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    Qualificação, competência técnica e inovação no ofício docente para melhoria da qualidade do ensino fundamental
    (2005) Veiga, Laura da; Leite, Maria Ruth Siffert Diniz Teixeira; Duarte, Vanda Catarina
    O objetivo desse artigo é discutir a capacitação docente em relação ao desempenho escolar do aluno e ao contexto da diversidade socioeconômica instaurada nas escolas a partir da década de 90. O problema de pesquisa foi o seguinte: qual a importância da capacitação no desempenho dos docentes para melhorar o rendimento escolar dos alunos dos municípios de Januária e Montes Claros? Os dados foram coletados, nesses municípios, entre outubro de 1999 e fevereiro de 2000 e se referem à situação socioeconômica das famílias das crianças matriculadas nas escolas da amostra, ao perfil do professorado e ao apoio pedagógico disponível nas escolas. A amostra foi composta por seis escolas em cada município (três da rede estadual e três da rede municipal), totalizando 12 escolas. A análise da capacitação está baseada no tipo de treinamento oferecido aos professores da rede pública por meio de programas implementados nos estados de Minas Gerais e São Paulo no período 1996-1998. A principal conclusão é que a capacitação na forma como tem sido oferecida não tem contribuído efetivamente para desenvolver as competências demandadas dos docentes para apoiar crianças oriundas de ambientes familiares desfavoráveis aos desafios da escolarização.
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    Inclusão de pessoas com deficiência: a perspectiva da área de Recursos Humanos
    (UFSC, 2023) Sarsur, Amyra Moyzes; Nunes, Simone; Silva, Júlio Fernando da; Amorim, Wilson
    A pesquisa emerge da constatação da escassez de estudos sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mesmo sendo objeto de um conjunto de legislações, da Agenda 2030/ONU e de recomendações internacionais das quais o Brasil é signatário, este grupo continua obtendo pouca atenção das empresas, academia e sociedade. Seu objetivo é analisar as respostas de áreas de Recursos Humanos (RH) em organizações sobre políticas e práticas voltadas à diversidade e inclusão de pessoas com deficiência, em 23 empresas no Estado de Minas Gerais, dentre as 150 que compõem o banco de dados das Melhores Empresas para Você Trabalhar (2019). A abordagem adotada é quali-quanti, utilizando também a descrição qualitativa das práticas de gestão. O que se constata é que, se de um lado há uma preocupação das organizações em mostrarem-se ativas no processo de inclusão e cumprimento da Lei de Cotas, de outro lado ainda há uma linguagem e atuação marcadas pela concepção tradicional da pessoa com deficiência.
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    Confluência e resiliência : cultura inclusiva na gestão de emergências climáticas
    (Fundação João Pinheiro, 2024) Moreira, Amanda Souza; Lima, Diogo Rodrigues; Santos, Lucas Cardoso
    Este texto explora a importância da diversidade na gestão de emergências climáticas, destacando como a inclusão de diferentes perspectivas pode levar a soluções mais eficazes e justas. Utilizando o conceito de confluência, discutimos como fatores interligados, como raça, gênero e classe social, influenciam a vulnerabilidade e a resiliência das populações diante de inúmeras crises oriundas das mudanças climáticas. Analisamos casos específicos no Brasil e no exterior para ilustrar como a falta de diversidade pode prejudicar a resposta aos desastres climáticos, e como a inclusão de uma pluralidade de vozes pode melhorar a formulação e a implementação de políticas climáticas. Concluímos que a promoção de um ambiente inclusivo e diversificado é essencial para fortalecer a legitimidade, a qualidade e a aceitação das políticas climáticas, contribuindo para um futuro mais resiliente e sustentável para todos. Palavras-chave: Diversidade. Justiça climática. Gestão pública. Equidade. Políticas públicas.
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    LGBTFOBIA: conceituação e estratégias de enfrentamento
    (Fundação João Pinheiro, 2024) Jesus, Jaqueline Gomes de
    A popularização do termo "homofobia", cunhado em 1972 para identificar medo e aversão irracionais contra homens e mulheres gays, expandiu o seu uso abrangendo outros grupos e considerando a diversidade dentro da população LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Intersexo e outras pessoas com orientações sexuais, identidades de gênero, expressões de gênero e/ou conformações corporais não-hegemônicas). Outros termos surgiram, reconhecendo essas particularidades, como lesbofobia, bifobia e transfobia. A partir da definição da discriminação fundamentada no preconceito contra LGBTI+ como LGBTfobia, este artigo, por meio da síntese de arcabouço teórico e prática empírica acumulada ao longo de 27 anos de experiência no campo, visa apresentar uma análise sintética dos desafios enfrentados por grupos sociais enquadrados no acrônimo, a fim de aprofundar os conceitos, e propor estratégias bem sucedidas no campo da gestão da diversidade para a identificação e enfrentamento desse comportamento, reconhecido, tanto no contexto político da democracia quanto no mundo do trabalho contemporâneo como um problema.