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    Tocando o intangível: explorando efeitos de programas sociais nas dimensões menos tangíveis da pobreza
    (2012) Ladeira, Carla Bronzo; Prates, Ian
    Este artigo apresenta alguns resultados de uma pesquisa que buscou identificar os efeitos de programas de proteção social – mais especificamente, de transferência de renda e serviços socioassistenciais – sobre dimensões menos tangíveis da pobreza. A pesquisa, realizada em Belo Horizonte/MG, tem natureza quantitativa e qualitativa, constituindo-se do desenvolvimento de um survey com 608 questionários aplicados junto a um grupo de famílias, além da formação de grupos focais com técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e famílias usuárias dos serviços do CRAS. Partindo de uma literatura que foca as diversas dimensões que compõem o fenômeno da pobreza, foram consideradas as mudanças que se processam nas famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, que, além do benefício, são atendidas pelos serviços socioassistenciais desenvolvidos nos CRAS. Os resultados, tanto da etapa quantitativa quanto da qualitativa, dão conta de que os efeitos das intervenções são distintos para os diferentes estratos de famílias: aquelas expostas de forma mais sistemática aos serviços socioassistenciais desenvolvidos nos CRAS apresentam respostas diferenciadas quanto a algumas dimensões psicossociais, comparando-se com o grupo que apenas recebe a transferência de renda. Por fim, são problematizadas algumas questões referentes às formas de intervenção social e às possibilidades de enfrentamento da pobreza por meio de políticas de assistência social.
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    Programas de transferência condicionada de renda na América Latina e renda básica: um diálogo entre duas concepções de proteção
    (2018) Passos, Marina Lúcia Victor dos; Ladeira, Carla Bronzo
    A Proteção Social constitui um campo de políticas essenciais para produção do bem estar na sociedade, a partir da oferta do que é considerado essencial para promover a dignidade humana. Formada por políticas contributivas e não contributivas e assumindo diferentes configurações nos diversos países, a proteção social é um conjunto específico de ações públicas — através da seguridade social, assistência social e esforços de inclusão social — que combatem as vulnerabilidades que as pessoas podem vir a enfrentar durante suas vidas. Este trabalho aborda a proteção não contributiva, mais especificamente as estratégias de transferência condicionada de renda e as propostas de renda universal básica no âmbito da América Latina. A partir de análise estritamente exploratória, por meio de pesquisa bibliográfica na literatura, o objetivo desta monografia é fazer um diálogo entre estes dois instrumentos de proteção social, apontando seus avanços e limites. Os resultados deste estudo sugerem que é preciso uma abordagem integral da proteção social para que a população tenha acesso ao mínimo necessário para a garantia de um bem estar com qualidade. Ou seja, apesar dos Programas de Transferência Condicionada de Renda serem a estratégia adotada na América Latina para a redução da pobreza e da desigualdade e, apesar da Renda Básica ser uma abordagem fundamentada em direitos, estes dois instrumentos por si só não garantem uma Proteção Social que seja integral e de qualidade.
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    Aspectos psicossociais da pobreza e dos programas de transferência de renda : existem pontes?
    (Universidade de Brasília, 2024) Ladeira, Carla Bronzo; Moreira, Eduarda da Silva
    O artigo identifica os nexos existentes entre as dimensões psicossociais da pobreza e os principais programas de transferência condicionada de renda (PTCR) da América Latina. O artigo parte da concepção de que o fenômeno da pobreza possui uma dimensão psicossocial e busca identificar as pontes existentes entre a teorização e a mensuração de tais dimensões e sua incorporação na produção das políticas públicas. A partir de uma revisão bibliográfica sistemática, foram analisados 103 artigos e 11 programas. Os resultados apontam para uma fragilidade no desenho dos programas de transferência, pois – ainda que alguns considerem tais dimensões presentes – não existe uma tradução destas em termos de ações ou estratégias de intervenção. Ou seja, embora se tenha um razoável avanço no campo da teorização e da mensuração da pobreza para além de seus elementos materiais e objetivos, tem-se pouca apropriação da referida discussão no campo da ação governamental, no desenho, na implementação e na avaliação das políticas públicas.