Mapeando as disparidades de gênero no Brasil : uma adaptação municipal do índice de desigualdade de gênero da ONU

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2025
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A desigualdade de gênero permanece como uma das expressões mais persistentes das disparidades sociais e territoriais no Brasil, revelando o quanto as oportunidades e as condições de vida ainda são distribuídas de forma desigual no país. Este trabalho busca mensurar e analisar essas desigualdades em nível municipal, a partir da adaptação do Gender Inequality Index (GII), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Parte-se da compreensão de que o desenvolvimento deve ser entendido como a ampliação das liberdades reais das pessoas, tomando a mensuração das desigualdades como meio de interpretar de que forma as estruturas sociais moldam o cotidiano das mulheres brasileiras. A metodologia envolveu a adaptação de um indicador sintético de gênero para os anos de 2010 e 2022, contemplando três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e participação no mercado de trabalho. Os resultados apontam para a persistência de disparidades regionais e para a continuidade das desigualdades de gênero, mesmo diante de avanços pontuais. As regiões Nordeste e Sul apresentaram os resultados mais favoráveis, seguidas do Sudeste, enquanto o Norte e o Centro-Oeste concentraram os maiores desafios, refletindo desequilíbrios históricos e estruturais no desenvolvimento e no acesso a oportunidades. Ao evidenciar tanto os progressos quanto as limitações, o estudo reforça a importância de aperfeiçoar os indicadores existentes e ampliar a produção de dados para captar de forma mais abrangente as múltiplas dimensões da desigualdade de gênero.

Abstract
Gender inequality remains one of the most persistent expressions of social and territorial disparities in Brazil, revealing how unequally opportunities and living conditions are still distributed across the country. This study seeks to measure and analyze these inequalities at the municipal level, based on an adaptation of the Gender Inequality Index (GII), developed by the United Nations Development Programme (UNDP). It is grounded on the understanding that development should be conceived as the expansion of people’s real freedom, using the measurement of inequalities as a way to interpret how social structures shape the everyday lives of Brazilian women. The methodology involved adapting a composite gender indicator for the years 2010 and 2022, encompassing three dimensions: reproductive health, empowerment and participation in the labor market. The results indicate the persistence of regional disparities and the continuity of gender inequalities, even in the face of specific advances. The South and the Northeast regions presented the most favorable results, while the Southeast, the North and the Center-West regions concentrated the greatest challenges, reflecting historical and structural imbalances in development and access to opportunities. By highlighting both progress and limitations, the study reinforces the importance of refining existing indicators and expanding data production in order to capture, in a more comprehensive manner, the multiple dimensions of gender inequality.

Palavras-chave
Citação
CRUZ, J. V. C. Mapeando as disparidades de gênero no Brasil: uma adaptação municipal do índice de desigualdade de gênero da ONU. 148 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Administração Pública) – Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, Fundação João Pinheiro, 2025.
Notas
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Administração Pública) – Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, Fundação João Pinheiro, 2025.

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