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    Investigação e mídia: um estudo de caso "O Maníaco de Contagem"
    (2010) Pontes, Maria Natalina; Flecha, Marília Mariano de Lima
    A temática policial abarca em si uma heterogeneidade de sentimentos que vão da simples curiosidade, horror, arrependimentos, repúdio, vingança, arrebatamento até aflorar na sociedade o desejo de fazer justiça com as próprias mãos. Histórias e relacionamentos se entrelaçam e propiciam farto material para a investigação criminal. Sob a ótica do jornalismo investigativo, esses sentimentos e impressões são reproduzidos em linhas, títulos e adjetivos de primeira página e dão ao leitor uma pequena parcela da realidade vivenciada por familiares de vítimas, suspeitos e por policiais que tem a apuração de crimes de homicídio como rotina diária. Esta pesquisa tem como estudo a atuação do jornalismo investigativo e o crescimento do fenômeno do jornalismo sobre investigações. A monografia tem por objetivo geral entender a lógica de apuração da cobertura jornalística sobre o caso dos crimes cometidos por Marcos Antunes Trigueiro, apelidado como o “Maníaco de Contagem”, autor confesso de cinco estupros seguidos de morte entre janeiro e novembro de 2009. Trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, de natureza qualitativa. A pesquisa documental apóia-se na análise de conteúdo das matérias publicadas em três jornais mineiros sobre os crimes cometidos por Marcos Trigueiro, a saber: Estado de Minas, Hoje em Dia e O Tempo, dada a importância que têm no cenário mineiro. Foram também realizadas entrevistas com os delegados responsáveis pelo inquérito do caso. Os dados obtidos sugerem que as matérias sobre o caso – escolhidas propositalmente em três períodos distintos – sugerem que foram veiculadas sem um processo de investigação por parte dos jornalistas.
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    A evolução institucional da Polícia no século XIX: Inglaterra, Estados Unidos e Brasil em perspectiva comparada
    (2010) Batitucci, Eduardo Cerqueira
    O artigo apresenta uma reflexão sobre as características do desenvolvimento institucional da Polícia durante o século XIX no Brasil, Inglaterra e Estados Unidos, de forma comparada, procurando evidenciar as principais características da consolidação do aparato policial nestas três realidades, bem como as possíveis continuidades entre características históricas do desenvolvimento institucional da polícia no Brasil e alguns dos dilemas colocados para a profissionalização das nossas polícias.
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    Instituições, governança e policy-making: uma contribuição analítica sobre a política de integração das organizações política mineira
    (2009) Noce, Thiago Alberto dos Santos; Batitucci, Eduardo Cerqueira
    Esta monografia desenvolve um estudo sobre a política de integração das organizações policiais mineiras, tendo como perspectiva analítica o Neo-institucionalismo e a literatura de Políticas Públicas, em especial a que se refere à construção, dinâmica e desafios do policy-making. A análise pretende dar uma contribuição ao estudo da integração das organizações policiais no que se refere aos componentes inerentes às políticas públicas, uma vez que este referencial teórico tem sido pouco explorado, a despeito das enormes potencialidades que proporciona à compreensão do policy-making. A pesquisa se estruturou em três partes. Inicialmente, a investigação se focou nos processos gerais que constituem pressupostos para a política de integração, em especial: a) como se deu a provisão da ordem pública na modernidade e b) como as organizações policiais mineiras surgiram e se estruturaram ao longo do tempo. A segunda parte se focou na literatura de Políticas Públicas e no Neo-institucionalismo para compreender os mecanismos de formação de agenda, formulação, implementação e institucionalização das políticas públicas. Na terceira parte, voltando-se mais detidamente para o estudo de caso da política de integração das organizações policiais mineiras, se faz um exame das circunstâncias, condições e especificidades dos projetos, programas e ações que compõem a política em questão. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa pautou-se na leitura e crítica da bibliografia disponível sobre políticas públicas de segurança pública e explorou os documentos oficiais disponíveis sobre a política de integração, tendo em vista a facilidade de acesso proporcionada pelo Estágio Curricular realizado na Superintendência de Integração da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (SEDS). Além disso, estratégias de análise qualitativa foram estabelecidas a partir de entrevistas com acadêmicos e profissionais envolvidos com o processo de implementação da política. O estudo observou que a política se desenvolveu em termos graduais e consensuais, e não por rupturas, adequando-se à tipologia do Modelo Incremental. Além disso, foram identificados efeitos de feedback que favorecem a sua continuidade. A política alcançou resultados inovadores no que se refere ao estabelecimento de uma agenda conjunta entre as duas organizações policiais, à sua modernização e aparelhamento, à contratualização de resultados, à responsabilização operacional e à redução do insulamento que as caracterizava. A política é, portanto, um exemplo bem sucedido de reforma policial no Brasil.
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    Forças públicas de segurança e a população de rua em tempos de COVID-19: encontros e desencontros
    (2022) Azeredo, Emmanuelle Pereira Brandt de; Silveira, Andréa Maria; Cruz, Marcus Vinícius Gonçalves da
    Trata-se de estudo qualitativo, baseado em entrevistas com agentes da Polícia Militar de Minas Gerais e da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, sobre sua ação junto às pessoas em situação de rua (PSR) no contexto da pandemia da COVID-19. Os agentes relataram falta de treinamentos para lidar com PSR e seguirem critérios próprios para atender as exigências institucionais e da comunidade, sendo os protocolos parcialmente determinantes dos seus processos decisórios. A ação direcionada para as PSR envolve atos repressivos, “higienistas” e de controle das pessoas e do espaço urbano. As PSR são caracterizadas como elementos da degradação urbana e obstáculos à circulação de pessoas, sendo as forças de segurança acionadas quando as restrições sociais não conseguem mantê-las controladas. A pandemia foi motivo de apreensão inicial na atuação policial, com posterior relaxamento. O artigo revela a distância entre a norma e a execução do trabalho policial no que se refere a populações vulneráveis.
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    Análise dos arranjos institucionais da política pública de integração das polícias de Minas Gerais: considerações acerca da execução dos investimentos em logística das polícias estaduais
    (2010) Almeida, Thiago Ferreira; Carneiro, Ricardo; Sousa, Rosânia Rodrigues de; Souza, Letícia Godinho de
    As polícias do Estado de Minas Gerais são organizações eminentemente burocráticas, inseridas em um ambiente institucionalizado, constituindo como integrantes do Subsistema Policial e contribuindo para a eficiência do fluxo do Sistema de Justiça Criminal e do controle das taxas de criminalidade. O presente estudo monográfico teve como objetivo analisar se ocorreram mudanças organizacionais nas estruturas burocráticas das polícias estaduais, no que se refere à execução dos investimentos logísticos em segurança pública. O estudo foi realizado a partir de uma análise do contexto das corporações policiais de Minas Gerais e de sua estrutura organizacional de acordo com o paradigma neoinstitucionalista, bem como o entendimento da política de Integração e suas implicações antes e de depois de sua implantação no Estado de Minas Gerais. Também foram analisados dados da execução dos investimentos logísticos ao longo do período que vai de 2002 aos dias atuais. Dentre as observações verificadas, destacam-se o entendimento das estruturas organizacionais das policiais estaduais, a existência de processos institucionais de legitimidade organizacional e a mensuração de mecanismos isomórficos aplicados no ambiente da segurança pública. Nos últimos anos os dados de investimentos logísticos sugerem uma maior institucionalização da política de Integração
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    O assessor parlamentar da Polícia Militar de Minas Gerais: identificação das competências necessáriaspara sua atuação profissional.
    (2017) Vieira, Marcos Magno Gomide; Motta, Carolina Portugal Gonçalves da
    O presente trabalho teve por finalidade identificar as competências necessárias para o exercício da atividade de assessor parlamentar da Polícia Militar de Minas Gerais. Este trabalho foi desenvolvido durante no ano de 2016. A pesquisa realizada foi exploratória e trata-se de um assunto pouco explorado e de escasso referencial bibliográfico além de ser estratégico a Polícia Militar de Minas Gerais, por ser uma função importante para a instituição. Assim, neste, procurou-se descrever as atividades que um assessor parlamentar militar desenvolve além de identificar os conhecimentos, as habilidades e atitudes requeridas para o exercício da atividade de assessor parlamentar militar. Concluiu-se que as principais funções do assessor parlamentar militar seriam assessorar o Comando-Geral da Polícia Militar junto às casas parlamentares nos assuntos de interesse da instituição e acompanhar, diuturnamente, os fatos políticos que possam afetar, de alguma forma, os interesses estratégicos da Corporação. Ainda, também se concluiu que o assessor parlamentar deve ter competências tais, como, conhecimento jurídico atualizado, do funcionamento das instituições onde atua (conhecimento operacional), boa rede de contatos (network), bom relacionamento politico, entre outros.
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    Prisões em flagrante por crimes de drogas: análise da questão racial em duas metrópoles brasileiras
    (Universidade de Brasília, 2024) Sinhoretto, Jacqueline; Zilli, Luís Felipe; Couto, Vinícius Assis
    Este artigo discute a atuação das organizações policiais nos chamados “crimes de drogas”. A partir de análise de dados sobre prisões em flagrante nas cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), buscou-se mensurar o quanto dimensões socioespaciais (território onde ocorreram as prisões, bem como sexo, idade e raça/cor das pessoas presas) afetam a decisão policial de classificar os casos como “porte de drogas para uso pessoal” ou “tráfico de drogas”. Por serem o que a legislação define como “crimes sem vítimas”, as “ocorrências de drogas” evidenciam processos de suspeição racializada e territorializada que orientam o policiamento ostensivo no Brasil. Em São Paulo, parece haver uma diretriz institucional para que quase todos os casos sejam classificados como “tráfico”. Já em Belo Horizonte, prisões feitas em favelas possuem chances desproporcionalmente mais altas de receber a tipificação mais gravosa. Em ambas as capitais, o perfil racial das pessoas presas influencia a tipificação criminal.