Antifeminismo de Estado no Brasil : O Ministério da Educação durante o primeiro ano do governo Bolsonaro (2019)

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2025
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Universidade Federal de Minas Gerais
Resumo
Este ensaio examina como o antifeminismo influenciou a política brasileira durante o Governo de Jair Bolsonaro, especificamente, a partir da atuação do Ministério da Educação (MEC), ao longo do ano de gestão, em 2019. O objetivo é refletir sobre a implementação de um projeto de Estado antifeminista no campo educacional por Bolsonaro. Argumenta-se que o antifeminismo, como um fenômeno global, desempenhou um papel crucial na eleição presidencial de 2018 e na definição da agenda governamental subsequente. Enfatiza-se que, a partir de 2019, atores antifeministas assumiram posições centrais no MEC; a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secadi) foi extinta, sem a transferência da maioria absoluta de suas competências, e, consequentemente, as políticas educacionais com perspectiva de gênero foram interrompidas; a agenda política do Movimento Escola Sem Partido (Mesp) foi adotada, ainda que não de forma inteiramente explícita. Conclui-se que é possível falar em antifeminismo de Estado durante o Governo Bolsonaro, que se constituiu como uma manifestação de backlash e funcionou como estratégia política.

Abstract
This article examines how antifeminism influenced Brazilian politics during Jair Bolsonaro's government, specifically through the actions of the Ministry of Education (MEC) throughout 2019. The aim is to reflect on the implementation of an antifeminist state project in the educational field by Bolsonaro. It is argued that antifeminism, as a global phenomenon, played a crucial role in the 2018 presidential election and in shaping the subsequent governmental agenda. It is emphasized that, starting in 2019, antifeminist actors assumed central positions within the MEC; the Secretariat for Continuing Education, Literacy, and Diversity (Secadi) was abolished without the transfer of the vast majority of its responsibilities, leading to the interruption of educational policies with a gender perspective; and the political agenda of the School Without Party Movement (MESP) was adopted, albeit not entirely explicitly. The conclusion is that it is possible to speak of state antifeminism during the Bolsonaro government, which constituted a manifestation of backlash and functioned as a political strategy.

Palavras-chave
Citação
AMORIM, M. A.; SALEJ, A. P.; MAIA, M. C. DE M. ANTIFEMINISMO DE ESTADO NO BRASIL: O Ministério da Educação durante o primeiro ano do governo Bolsonaro (2019). Educação em Revista, v. 41, p. e54078, 2025.
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