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    Análise do perfil cultural das organizações policiais e a integração da gestão em segurança pública em Belo Horizonte
    (2009) Sousa, Rosânia Rodrigues de; Paz, Maria das Graças Torres da; Paz, Maria das Graças Torres da; Galinkin, Ana Lúcia; Torres, Cláudio Vaz; Oliveira Júnior, Almir de; Melo, Eleuni Antônio de Andrade; Tonet, Helena
    O estudo das características da cultura das organizações policiais auxilia um maior conhecimento do funcionamento desse tipo de organização. Assim, o objetivo desta tese é analisar o perfil cultural das organizações policiais em Minas Gerais, quais sejam a Polícia Militar e a Polícia Civil, caracterizando-as a partir do estudo de seus valores organizacionais, de suas configurações de poder, além de seus ritos e mitos. Para caracterizá-las foram aplicadas escalas validadas a 528 policiais militares e a 190 policiais civis da 1ª Região Integrada de Segurança Pública em Belo Horizonte. Foram realizadas também entrevistas semi-estruturadas com 19 policiais civis e militares. Os resultados revelaram que o valor organizacional preponderante nas duas organizações é o Valor Conformidade. Por sua vez, a configuração de poder que mais caracteriza a Polícia Civil, bem como a Militar é a configuração Autocracia. O valor preocupação com a coletividade é o que tem maior poder preditivo das configurações de poder, na Polícia Civil e na Policia Militar. Os resultados foram discutidos e comparados entre as duas organizações policiais mineiras. A análise da dimensão simbólica das organizações permitiu aprofundar mais o conhecimento dessas organizações. Sugestões para novas pesquisas foram propostas.
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    Comunicação interna como estratégia organizacional: estudo de processos e desafios em uma instituição pública
    (2023) Lopes, Beatriz Cordenonsi; Silveira, Mauro César da; Silveira, Mauro César da; Cruz, Marcus Vinicius da
    A comunicação interna é apontada como ferramenta estratégica por alinhar o público interno como os propósitos e objetivos organizacionais, favorecendo a motivação, o engajamento e o alcance da missão e da visão institucional. Tornar a comunicação interna eficaz constitui-se um desafio atual das organizações. Este trabalho teve o propósito de reconhecer como ocorrem os processos da comunicação interna no setor público, por meio de um estudo de caso realizado em uma organização pública da administração indireta do Estado de Minas Gerais. Avaliou-se como ela é percebida pelos servidores, como afeta a organização, quais são as ferramentas e os fluxos comunicacionais utilizados, a preferência por ferramentas de acordo com o tipo de conteúdo, considerando-se as diferentes instâncias da hierarquia organizacional. Em levantamento efetuado com os servidores foi identificado que a maioria considera que as diretrizes institucionais chegam tardiamente ou que não chegam (80,4%%), afetando a segurança na execução das funções (75,5%) e a motivação (76%), sendo que a maioria também indicou que já teve problemas causados por deficiências na comunicação interna (80%). A percepção variou de acordo com a instância hierárquica do respondente. As ferramentas percebidas como as mais utilizadas foram o e-mail (92,7%); o WhatsApp (74,5%); o SEI (68,8%); a intranet (52,5%); o telefone (49,3%), o site da organização (32%); o repasse informal de informações (24%), documentos impressos (21%) e reuniões e seminários (19,7%). No entanto, foi verificado que a preferência por essas ferramentas também variou de acordo com a instância hierárquica e com o tipo de conteúdo a ser tramitado. Identificou-se, por exemplo, que o SEI foi a ferramenta preferida para receber diretrizes institucionais pelos servidores da hierarquia superior e intermediária, enquanto os servidores da hierarquia operacional manifestaram dificuldade para trabalhar com a ferramenta, preferindo receber a informação por e-mail, além de queixaram-se do volume de informação recebida pelos diferentes canais de comunicação. Foi possível identificar a ausência de planejamento específico para a comunicação organizacional e de plano de comunicação interna. O estudo identificou também a ausência de cultura de divulgação dos resultados institucionais e de feedback para o público interno, sendo o fluxo comunicacional predominante descendente, indicando a necessidade de considerar as demandas apresentadas de acordo com os níveis hierárquicos e de adequar o tipo de ferramenta ao conteúdo que se deseja disseminar. Foram sugeridas 7 linhas de ação para a melhoria da comunicação interna no setor público: analisar; documentar; ouvir; adequar; capacitar, inovar e gerenciar.
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    “Família”, “cachaça” e “maquina sem lubrificação”: a heterogeneidade cultural revelada na Secretaria de Estado de Saúde
    (2004) Passos, Leandro Corrêa; Carrieri, Alexandre de Pádua
    O propósito da pesquisa foi investigar a cultura organizacional da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG). A base teórica que norteou tal propósito foi fundamentada na perspectiva simbólica, tomando como referência as teorizações de Geertz (1989), que compõem a moderna abordagem antropológica. Tal perspectiva é adotada por autores como Carrieri (2001) e Cavedon (1999) que entendem a cultura como metáfora da organização, preocupados em interpretar e definir o que ela é, e não tomando a cultura como uma variável ou característica que a organização possui. Nesse contorno a cultura organizacional foi definida como uma rede de significações que precisa ser “interpretada” para que a cultura possa ser compreendida. A profundidade e a amplitude desejada ensejaram, respectivamente, a escolha da pesquisa qualitativa e a iniciativa meta-teórica, assim nomeada por Martin e Frost (1996), de estudar a cultura organizacional tomando as Perspectivas da Integração, Diferenciação e Fragmentação de forma complementar. Assim, sob o foco da Perspectiva da Integração buscou-se, entender as significações culturais comuns na organização que são compartilhadas pela alta administração. A luz da Perspectiva da Diferenciação pretendeu-se apreender a compartimentalização das significações culturais em conjuntos semelhantes identificando seus respectivos grupos. Finalmente, sob a égide da Perspectiva da Fragmentação esperou-se compreender múltiplas significações individuais que se diferem, ou seja, todo o complexo de símbolos, valores, normas, rituais, hábitos, idéias, discursos, relacionamentos e conhecimentos humanos. Para lograr esse objetivo utilizou-se como método de coleta de dados a entrevista semi-estruturada e a observação direta. As entrevistas foram realizadas com vinte servidores divididos em três grupos: Alta e média gerências e funcionários. A observação direta ocorreu entre abril e novembro de 2004, durante as 300 horas de estágio obrigatório cumpridas pelo pesquisador. Como método de análise dos dados foi empregada a Análise de Conteúdo- AC, sendo, o estudo de caso, a estratégia de pesquisa adotada. A AC permitiu a categorização, a identificação dos temas e seu significado. Num segundo momento os temas foram cotejados sob a ótica da díade ordem/desordem, como o fizeram, Cavedon e Fachin (2000), em estudo sobre uma universidade pública. Por fim, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais revelou uma heterogeneidade cultural singular e marcante com uma rede de significações ambígua, contraditória e complementar. Nesse sentido, os principais resultados mostraram a SES/MG caracterizada como uma máquina sem lubrificação, com falhas e imperfeições diversas. Mas ao mesmo tempo como uma grande família, onde muitos se conhecem e se relacionam. Ela é burocrática, o salário é ruim, mas também é uma cachaça, trabalhar nela é um prazer, é um orgulho, é um ideal.
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    A espiral do conhecimento interorganizacional: a força dos valores sócio-culturais dos arranjos produtivos locais (APLs) – o caso das Confecções do Prado/Bh
    (2006) Moraes, Leonardo Barbosa de; Aun, Marta Pinheiro; Barbosa, Allan Claudius Queiroz; Oliveira, Marlene de
    Esta pesquisa examinou um agrupamento produtivo de confecções no sentido de verificar sua constituição enquanto arranjo produtivo local (APL). Pesquisamos sua história enquanto agrupamento produtivo e a construção de sua cultura coletiva, verificando seu grau de cooperação e compartilhamento informacional. Identificamos na sua visão compartilhada de mundo um conteúdo informacional que os agrega, relacionados a sua prática produtiva cotidiana. Sugerimos, finalmente, intervenções no agrupamento que permitam aumentar o grau de confiança e cooperação, o que pode ampliar a troca de informações, o aumento do aprendizado coletivo, a geração de inovações e o conseqüente fortalecimento do arranjo produtivo local.