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Item Sentido do trabalho: análise da percepção dos policiais penais de Minas Gerais(2021) Alcântara, Amanda Vasconcelos; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da; Moraes, Leonardo Barbosa de; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de LimaO presente estudo tem o objetivo de compreender quais são as percepções sobre o sentido do trabalho para os policiais penais de Minas Gerais, de forma a se debruçar sobre as questões dessa profissão, que carece de visibilidade apesar da vasta bibliografia existente sobre o sistema prisional. O ambiente carcerário representa a punição para o preso, porém pouco se fala da vivência do agente penitenciário, que compartilha com os detentos o mesmo ambiente durante sua rotina de trabalho. Para averiguar as percepções dos agentes penitenciários, 8 entrevistas semiestruturadas foram realizadas com base nas características de um trabalho com sentido para Morin (2002): atividades eficientes e eficazes; nível de satisfação; moralidade; relações humanas satisfatórias; segurança e autonomia financeira; e grau de ocupação. Cinco dessas entrevistas foram com policiais penais ocupantes de diferentes posições no sistema prisional e as outras três entrevistas foram com a responsável pelo RH da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, com um representante do sindicato da categoria e com um policial penal em posto de comando no COPE, o grupo de elite dos policiais penais em Minas Gerais. Lidar diariamente com o sofrimento humano, a falta de reconhecimento, a carência de estrutura da carreira, o sentimento de insegurança e de desconfiança e as más condições de trabalho, afetam a percepção de agradabilidade do profissional sobre a sua função, alterando o seu desempenho. Nesse cenário, o labor do policial penal, infelizmente, se configura como deficiente de sentido. Dito isso, a compreensão dessa teoria para esses servidores mineiros se traduz como passo imprescindível para uma melhora na atuação da Administração Pública do estado, uma vez que o sentido do trabalho busca delimitar as características necessárias a um emprego para que ele não seja vazio de significado, desmotivador e desinteressante para quem o exerce. A existência de tais aspectos culmina em falta de comprometimento do trabalhador, afetando o andamento da organização.Item Teletrabalho em regime especial : um estudo sobre o impacto na saúde mental na perspectiva dos servidores da Seplag/MG(2021) Martins, Lucca Moreira; Sousa, Rosânia Rodrigues de; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Lacerda, Daniela Góes ParaísoEm março de 2020, foi declarado que o vírus da Covid-19 havia atingido o estado de transmissão comunitária no Brasil. De forma a tomar as devidas providências no combate a pandemia, no dia 15 de maio foi instituído o Comitê Covid-19, que deliberou no dia 16 de março sobre a implantação do regime especial de teletrabalho nos órgãos, autarquias e fundações mineiras, incluindo a Seplag/MG. Assim, o presente estudo busca analisar o impacto do regime especial de teletrabalho na percepção dos servidores da Seplag/MG. Para referenciar a análise, foi realizada uma revisão bibliográfica a respeito do teletrabalho e da psicodinâmica do trabalho, utilizando conceitos elucidados por Christophe Dejours. A pesquisa contemplada pelo estudo possui caráter descritivo de abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas em profundidade com roteiro semiestruturado, que envolveram sete servidores da Seplag/MG. Para a análise dos dados, utilizou-se a metodologia da análise de conteúdo. Os resultados obtidos foram reunidos em sete categorias iniciais e, posteriormente, apresentados em quatro categorias finais: organização do trabalho; relações socioprofissionais; condições de trabalho; e teletrabalho em isolamento social. Sobressai-se desta pesquisa que mesmo sem um planejamento prévio do poder executivo mineiro, e apesar das dificuldades iniciais, o teletrabalho em regime especial tem conseguido abarcar muito bem as demandas das equipes. Pôde ser observado um aumento na produtividade, uma melhora na comunicação e na qualidade de vida dos servidores, evidenciando uma possível fonte de prazer no trabalho para estes. Contudo, alguns fatores apresentaram-se como possíveis fontes de sofrimento, como condições de trabalho inadequadas e a dificuldade em se estabelecer limites entre a vida laboral e a vida privada. Tais pontos mostraram-se críticos em uma eventual continuidade do regime de trabalho remoto após o período de calamidade pública.