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    A contribuição de Abraham Joshua Heschel para Filosofia das Ciências
    (2011) Pfeffer, Renato Somberg
    O presente artigo defende que a ciência moderna não é a única ou a melhor forma de explicação possível da realidade. A religião, especificamente, pode ser uma protagonista na construção de um novo paradigma de conhecimento em uma sociedade secularizada. A filosofia de Heschel busca na tradição judaica uma luz para o homem moderno. Esta tradição afirma que o mundo descansa sobre três pilares: estudar para participar da sabedoria divina, cultuar o criador e ter compaixão pelo nosso próximo. Nossa civilização subverteu esses pilares fazendo do estudo uma forma de alcançar o poder, da caridade um instrumento de relações públicas e do culto uma forma de adorar nosso próprio ego. Esta crise extrema exige uma reorientação radical: estudo, culto e caridade são fins, não meios. Os insights de Heschel podem ser fundamentais para compreensão da condição humana em sua historicidade e do mundo como lugar de realização da humanidade.
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    Pensamento talmúdico e direitos humanos
    (2014) Pfeffer, Renato Somberg
    Religiões são compatíveis como projeto democrático quando superam os excessos da espiritualidade evasiva e ajudam a formar sujeitos dotados de consciência na luta contra o sofrimento, a injustiça e a opressão. Essas religiões proclamam a dignidade humana baseada nos direitos humanos. A experiência judaica durante o êxodo do Egito e os princípios éticos consagrados no pensamento talmúdico credenciam essa religião como uma daquelas que podem contribuir para a construção desse projeto. Este artigo discute os direitos humanos a partir da tradição talmúdica. Como em outras culturas, esta noção nasceu no judaísmo em um processo histórico de luta pela libertação. Frente à experiência da opressão, os judeus desenvolveram toda uma concepção de defesa da vida, de liberdade e de justiça.
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    As religiões e a construção de um novo paradigma de conhecimento
    (2014) Pfeffer, Renato Somberg
    O vigoroso progresso das últimas décadas fez estremecer as bases do paradigma científico moderno. O presente artigo defende que a ciência moderna não é a única ou a melhor forma de explicação possível da realidade. A metafísica, a religião, a arte ou a poesia podem ser tão válidas quanto a ciência. A religião, especificamente, pode ser uma protagonista na construção de um novo paradigma de conhecimento em uma sociedade secularizada.
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    Martin Buber: eclipse de Deus e o Holocausto
    (2007) Pfeffer, Renato Somberg
    Este artigo analisa a questão da eclipse de Deus em Martin Buber. A experiência religiosa israelita parte de duas compreensões convergentes de Deus: Ele é o senhor da história e criador do mundo e do homem. Tudo que existe não se explica por si mesmo, tudo se remete ao criador. A partir desse ponto de vista, serão enfocados Deus e o Holocausto.
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    A feira mística brasileira
    (2017) Pfeffer, Renato Somberg
    O sincretismo religioso da feira mística brasileira é marcado pela fusão de cultos. Esta feira não está imune ao comércio com o transcendente, típico da pós-modernidade, mas se faz com as cores do país: é um comércio sem culpa, sem medo de sanção, público e festivo. O presente artigo pretende discutir o processo de interação, convivência e fusão dessas expressões religiosas.
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    A contribuição do sincretismo brasileiro para a construção de uma ética global
    (2013) Pfeffer, Renato Somberg
    Esse artigo parte da ideia de que a mestiçagem cultural brasileira é um exemplo da possibilidade de um mundo mais humanizado. O hibridismo cultural brasileiro funde códigos morais, permitindo um equilíbrio entre a diferença e a igualdade, o que possibilita a confiança e tolerância entre culturas diferenciadas. O Brasil, e de forma geral toda a América Latina, se apresenta como uma região de herança polifônica, que pode servir de modelo para a filosofia intercultural. A partir dessa herança pluricultural, é possível pensar um movimento ecumênico de povos que, para afirmarem-se, não precisariam negar o outro. No intuito de comprovar essa hipótese, o texto discute, inicialmente, a questão da filosofia intercultural e sua relação com o espírito latino-americano. A seguir, discute o centro de força da cultura brasileira, enfatizando sua originalidade e vocação histórica de acolhimento universalista de tolerância e cordialidade.
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    Raízes judaicas do humanismo de Lévinas
    (2015) Pfeffer, Renato Somberg
    A obra de Lévinas é associada a conceitos fronteiriços entre filosofia e religião como as noções de ética, humanismo, alteridade, rosto. Para se entender o verdadeiro teor do pensamento de Lévinas é necessário ter em mente que sua filosofia e sua religiosidade são indissociáveis. Uma das fontes mais importantes de suas obras filosóficas é a sua vivência religiosa judaica. O filósofo lituano defenderá sempre a validez e universalidade da verdade transmitida pelo judaísmo. Ao dedicar-se à filosofia, Lévinas toma de sua religião as verdades que considera universais e compartilháveis e as estuda sob o ponto de vista da razão. É nesse ponto que se produz o contato entre duas tradições que aparentemente são tão diferentes: o judaísmo como fonte de verdade e a fenomenologia como modo de reflexão e compreensão da realidade.
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    Judaísmo e fenomenologia em Lévinas
    (2015) Pfeffer, Renato Somberg
    A obra de Lévinas é associada a conceitos fronteiriços entre filosofia e religião como as noções de ética, humanismo, alteridade e tolerância. Para se entender o verdadeiro teor do pensamento de Lévinas é necessário ter em mente que sua filosofia e sua religiosidade são indissociáveis. Uma das fontes mais importantes de suas obras filosóficas é a sua vivência religiosa judaica. O filósofo lituano defenderá sempre a validez e universalidade da verdade transmitida pelo judaísmo. Ao dedicar-se à filosofia, Lévinas toma de sua religião as verdades que considera universais e compartilháveis e as estuda sob o ponto de vista da razão. É nesse ponto que se produz o contato entre duas tradições que aparentemente são tão diferentes: o judaísmo como fonte de verdade e a fenomenologia como modo de reflexão e compreensão da realidade.