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    Certificação bancária e regulação de mercado: relações de trabalho e (pouca) negociação
    (2017) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André Luiz
    O artigo delineia, por meio de pesquisa qualitativa, o movimento de certificação de trabalhadores bancários no Brasil, sob a perspectiva da regulação do Estado - Banco Central do Brasil (BACEN), das certificadoras, dos sindicatos de trabalhadores e dos bancários. Verificou-se que as relações de trabalho no interior dos bancos são afetadas pelo papel do Estado em sua função reguladora (em termos de normas setoriais e políticas de qualificação), e pelas entidades patronais (associações e federação) em suas ações de determinação das formas de organização do trabalho. Constatou-se, ainda, que o Estado brasileiro por meio de suas instituições reguladoras modifica o contexto das competências no setor bancário induzindo à prática de certificação dos trabalhadores pelos bancos que atuam no Brasil. Conclui-se que a certificação bancária resulta de regulação do BACEN e é negociada em sua forma e conteúdo, com e entre as organizações do setor. Em dez anos, mais de 500 mil bancários já buscaram a certificação para aquisição de competências. Este processo - que sob a égide da regulação do Estado ocorre sem a interferência dos sindicatos - pressionando profissionalmente os trabalhadores da área.
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    As intrincadas relações semânticas entre mercado de trabalho, relações de trabalho e gestão de recursos humanos em contexto pandêmico
    (2023) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André Luiz; Lima, Aline Zanini; Bafti, André
    O artigo analisa como as organizações interpretam as relações sistêmicas envolvendo o mercado e relações de trabalho em suas estratégias de gestão de recursos humanos (GRH) na pandemia da Covid-19. Por meio de abordagem qualitativa, realizaram-se quatro grupos focais com 24 gestores de pessoas e entrevistas com quatro representantes sindicais em três regiões do Brasil: Sul (Joinville, SC), Nordeste (Fortaleza, CE) e Centro-Oeste (Brasília, DF). Os achados indicam lacunas de conhecimento das áreas de GRH sobre mercado e relações de trabalho, práticas similares de GRH em patamares distintos, institucionalizadas por repertório comum, enquanto os sindicatos adaptam-se à nova legislação trabalhista. O contexto pandêmico trouxe mudanças estruturais, como o teletrabalho, ajuste à legislação e organização do trabalho, e também mudanças comportamentais, e efeitos na saúde do trabalhador. O estudo contribui teoricamente ao discutir a GRH sob a abordagem institucional; metodologicamente propicia pesquisas comparativas; e empiricamente ilustra como acontece a GRH em distintas regiões do País.
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    Gestão de competências nas relações de trabalho: o que pensam os sindicalistas?
    (2012) Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Sarsur, Amyra Moyzés; Amorim, Wilson Aparecido Costa de
    O cenário macroeconômico no Brasil tem apontado para melhorias no mercado de trabalho e indicadores de emprego e renda, contexto que deveria favorecer a ação sindical. O que se observa, entretanto, é a manutenção de parâmetros tradicionais nas relações de trabalho. Este artigo objetiva analisar, sob a distinta ótica dos sindicatos, em que medida a implantação dos sistemas de gestão de competências tem sido objeto de ação sindical, tendo em vista sua adoção por boa parte das grandes organizações, e o fato de esta ser considerada uma ferramenta moderna de gestão empresarial e de pessoas. A abordagem metodológica privilegiou o enfoque qualitativo, utilizando pesquisa documental e de campo. As etapas de pesquisa constaram de: (a) levantamento bibliográfico; (b) consulta a bases de dados relacionais; (c) realização de painel de especialistas; e (d) grupo de foco. Os resultados apontam que a gestão de competências é um termo ausente nas negociações coletivas e desconhecido pelos sindicatos, reduzindo-se a ações de identificação e combate ao assédio moral e a metas abusivas, pauta central de reivindicações. Na mesma medida, o Estado não assume seu papel como agente indutor da melhoria das competências, e as organizações mantêm sua ação imperativa sobre os trabalhadores.
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    O quadro-negro como tela: o uso do filme Nenhum a menos como recurso de aprendizagem em gestão por competências
    (2007) Fleury, Maria Tereza Leme; Sarsur, Amyra Moyzés
    Refletir sobre um conceito em construção - o conceito de competência - e o uso de estratégias interativas para aprendizagem são os objetivos deste artigo. Tendo como pressuposto gue elementos teóricos, em Ciências Sociais Aplicadas, como é o caso da Administração, são mais bem absorvidos e internalizados através de métodos de ensino-aprendizagem interativos, os autores determinam a interface entre a abordagem cinematográfica por meio do filme "Nenhum a Menos" e o marco referencial gue norteia a noção de competência. Nota-se gue são diversas as possibilidades de compreensão do conceito e, ainda mais, de discussão dos mesmos, tendo em vista a necessidade de sua contextualização. Conclui-se pela possibilidade de utilização da metáfora cinematográfica como estratégia complementar de ensino-aprendizagem por despertar maior interesse e proximidade com o "aprendiz", permitindo a ele estabelecer paralelos mais concretos entre a ficção e a realidade.
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    Instituto Observatório Social (IOS): análise do processo de transformação de uma ONG
    (2011) Fischer, Rosa Maria; Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Sarsur, Amyra Moyzés
    O artigo analisa o processo de mudança organizacional de uma organização não governamental (ONG), o denominado Instituto Observatório Social (IOS), cuja criação insere-se no esforço de sindicatos nacionais e internacionais em estruturar formas inovadoras de tecnologias de gestão, por meio da geração de conhecimento. Essa ONG enfrenta, atualmente, dinâmica semelhante à de empresas privadas e/ou públicas em relação aos processos de transformação e internacionalização, destacando-se: divergências culturais; conflitos de poder; ausência de infraestrutura condizente com as novas demandas; e afastamento dos objetivos originais. Foi desenvolvido um estudo de caso que tem como elementos de análise o ambiente interno e contexto externo à instituição e os impactos da transformação organizacional em sua estrutura, processos e pessoas. A sustentação teórica baseia-se em Pettigrew (1985b, 1986), Pettigrew e Fenton (2000) e Fischer (2002) e a pesquisa de campo em análise de documentos institucionais, entrevistas e workshops junto aos atores sociais internos ao Instituto e seus stakeholders.
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    Gestão por competências e relações de trabalho no Brasil: notas de pesquisa sobre a perspectiva sindical
    (2010) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Sarsur, Amyra Moyzés; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Fischer, André Luiz
    Este artigo apresenta as hipóteses e primeiros resultados de um projeto de pesquisa voltado ao dimensionamento da presença da Gestão por Competências em organizações no Brasil, tendo por base a percepção coletiva dos trabalhadores e seus representantes – sindicato; quanto à sua aplicação em termos de práticas, políticas e estratégias empresariais, dentro do campo das Ciências Sociais Aplicadas, situado na confluência das áreas da Economia, Administração e da Sociologia do Trabalho. De forma mais específica vincula-se às temáticas das Relações de Trabalho e sua inserção entre os processos da Gestão de Pessoas que toma como eixo a Gestão por Competências.
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    Processo sucessório: o complexo desafio do desenvolvimento de lideranças
    (2019) Medeiros, Adriana Baracho de; Nunes, Simone Costa; Sarsur, Amyra Moyzés; Amorim, Wilson Aparecido Costa de
    Este estudo teve como objetivo compreender o desenvolvimento de lideranças para assegurar a sucessão empresarial, especialmente por meio de ações voltadas para ocupantes de posições-chave, ou seja, aquelas em que o desempenho das pessoas reflete diretamente no resultado da empresa. A pesquisa se configurou com base no banco de dados das Melhores Empresas Para se Trabalhar, tendo sido consideradas 13 empresas presentes em Minas Gerais (Brasil), e posterior realização de entrevistas com dois profissionais de recursos humanos e seis executivos, em um estudo de caso para aprofundamento, junto a uma empresa que se destacou por seus investimentos em sucessão. Como resultado, identificou-se que tais ações de desenvolvimento contribuem para o processo sucessório, especialmente aprendizagens pela experiência. Entretanto, constatou-se o desafio de (re)significar a sucessão como um investimento estratégico, de longo prazo e de interesse do negócio, e não mais como uma ação de reposição e substituição habituais.
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    Careers: workers’ perceptions of organisational support for their professional growth
    (2019) Silva, Júlio Fernando da; Borges, Janaina Faria Fidelis; Sarsur, Amyra Moyzés; Nunes, Simone Costa; Amorim, Wilson Aparecido Costa de
    Este artigo trata do tema carreira tendo como contexto as modificações que esse conceito vem sofrendo ao longo dos anos: de uma abordagem tradicional (linear) a um enfoque contemporâneo (múltipla e sem fronteiras). A pesquisa revisita o tema analisando as políticas e práticas organizacionais, e também (re)conhecendo a importância do olhar do próprio trabalhador sobre o fenômeno. Seu objetivo se traduz em compreender a gestão de carreiras em organizações do estado de Minas Gerais (Brasil), considerando os posicionamentos adotados pelas áreas de Recursos Humanos e a percepção dos empregados quanto às possibilidades de crescimento profissional e mecanismos para planejamento de carreira. Toma-se como base metodológica, dados secundários obtidos da pesquisa “As Melhores Empresas para Você Trabalhar” (2016). Os resultados apontam para uma preocupação das organizações em subsidiar o desenvolvimento da carreira dos seus profissionais, ainda que haja distinções deste apoio em relação aos níveis hierárquicos e porte da empresa.
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    Trabalho decente, ética e liberdade
    (2010) Amorim, Wilson Aparecido Costa de; Sarsur, Amyra Moyzés; Fischer, André Luiz
    A expressão “Trabalho Decen-te” é a diretriz estratégica prioritáriada Organização Internacional do Tra-balho desde 1999. Através do Traba-lho Decente, a OIT procura estimularo debate a respeito do trabalho nessestempos de globalização. O texto tratadas dificuldades para formulação eadoção do conceito do Trabalho De-cente em função da gama de situaçõesexistentes no mundo do trabalho, quevão desde a simples exclusão dos tra-balhadores até sua atual e complexainserção nas empresas. O texto apon-ta que a proposta da agenda do Tra-balho Decente era fortemente emba-sada em elementos éticos a partir dosquais se buscavam fundamentos eco-nômicos para sua validação. Nestaanálise, são destacados os aspectosque, no mundo do trabalho, envolvema noção de liberdade.
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    A liderança em organizações educacionais: jogando luz sobre a administração em 'empresas do ensino'
    (2012) Takahashi, Adriana Roseli Wunsch; Sarsur, Amyra Moyzés
    Este artigo tem como propósito contribuir para a construção de conhecimento em gestão de organizações educacionais e para sua efetividade à luz da abordagem da liderança como elemento catalisador de resultados institucionais e da administração estratégica. A concepção da gestão no âmbito educacional é bastante recente (Laranja, 2004; Souza, 2005). Essa preocupação tardia reflete um predomínio do pensamento sobre a Administração no âmbito escolar de que qualquer pessoa poderia administrar “empresas do ensino” (Catani & Giglioli, 2004), quando o que se constata é a necessidade de capacitar as lideranças para tal fim. Para o alcance do propósito deste estudo, foi desenvolvida revisão bibliográfica em obras nacionais e internacionais e posterior análise da temática, tendo como premissa que as organizações educacionais precisam ser analisadas, do ponto de vista da gestão, de forma interdisciplinar. As lideranças de “empresas do ensino” vêm assumindo funções queenvolvem ações, não apenas no âmbito pedagógico, mas também administrativo, financeiro, inter-relacional e com as comunidades do entorno. Tal estudo é relevante por sistematizar o conhecimento encontrado na literatura e por estimular a reflexão para posterior ação sobre as estratégias existentes nas instituições de ensino, como também sobre o papel da liderança. Esta é uma temática de interesse central ao ambiente acadêmico por envolver justamente quem nele transita.