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    Comunicação interna como estratégia organizacional: estudo de processos e desafios em uma instituição pública
    (2023) Lopes, Beatriz Cordenonsi; Silveira, Mauro César da; Silveira, Mauro César da; Cruz, Marcus Vinicius da
    A comunicação interna é apontada como ferramenta estratégica por alinhar o público interno como os propósitos e objetivos organizacionais, favorecendo a motivação, o engajamento e o alcance da missão e da visão institucional. Tornar a comunicação interna eficaz constitui-se um desafio atual das organizações. Este trabalho teve o propósito de reconhecer como ocorrem os processos da comunicação interna no setor público, por meio de um estudo de caso realizado em uma organização pública da administração indireta do Estado de Minas Gerais. Avaliou-se como ela é percebida pelos servidores, como afeta a organização, quais são as ferramentas e os fluxos comunicacionais utilizados, a preferência por ferramentas de acordo com o tipo de conteúdo, considerando-se as diferentes instâncias da hierarquia organizacional. Em levantamento efetuado com os servidores foi identificado que a maioria considera que as diretrizes institucionais chegam tardiamente ou que não chegam (80,4%%), afetando a segurança na execução das funções (75,5%) e a motivação (76%), sendo que a maioria também indicou que já teve problemas causados por deficiências na comunicação interna (80%). A percepção variou de acordo com a instância hierárquica do respondente. As ferramentas percebidas como as mais utilizadas foram o e-mail (92,7%); o WhatsApp (74,5%); o SEI (68,8%); a intranet (52,5%); o telefone (49,3%), o site da organização (32%); o repasse informal de informações (24%), documentos impressos (21%) e reuniões e seminários (19,7%). No entanto, foi verificado que a preferência por essas ferramentas também variou de acordo com a instância hierárquica e com o tipo de conteúdo a ser tramitado. Identificou-se, por exemplo, que o SEI foi a ferramenta preferida para receber diretrizes institucionais pelos servidores da hierarquia superior e intermediária, enquanto os servidores da hierarquia operacional manifestaram dificuldade para trabalhar com a ferramenta, preferindo receber a informação por e-mail, além de queixaram-se do volume de informação recebida pelos diferentes canais de comunicação. Foi possível identificar a ausência de planejamento específico para a comunicação organizacional e de plano de comunicação interna. O estudo identificou também a ausência de cultura de divulgação dos resultados institucionais e de feedback para o público interno, sendo o fluxo comunicacional predominante descendente, indicando a necessidade de considerar as demandas apresentadas de acordo com os níveis hierárquicos e de adequar o tipo de ferramenta ao conteúdo que se deseja disseminar. Foram sugeridas 7 linhas de ação para a melhoria da comunicação interna no setor público: analisar; documentar; ouvir; adequar; capacitar, inovar e gerenciar.
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    Algoritmos de inteligência artificial e eficiência no setor público : uma revisão das experiências nacionais e internacionais
    (2025) Borges, Bernardo Matheus dos Santos; Gonçalves, Caio César Soares
    A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para a modernização do setor público, prometendo otimização de processos e maior capacidade preditiva, mas trazendo consigo dilemas éticos e institucionais. O presente trabalho tem como tema a aplicação de algoritmos de IA na administração pública e define como problema de pesquisa a identificação das contribuições dessa tecnologia para a eficiência e a transformação digital nos processos administrativos, considerando as experiências reportadas na literatura entre 2017 e 2025. O objetivo geral consiste em analisar como a implementação da IA impacta a eficiência e a inovação no setor público, identificando desafios e fatores de sucesso para uma adoção responsável. Para tanto, adotou-se uma metodologia de natureza exploratória e descritiva, baseada em revisão bibliográfica sistemática e bibliométrica, resultando na análise de 26 artigos acadêmicos e no mapeamento de 15 iniciativas práticas, classificadas segundo as funções de governo e o grau de autonomia decisória. Os principais resultados indicam que, embora a IA promova ganhos de produtividade e personalização de serviços, sua efetividade é limitada por barreiras institucionais, fragmentação de dados e riscos de vieses algorítmicos, demonstrando que o sucesso depende mais da robustez institucional do que da maturidade tecnológica. Conclui-se que a viabilidade da IA no setor público exige a transição utilizando de abordagens alternativas e inovadoras aos modelos tradicionais de governança, tanto no setor público quanto no privado fundamentada em salvaguardas éticas como a Avaliação de Impacto Algorítmico (AIA) e a supervisão humana significativa, assegurando a geração de valor público e o respeito aos direitos fundamentais.