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    Vulnerabilidade de inserção no mercado de trabalho dos jovens moradores de favelas de Belo Horizonte
    (2019) Souza, Nícia Raies Moreira de; Riani, Juliana de Lucena Ruas
    A vulnerabilidade social da juventude resulta de uma série de fatores sobrepostos. A combinação de baixa escolaridade e renda, dificuldade de inserção no mercado de trabalho e barreiras de acesso às políticas sociais podem ser entendidas como causas estruturais para a vulnerabilização. Este é um fenômeno que tem atingido grande parcela da população jovem no Brasil. As dimensões principais para o estudo das vulnerabilidades sociais são geralmente o trabalho, capital humano e as relações sociais. Considerando estas diferentes dimensões, o presente trabalho focaliza um dos condicionantes da vulnerabilidade que é a forma como determinados grupos populacionais se inserem no mercado de trabalho. O objetivo é investigar as características do mercado de trabalho dos jovens em cinco grandes favelas do município de Belo Horizonte, analisando indicadores como taxas de ocupação, desemprego e distribuição nos grupos ocupacionais, considerando as diferenças para homens e mulheres e para as faixas etárias de 15 a 18 e 19 a 24 anos. Também foi calculado o Índice de Vulnerabilidade Juvenil, que mede o grau de exclusão social dos jovens. Os dados utilizados foram provenientes do censo demográfico de 2010 do IBGE, considerando como menor nível de agregação as áreas de ponderação que foram compatibilizadas com as áreas das favelas. Os resultados mostram que em determinadas áreas da cidade de Belo Horizonte os jovens entram mais cedo no mercado de trabalho, sem prosseguir seus estudos, possuem maior taxa de desemprego e maior inserção no setor informal. Observa-se também uma maior segregação ocupacional das mulheres em relação aos homens.
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    Mercado de trabalho e gênero: uma análise das desigualdades em Minas Gerais
    (2014) Camargos, Mirela Castro Santos; Riani, Juliana de Lucena Ruas; Marinho, Karina Rabelo Leite
    Esse trabalho tem por objetivo analisar as relações de gênero no mercado de trabalho mineiro, considerando aspectos como taxa de atividade, tipo de ocupação, trabalho informal, rendimento e tempo gasto em trabalho produtivo e reprodutivo. Para tal, são empregadas características pessoais e demográficas como idade, escolaridade, número de filhos, estado civil e arranjo domiciliar. Como fonte de dados, utiliza-se a Pesquisa por Amostra de Domicílio de Minas Gerais de 2011 que alcançou aproximadamente 18 mil domicílios em 428 municípios. Tais análises são importantes por permitir compreender melhor os diferentes papéis socialmente atribuídos a homens e mulheres, não apenas em relação à inserção ao mundo do trabalho, mas também no que tange à segregação ocupacional e à desigualdade de rendimento. Os resultados mostram a existência dessas diversas formas de desigualdade. O desafio das políticas públicas, portanto, é estabelecer elementos que possibilitem conciliar o trabalho produtivo e reprodutivo, sobretudo para as mulheres.
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    Mercado de trabalho e diferenciais de rendimento dos idosos em Minas Gerais
    (2018) Riani, Juliana de Lucena Ruas; Marinho, Karina Rabelo Leite; Ferreira, Frederico Poley Martins; Camargos, Mirela Castro Santos
    Esse artigo tem por objetivo caracterizar o comportamento das atividades laborais da população idosa de Minas Gerais segundo características sociodemográficas e da própria situação laboral, além de estimar os determinantes da renda do trabalho dos idosos. Utilizou como fonte de dados a Pesquisa por Amostra de Domicílio de Minas Gerais de 2011, que investigou vários aspectos da população mineira em aproximadamente 18 mil domicílios distribuídos em 428 municípios. Esse trabalho demonstrou que uma parcela importante dos idosos exerce alguma atividade laboral e que a forma dessa inserção está baseada em diferentes características como: sexo, local de residência, raça, escolaridade, entre outros aspectos. De maneira semelhante, a análise dos determinantes da renda do trabalho mostrou que o impacto dos principais fatores associados aos rendimentos é diferente quando se considera apenas a população idosa, como por exemplo, uma maior diferença entre homens e mulheres e o maior impacto da escolaridade nos salários.