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    Desigualdade de renda e pobreza em Minas Gerais
    (1996) Prates, Fernando Martins; Wajnman, Simone
    A pesquisa tem como objetivo principal estabelecer parâmetros para o diagnóstico e análise da desigualdade de renda e da pobreza em Minas Gerais, além de apresentar alguns resultados referentes ao ano de 1980. Utiliza a metodologia definida pela Fundação João Pinheiro, mas avança na manipulação e interpretação dos dados e indicadores de desigualdade e pobreza. A discussão conclui que a pobreza e a desigualdade no Brasil têm raízes estruturais e históricas, tornando seu combate complexo, mas crucial para a inserção competitiva do país no cenário internacional. A crise dos anos 80 marcou o fim da estratégia de "fuga para a frente", evidenciando a dívida social acumulada e a crise educacional. Em Minas Gerais, a análise de 1980 revelou grandes disparidades entre municípios, com maior incidência de pobreza nas regiões do Jequitinhonha/Mucuri, Norte e Rio Doce, e menor nas áreas próximas a São Paulo. Embora a incidência média de pobreza não seja alta, ela esconde extremos regionais. Diferente da pobreza, as regiões mais pobres não são necessariamente as mais desiguais. Os diferenciais de pobreza são explicados principalmente pela renda familiar per capita, com exceção das regiões da Mata e Central, onde a desigualdade de renda eleva os níveis de pobreza. A concentração de pobres acompanha a concentração populacional, destacando Belo Horizonte como um foco importante para políticas de combate à pobreza. Surpreendentemente, a desigualdade de renda em Minas Gerais é majoritariamente explicada pela desigualdade dentro dos municípios, com pouca influência dos componentes intermunicipal e inter-regional.
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    Metodologias de cálculo da pobreza com base no Cadúnico Vis Data x FJP
    (2023) Prates, Fernando Martins; Souza, Igor Augusto Tadeu de
    Este texto apresenta as metodologias adotadas pelo Vis Data e pela Fundação João Pinheiro para o cálculo dos percentuais de extremamente pobres e de pobres com base nos dados do Cadastro Único, e compara seus resultados. Apresenta como problemas da metodologia do Vis Data a utilização de linhas de pobreza variáveis em termos reais, não refletindo as variações inflacionárias, e a não aplicação de filtros à base cadastral.