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    Absenteísmo no setor público : estudo de caso de um hospital público estadual
    (2022) Gomes, Thaís dos Santos; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima
    O absenteísmo é caracterizado pela ausência física do indivíduo no ambiente de trabalho. Em geral, o absenteísmo no âmbito do Hospital Público Estadual Ômega (HPEO) está dividido em previsto e não previsto, sendo o absenteísmo previsto o mais recorrente nas unidades. O HPEO apresenta o índice de ausências não planejadas superior aos níveis considerados aceitáveis pelos organismos internacionais. Assim, visto a importância do setor da saúde para toda a sociedade e os impactos dos afastamentos, este estudo tem como objetivo verificar as condições geradoras de absenteísmo no Hospital Público Estadual Ômega, a partir da percepção d servidores, tendo em vista o planejamento de ações voltadas para a qualidade dos serviços prestados e a saúde dos trabalhadores. Trata-se de estudo de natureza qualitativa com realização de entrevista semiestruturada. Quanto à escolha do objeto de estudo, adotou-se o estudo de caso único: HPEO. As unidades de análise são os profissionais de saúde, técnicos, administrativos e gestores que trabalham no HPEO, das cinco carreiras atuantes nesse hospital: Carreira Alfa (CA); Carreira Beta (CB); Carreira Charlie (CC); Carreira Delta (CD) e Carreira Echo (CE). Os dados foram analisados por meio da técnica análise de conteúdo, modalidade categorial temática, modelo misto. Os resultados encontrados sugerem que o perfil da unidade e as condições do ambiente, principalmente estrutura física precária e falta de materiais, corrobora para o adoecimento de profissionais da Carreira Delta (profissionais de enfermagem). Ausência de plano de carreira e de uma gestão de competências mais efetiva são aspectos que desmotivam os profissionais. A maioria dos gestores relataram que o absenteísmo não é utilizado na gestão da força de trabalho da unidade e que as ausências previstas geram sobrecarga de trabalho aos demais colaboradores ou interrupção das atividades do setor. Além disso, verificou- se que o absenteísmo previsto no HPEO poderia ser ainda mais elevado, casos os profissionais conseguissem tirar férias-prêmio, o que não ocorre com facilidade.
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    Saúde mental e trabalho: uma análise dos riscos psicossociais no trabalho do agente de segurança socioeducativo de Belo Horizonte
    (2020) Silva, Letícia Parreiras da; Sousa, Rosânia Rodrigues de; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Soares, Helena Teixeira Magalhães
    O tema de monografia em questão visou aprofundar os estudos sobre os riscos psicossociais, relacionados ao trabalho do indivíduo da carreira de Agente de Segurança Socioeducativo. O estudo trouxe considerações sobre a escala de trabalho, as atribuições, as atividades desempenhadas pelo agente, a infraestrutura do complexo socioeducativo, a remuneração, dentre outros temas relevantes para o estudo da psicodinâmica do trabalho. O estudo conta com entrevista a profissionais da carreira que atuam ou já atuaram em unidades socioeducativas do município de Belo Horizonte. Essas entrevistas abordaram os temas supracitados e tinham como objetivo entender sobre a rotina de um agente e em como se dá a relação do trabalho com a vida do indivíduo dentro e fora do ambiente de trabalho. Além disso, essas entrevistas permitiram captar percepções da carreira que, nem sempre, são claras para as pessoas que não estão inseridas no sistema e por meios delas, foi analisado em que medida o tipo de trabalho desenvolvido por esses profissionais impacta a vida pessoal e na sua saúde mental.
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    Saúde mental no trabalho: uma análise da vivência de professores de uma escola de Belo Horizonte
    (2019) Silva, Polyana Rodrigues do Carmo; Sousa, Rosânia Rodrigues de; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Oliveira, Kamila Pagel de
    A evidenciação do aumento no índice de adoecimentos psíquicos relacionados ao trabalho docente, nas últimas décadas, tem fomentado a discussão de como os componentes intrínsecos ao trabalho influenciam as vivências e atitudes do indivíduo e em quais aspectos isso repercute na saúde mental do trabalhador. Nesse sentido, o presente estudo objetiva investigar e compreender de que forma as condições de trabalho, organização de trabalho e as relações de trabalho influenciam a saúde dos professores da Escola Estadual Governador Milton Campos (Estadual Central). A metodologia apresenta-se como uma pesquisa descritiva de abordagem qualitativa, apoiando-se, fundamentalmente, nas contribuições de Christophe Dejours. Optou-se pela realização de entrevistas em profundidade com roteiro semiestruturado, e envolveu doze profissionais da escola. Foi utilizada, também, a técnica de observação simples, como forma de complementar a análise dos dados obtidos a partir das entrevistas. Para a análise dos dados com base, utilizou-se a metodologia da análise de conteúdo. Os resultados obtidos foram apresentados em doze categorias iniciais e, posteriormente, sintetizados em outras três categorias finais: Condições de trabalho, Relações de trabalho e Organização do trabalho. Sobressai- se desta pesquisa que no trabalho desses docentes há uma proeminência de situações favoráveis às experiências de prazer e satisfação, a despeito de terem sido identificadas situações de sofrimento associado ao trabalho, resultando, inclusive em alguns cenários de adoecimento e desligamento da profissão. Dentre os resultados obtidos, destaca-se também a capacidade de alguns profissionais em ressignificar os sofrimentos, evidenciando, principalmente, a utilização de estratégias defensivas coletivas ou individuais.
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    Teletrabalho em regime especial : um estudo sobre o impacto na saúde mental na perspectiva dos servidores da Seplag/MG
    (2021) Martins, Lucca Moreira; Sousa, Rosânia Rodrigues de; Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Lacerda, Daniela Góes Paraíso
    Em março de 2020, foi declarado que o vírus da Covid-19 havia atingido o estado de transmissão comunitária no Brasil. De forma a tomar as devidas providências no combate a pandemia, no dia 15 de maio foi instituído o Comitê Covid-19, que deliberou no dia 16 de março sobre a implantação do regime especial de teletrabalho nos órgãos, autarquias e fundações mineiras, incluindo a Seplag/MG. Assim, o presente estudo busca analisar o impacto do regime especial de teletrabalho na percepção dos servidores da Seplag/MG. Para referenciar a análise, foi realizada uma revisão bibliográfica a respeito do teletrabalho e da psicodinâmica do trabalho, utilizando conceitos elucidados por Christophe Dejours. A pesquisa contemplada pelo estudo possui caráter descritivo de abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas em profundidade com roteiro semiestruturado, que envolveram sete servidores da Seplag/MG. Para a análise dos dados, utilizou-se a metodologia da análise de conteúdo. Os resultados obtidos foram reunidos em sete categorias iniciais e, posteriormente, apresentados em quatro categorias finais: organização do trabalho; relações socioprofissionais; condições de trabalho; e teletrabalho em isolamento social. Sobressai-se desta pesquisa que mesmo sem um planejamento prévio do poder executivo mineiro, e apesar das dificuldades iniciais, o teletrabalho em regime especial tem conseguido abarcar muito bem as demandas das equipes. Pôde ser observado um aumento na produtividade, uma melhora na comunicação e na qualidade de vida dos servidores, evidenciando uma possível fonte de prazer no trabalho para estes. Contudo, alguns fatores apresentaram-se como possíveis fontes de sofrimento, como condições de trabalho inadequadas e a dificuldade em se estabelecer limites entre a vida laboral e a vida privada. Tais pontos mostraram-se críticos em uma eventual continuidade do regime de trabalho remoto após o período de calamidade pública.
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    Organização do trabalho e adoecimento psíquico: a relação entre saúde mental e trabalho
    (2015) Queiróz, Ana Paula Ruas; Silva, Gilmar Moura da
    O objeto de estudo dessa pesquisa gira em torno do tema Saúde Mental e Trabalho. Procurou-se, sobretudo, compreender as relações que se estabelecem entre os processos de sofrimento psíquico e adoecimento, desencadeados, possivelmente pela organização e condições de trabalho na atualidade. A incessante corrida pelo aumento da produtividade e desempenho no âmbito das organizações, que acaba por sobrepujar a capacidade dos trabalhadores, aparece como um dos fatores causais dessa realidade laboral. Por essa razão, o tema vem ocupando a centralidade dos debates entre estudiosos do assunto e os gestores de diversos segmentos dos setores privado e público, no Brasil e no mundo. Buscou-se retratar não só a situação contemporânea em torno do tema, como também fazer um retrospecto da evolução que culminou no debate corrente dos dias atuais sobre a questão. Para tal, optou-se por uma pesquisa do tipo bibliográfica, orientada pelas principais referências em torno da temática Saúde Mental e Trabalho.