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    Impactos da "ideologia de gênero" no debate público brasileiro : análise da votação do plano estadual de educação de Pernambuco
    (Fundação João Pinheiro, 2024) Ornelas, Gabriel Mattos; Lopes, Laís Godoi
    O discurso da "ideologia de gênero" tem se configurado como uma questão central no cenário político brasileiro, agregando-se às forças católicas e evangélicas, os ultraliberais conservadores, entre outros atores sociais. Este artigo tem objetivo de descrever, sistematizar e interpretar as ideologias e as demandas dos grupos de interesse sobre o Plano Estadual de Educação (PEE) de Pernambuco e a Emenda Modificativa (EM) nº 4/2015, buscando identificar os atores sociais envolvidos no processo de votação na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe). Conclui-se que o termo e o discurso da "ideologia de gênero" se configuram como uma estratégia discursiva para retomar e manter as ordens "cisheteropatriarcal", branca, racista, capitalista, colonial e autoritária que marcam a formação social e a política brasileira. O vínculo entre o neoliberalismo e o conservadorismo apresenta-se como um tipo de "contrato/aliança", concebida para assegurar a dominação e o controle. Além disso, o artigo conclama pela reflexão crítica sobre a atuação de alguns setores da bancada evangélica. Tais práticas, caracterizadas como antidemocráticas, clientelistas e patrimonialistas, buscam inserir valores morais e religiosos no Poder Legislativo, em contraposição aos interesses públicos e à efetivação de direitos humanos.
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    Educação e gênero : o currículo prescrito no Brasil (1985-2022)
    (Fundação João Pinheiro, 2025-05-12) Fundação João Pinheiro. Grupo de Pesquisa Estado, Gênero e Diversidade; Amorim, Marina Alves; Maia, Maria Clara de Mendonça; Baeta, Ana Clara da Costa Nascimento; Cardoso, Frederico Assis
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    Que vidas importam? : violência, repressão e encarceramento em uma sociedade desigual
    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2020) Souza, Leticia Godinho de; Lima, Luísa Filizzola Costa; Costa, Bruno Lazzarotti Diniz; Reis, Guilherme Felliphe Pereira
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    Gênero e violência: viver (mulher) é perigoso
    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2021) Diniz, Clara de Oliveira Lazzarotti; Figueiredo, Amanda Mátar de; Marinho, Karina Rabelo Leite
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    Dicionário de gênero, corpo e sexualidade de A a Z
    (Escola de Saúde Pública: Fundação João Pinheiro, 2025) Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Nogueira, Maria José; Fundação João Pinheiro; Escola de Saúde Pública de Minas Gerais; http://lattes.cnpq.br/9936472027501720; http://lattes.cnpq.br/5623761922502804; https://orcid.org/0000-0002-9265-8736; -
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    Ela Dela: vida e saúde de mulheres trans e travestis de Minas Gerais
    (Escola de Saúde Pública, Fundação João Pinheiro, 2025) Nicácio, Cláudia Beatriz Machado Monteiro de Lima; Nogueira, Maria José; Fundação João Pinheiro; Escola de Saúde Pública de Minas Gerais; http://lattes.cnpq.br/9936472027501720; http://lattes.cnpq.br/5623761922502804; https://orcid.org/0000-0002-9265-8736; -
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    Mapeando as disparidades de gênero no Brasil : uma adaptação municipal do índice de desigualdade de gênero da ONU
    (2025) Cruz, José Vitor Costa; Gonçalves, Caio César Soares
    A desigualdade de gênero permanece como uma das expressões mais persistentes das disparidades sociais e territoriais no Brasil, revelando o quanto as oportunidades e as condições de vida ainda são distribuídas de forma desigual no país. Este trabalho busca mensurar e analisar essas desigualdades em nível municipal, a partir da adaptação do Gender Inequality Index (GII), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Parte-se da compreensão de que o desenvolvimento deve ser entendido como a ampliação das liberdades reais das pessoas, tomando a mensuração das desigualdades como meio de interpretar de que forma as estruturas sociais moldam o cotidiano das mulheres brasileiras. A metodologia envolveu a adaptação de um indicador sintético de gênero para os anos de 2010 e 2022, contemplando três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e participação no mercado de trabalho. Os resultados apontam para a persistência de disparidades regionais e para a continuidade das desigualdades de gênero, mesmo diante de avanços pontuais. As regiões Nordeste e Sul apresentaram os resultados mais favoráveis, seguidas do Sudeste, enquanto o Norte e o Centro-Oeste concentraram os maiores desafios, refletindo desequilíbrios históricos e estruturais no desenvolvimento e no acesso a oportunidades. Ao evidenciar tanto os progressos quanto as limitações, o estudo reforça a importância de aperfeiçoar os indicadores existentes e ampliar a produção de dados para captar de forma mais abrangente as múltiplas dimensões da desigualdade de gênero.
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    Um passo à frente, dois passos atrás : um estudo sobre o backlash de gênero em projetos de lei municipais de Minas Gerais
    (2025) Santos, Mariana Saraiva Duarte; Souza, Letícia Godinho de
    O trabalho investiga como o backlash de gênero se manifesta no âmbito legislativo municipal mineiro, por meio da análise de Projetos de Lei apresentados entre 2014 e 2025 em uma amostra composta por 14 câmaras de vereadores de Minas Gerais. A pesquisa adotou uma abordagem quali-quantitativa, articulando revisão bibliográfica sobre o backlash de gênero, levantamento documental, análise estatística descritiva e análise de conteúdo. O levantamento abrangeu 7.752 matérias legislativas, das quais 122 Projetos de Lei — identificados em 11 dos 14 municípios da amostra — compuseram o corpus empírico final. A sistematização dos dados permitiu observar a distribuição temporal e espacial das proposições, bem como caracterizar o perfil sociodemográfico e político-partidário dos(as) autores(as). A análise de conteúdo revelou que os projetos se organizam em torno de eixos temáticos recorrentes, como direitos reprodutivos, educação escolar, censura, estrutura e uso de banheiros, linguagem neutra, afirmação de gênero, competições esportivas e defesa da família tradicional e outros. Tais eixos refletem, no plano municipal, padrões discursivos e normativos já discutidos pela literatura sobre o backlash de gênero, ainda que com intensidades e configurações distintas entre os municípios da amostra, assim como elementos característicos às competências da esfera municipal. Os resultados evidenciam que, embora não uniforme, a presença de proposições antigênero nos legislativos investigados indicam uma incorporação, na esfera local, das dinâmicas de reação mapeadas em estudos nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, a concentração dos projetos em determinados municípios e a ausência em outros sugere que o fenômeno não se manifesta de maneira homogênea no território mineiro. Conclui-se que o exame do nível municipal contribui para compreender a capilaridade, as particularidades e as disputas que marcam as ofensivas antigênero no legislativo local.
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    Mulheres negras como sujeitos de direitos : uma análise da transversalidade de gênero e raça no SUS-MG
    (2025) Pinto, Thatiane Heloiza Batista; Ladeira, Carla Bronzo
    O Sistema Único de Saúde (SUS) tem como princípios a universalidade, a integralidade e a equidade. Contudo, esta monografia parte da premissa de que as políticas públicas de saúde não contemplam todos os indivíduos da mesma forma, podendo reproduzir desigualdades. Sob esse viés, esta pesquisa considera a perspectiva das mulheres negras, reconhecendo que a tripla opressão de gênero, raça e classe a que são submetidas, resultado do entrelaçamento de desigualdades, afeta não só seu processo saúde-doença, como também a visibilidade e tratamento de suas questões frente ao poder público. Diante disso, parte-se dos conceitos de equidade e interseccionalidade para a compreensão das vulnerabilidades em saúde que são produzidas para essa população. Com a percepção deste problema, é proposta a transversalidade de gênero e raça enquanto estratégia de intervenção necessária. Adotando-se o recorte de Minas Gerais ao longo dos anos entre 2019 e 2024, buscou-se identificar se essa estratégia é aplicada ou não no estado. Para isso, fez-se uso do conceito de capacidade estatal, sob a luz das dimensões política e administrativa para a incorporação da transversalidade. A metodologia foi constituída em três etapas: a análise documental dos relatórios de instâncias de participação social; a análise dos instrumentos de planejamento e execução orçamentária do governo mineiro e do planejamento estratégico da SES-MG; e a realização de entrevistas semiestruturadas com agentes governamentais e atrizes dos espaços de participação social. Os resultados apontam para um uso incipiente de uma lente interseccional nas ações desenvolvidas no SUS-MG. Além disso, a incorporação da transversalidade de gênero e raça mostra-se de maneira limitada, tendo-se em vista as insuficientes capacidades políticas e administrativas para tratar a questão. Todavia, avanços vêm ocorrendo nos últimos anos, como o maior diálogo com os movimentos sociais, a busca por iniciativas voltadas a uma perspectiva integral de saúde da mulher, e a existência de recursos e indicadores voltados à saúde das pessoas negras, indicando um cenário mais positivo para a temática.