento da infraestrutura de transportes, energia, telecomunicações e saneamento. Uma segunda passa pelo fortalecimento da economia, que inclui políticas de comercialização, assistência técnica e extensão rural, regularização fundiária, licenciamento ambiental e estímulo à agroindústria familiar. Inclui também o estímulo a alguns nichos da indústria, à mineração e ao turismo, sempre em sintonia com o meio ambiente. Enfim, o artigo mostra as principais direções a acompanhar o avanço na área social, incluindo saúde, educação, cultura, assistência social e segurança pública. Todas essas direções precisam ser acompanhadas por avanços na gestão municipal e por uma estrutura de governança ancorada em práticas de desenvolvimento territorial.
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    Economia, instituições e estado de bem-estar social: respostas à nova configuração do capitalismo pós-1970
    (2015) Guimarães, Alexandre Queiroz
    As décadas de 1950 e 1960 foram marcadas por grande prosperidade econômica e expansão dos Estados de Bem-Estar Social. Entretanto, dificuldades e mudanças marcaram os anos 1970. O artigo explora as respostas adotadas pelos países desenvolvidos às novas configurações do capitalismo, mostrando como foram influenciadas pelas instituições nacionais e pelo regime de Estados de Bem-Estar Social. Argumenta-se que os novos constrangimentos não conduziram à convergência nas estratégias e tampouco inviabilizaram este tipo de Estados. Dá-se especial atenção ao modelo escandinavo e à sua capacidade de conciliar bom desempenho e igualdade, enfatizando o papel das práticas corporativistas e da grande capacidade institucional. Em suma, o artigo discute pontos centrais no estudo da economia política ao lidar com um aspecto essencial para a legitimidade do capitalismo e ao explorar o impacto das instituições e mostrar que o capitalismo continua diverso.
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    The political economy of Brazilian industrial policy (2003 - 2014): main vectors, shortcomings and directions to improve effectiveness
    (2021) Guimarães, Alexandre Queiroz
    Este artigo é um estudo sobre a política industrial e seu papel no desenvolvimento, investigando como tal política foi adotada recentemente no Brasil. Após uma década de neoliberalismo, a política industrial voltou à pauta, aumentando o interesse pela análise deste tema. Inicialmente, o artigo explora questões gerais relacionadas às necessidades da política industrial e aos fatores e procedimentos necessários para uma implementação bem-sucedida. Uma série de práticas bem sucedidas foram realçadas a fim de guiar a interpretação da experiência brasileira. Apesar de sua priorização e de avanços pontuais, a política industrial no Brasil não produziu resultados mais consistentes. As principais razões incluem: a falta de uma estrutura de coordenação adequada; a incapacidade de se concentrar em metas claras de produtividade e competitividade; o número excessivo de setores contemplados; a falta de uma avaliação consistente; e a incapacidade de alcançar uma negociação abrangente com os representantes da indústria. Esses problemas diminuíram as chances de que as graves deficiências inerentes à indústria brasileira fossem sanadas.
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    Escolaridade, ciclo econômico e os determinantes do rendimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte
    (Fundação João Pinheiro, 2006) Guimarães, Alexandre Queiroz
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    Instituições e desenvolvimento no Japão: modelo de capitalismo, trajetória pós 1990, desafios atuais
    (2016) Guimarães, Alexandre Queiroz; Oliveira, André Mourthé de; Camargo, Rafael Teixeira Dias; Oliveira Neto, Paulino
    O objeto principal do artigo é a mudança de trajetória do capitalismo japonês, procurando entender por que um modelo tão bem-sucedido nas décadas de 1950 a 1980 passou a enfrentar sérias dificuldades a partir dos anos 1990. Para isso, trabalha a interação entre fatores institucionais, econômicos e políticos, dando atenção especial às instituições típicas do capitalismo japonês, incluindo as relações de trabalho, a governança corporativa, a organização do sistema financeiro e o papel do Estado. Procura-se destacar o papel que essas instituições tiveram na fase de prosperidade e também as pressões que passaram a sofrem a partir das mudanças domésticas e internacionais. Um aspecto central é interpretar até que ponto o modelo japonês continua distintivo, preservando as características de um “modelo de capitalismo coordenado”. O artigo adota um enfoque de economia política centrado nas teorias do institucionalismo histórico e das variedades de capitalismo. Essas teorias, ao mostrar como as instituições nacionais condicionam o padrão de resposta, fornecem um invólucro para interpretar as mudanças, ampliando a compreensão das interações entre economia, política e instituições. A partir do referencial mais geral, o artigo incorpora também teorias mais específicas voltadas a interpretar a crise econômica e alguns desafios enfrentados pela economia japonesa. O artigo mostra que o Japão vem passando por muitas mudanças institucionais, mas vem também preservando aspectos distintivos do modelo tradicional japonês, com a constituição de um modelo híbrido. Além dos problemas macroeconômicos, ligados à insuficiência de demanda efetiva, ao envelhecimento da população e aos desafios fiscais, há também muitos desafios sociais e políticos, que incluem a forte dualidade no mercado de trabalho e as dificuldades enfrentadas por jovens e mulheres. Em face de todas essas questões, o sistema político vem falhando em oferecer um pacote alternativo de reformas. Em síntese, ao explorar e combinar diversas dimensões, o artigo contribui para compreender muitos dos desafios enfrentados pela economia e pela sociedade japonesa.
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    Estado, instituições e desenvolvimento: o modelo coreano e a interpretação da crise asiática
    (2009) Guimarães, Alexandre Queiroz
    O presente artigo insere-se em uma linha voltada a investigar as relações entre as instituições, o Estado e o desempenho econômico. Tem como objeto central o estudo dos Estados Desenvolvimentistas (Developmental States), isto é, estados intervencionistas que desempenharam papel central nas estratégias de desenvolvimento de alguns países. A despeito de inúmeras análises históricas sobre essas experiências, o tema é considerado controverso e muitos economistas relutam em aceitar que tais estados tiveram uma contribuição positiva. O artigo lida, portanto, com um tema muito caro à ciência econômica desde os seus primórdios, a relação entre o Estado e o mercado e seus impactos sobre a "riqueza das nações". O presente artigo pretende contribuir para essa temática por meio de uma crítica às análises mais abstratas voltadas a interpretar o modelo asiático e a crise de 1997. Identificando uma falha metodológica nessas análises, argumenta-se que a crise não pode ser deduzida de eventuais fraquezas institucionais do modelo sul coreano. As características institucionais, incluindo o Estado desenvolvimentista e os grandes grupos empresariais, foram variáveis centrais para explicar o grande êxito alcançado pela Coréia do Sul nas décadas que se seguiram a 1960. Nesse sentido, as dificuldades dos anos 1990 devem ser interpretadas como resultado de um processo apressado de liberalização e desregulamentação econômica, implementado antes que uma nova estrutura de regulação estivesse pronta para substituir as formas de coordenação vigentes no período anterior. Ao recusar certas interpretações da crise, o artigo enfatiza a importância de reconhecer as especificidades institucionais dos países e a existência de diferentes tipos de capitalismo. O caso sul coreano, assim como o japonês, ilustra um modelo de capitalismo em que o Developmental State desempenhou um papel muito ativo, constituindo-se em uma variável fundamental para explicar o grande sucesso obtido pela estratégia de desenvolvimento nesses países.