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    Diálogo interreligioso e construção da cidadania em um mundo globalizado: a contribuição do sincretismo religioso brasileiro
    (2009) Pfeffer, Renato Somberg
    Uma ética planetária inspirada no diálogo deve admitir que nossa cultura é apenas uma entre outras e desistir de qualquer obsessão imperialista. Isto implica em assumirmos a democracia como única alternativa possível para a humanidade. O sucesso de um projeto democrático depende da capacidade humana de encontrar referentes éticos mínimos. Isso torna urgente o reconhecimento universal que o diálogo entre as diversas tradições culturais deve receber. O diálogo interreligioso, em especial, é fundamental neste processo. Esse artigo defende a ideia que o sincretismo religioso brasileiro tem muito a aportar para concretização desta utopia.
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    Fundamentos racionais da ética e relações interculturais em um mundo globalizado
    (2015) Pfeffer, Renato Somberg
    Existe nos dias atuais uma consciência planetária que faz necessária uma aliança entre todos os povos, e destes com o meio ambiente, para que a convivência seja minimamente pacífica. Por isso a necessidade de voltarmos aos fundamentos racionais onde outrora nasceram a ética e a moral. Estes fundamentos se encontram na necessidade humana de morar junto com o outro, do cuidado com os bens comuns e do cuidado recíproco. Esse artigo se propõe a repensar os fundamentos racionais da ética a partir de uma releitura dialética entre o pensamento grego e iluminista. O diálogo entre estes sistemas racionais tem como objetivo repensar a questão da ética no mundo contemporâneo marcado pelas relações interculturais. Parafraseando Hegel, as relações interculturais exigem a repressão do desejo e o retardamento do consumo, ou seja, elas exigem uma nova racionalidade, uma medida comum, um reeducar do ser humano.
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    A contribuição do sincretismo brasileiro para a construção de uma ética global
    (2013) Pfeffer, Renato Somberg
    Esse artigo parte da ideia de que a mestiçagem cultural brasileira é um exemplo da possibilidade de um mundo mais humanizado. O hibridismo cultural brasileiro funde códigos morais, permitindo um equilíbrio entre a diferença e a igualdade, o que possibilita a confiança e tolerância entre culturas diferenciadas. O Brasil, e de forma geral toda a América Latina, se apresenta como uma região de herança polifônica, que pode servir de modelo para a filosofia intercultural. A partir dessa herança pluricultural, é possível pensar um movimento ecumênico de povos que, para afirmarem-se, não precisariam negar o outro. No intuito de comprovar essa hipótese, o texto discute, inicialmente, a questão da filosofia intercultural e sua relação com o espírito latino-americano. A seguir, discute o centro de força da cultura brasileira, enfatizando sua originalidade e vocação histórica de acolhimento universalista de tolerância e cordialidade.