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Item O impacto econômico dos desembolsos da BELOTUR com o carnaval de Belo Horizonte em 2018(2018) Moreira, Matheus Faraci; Gonçalves, Caio César Soares; Barbosa, Lúcio Otávio Seixas; Leal Filho, Raimundo de SousaEste estudo trata da estimação dos impactos econômicos proporcionados pelos desembolsos da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (BELOTUR) em 2018. Além disso, também é objetivo do trabalho a compreensão de como o Evento Carnaval em Belo Horizonte, no ano de 2018, interviu a fim de entender as contribuições advindas desta festividade para o desenvolvimento econômico local, sob a lente de ampliação da receita, geração de emprego e renda a partir dos desembolsos realizados pela Belotur. Por conseguinte, para a realização dessa mensuração, o método utilizado para tal, e descrito como mais eficiente, foi a Matriz Insumo-Produto. No entanto, para a construção da matriz foi necessário a análise dos extratos publicados referentes a despesas da Belotur com o Carnaval de Belo Horizonte de 2018 e realizar uma classificação dos desembolsos da Belotur com a festividade do carnaval por categorias segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE 2.0. Dessa forma, após tais procedimentos foi possível estimar os impactos do Carnaval Belorizontino que decorreram dos desembolsos da Belotur, os quais demonstraram resultados bastante positivos nos diversos setores da economia, elevando de forma significativa os valores da produção mineira, do valor adicionado mineiro, da massa salarial dos mineiros e ainda proporcionou a criação de vários postos de trabalho. Posto isso, a conclusão proveniente desse estudo é de que retorno econômico dos desembolsos realizados pela Belotur com carnaval de Belo Horizonte é positivo, uma vez que o valor investido é replicado em um montante consideravelmente maior em diversos setores da economia do Estado de Minas Gerais.Item Análise do Perfil Sociodemográfico dos Indivíduos Privados de Liberdade em Minas Gerais(2024) Castro, Otávio Balbino de; Gonçalves, Caio César SoaresEste trabalho analisa o perfil sociodemográfico da população carcerária de Minas Gerais, utilizando dados do Sistema Integrado de Gestão Prisional (SIGPRI) e outras fontes complementares. A pesquisa adotou uma abordagem quantitativa, explorando variáveis como raça, gênero, faixa etária, escolaridade, tipos de crimes predominantes, índices de desenvolvimento humano e renda das regiões de origem dos encarcerados. Os resultados evidenciaram a predominância de jovens negros e pardos, com baixa escolaridade e provenientes de áreas com baixos indicadores socioeconômicos, refletindo desigualdades estruturais e práticas seletivas no sistema penal. Além disso, discutiu-se a qualidade dos dados disponíveis, destacando lacunas de preenchimento e inconsistências que limitam análises mais aprofundadas e a formulação de políticas públicas eficazes. O estudo enfatiza a necessidade de aprimoramento contínuo das bases de dados para garantir análises confiáveis e fundamentar decisões mais inclusivas e justas.Item Construção de um índice de gestão de pessoas: o caso da Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais(2024) Castro, Raissa Maria Miranda de; Gonçalves, Caio César SoaresEste trabalho de pesquisa abordou a construção de um Índice de Gestão de Pessoas na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGESP/MG), pertencente à Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (SEPLAG/MG), cujo objetivo é mensurar o desempenho dos processos de trabalho na organização por meio da consolidação e integração de dados que antes estavam dispersos, com vistas a melhoria contínua dos processos de trabalho, aos transformá-los em informação estratégica. O IGP foi dividido em quatro dimensões principais: prazos, processos, políticas de gestão de pessoas e satisfação dos usuários. A metodologia englobou a classificação dos indicadores criados, normalização dos dados e análise de sensibilidade. O resultado final indicou consistência no IGP ao se situar dentro do pico da distribuição da análise. A escala do IGP foi dividida em zonas categorizadas como: crítica, de aperfeiçoamento, qualidade e eficiência, para que a interpretação fosse facilitada. Pode-se concluir que a construção do IGP na SUGESP é uma ferramenta formal consistente capaz de nortear decisões estratégicas dentro da organização, bem como primar pela melhoria contínua dos processos de trabalho ao possibilitar a identificação de pontos de atenção e de excelência nestes processos.Item Análise do fluxo turístico das Unidades Federativas brasileiras a partir dos dados da pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua(2024) Sousa, Gabriel Luiz Lisboa de; Gonçalves, Caio César SoaresEste trabalho analisa o fluxo turístico entre as Unidades Federativas (UFs) brasileiras, utilizando dados da PNADc/IBGE para os anos de 2020, 2021 e 2023. Dada a relevância econômica do turismo para o desenvolvimento brasileiro e a escassez de estudos sobre o fluxo turístico detalhado entre as UFs, esta pesquisa adota uma abordagem exploratória-descritiva para investigar padrões de viagens e caracterizar as UFs como polos emissores ou receptores de turistas. A metodologia se baseia na análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do IBGE. Porém, dado o número baixo de observações amostrais, o problema de precisão das estimativas é superado aplicando uma técnica de acumulação de dados amostrais complexos e realização de ajustes dos pesos amostrais. Os resultados evidenciaram que as Grandes Regiões e UFs brasileiras assumem papéis específicos de acordo com a modalidade de turismo considerada. Estados como São Paulo e Minas Gerais destacaram-se como grandes emissores de turistas, enquanto destinos como o Nordeste, especialmente Bahia e Rio de Janeiro, se afirmaram como principais receptores. O estudo revelou ainda que as viagens a lazer, sobretudo para praias e áreas naturais, predominam no cenário nacional. Por outro lado, regiões como Norte e Centro-Oeste evidenciam características específicas, como a importância do ecoturismo ou do transporte fluvial. Este levantamento contribui para a compreensão das dinâmicas do turismo no Brasil, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas para um turismo mais inclusivo e sustentável.Item Mapeando as disparidades de gênero no Brasil : uma adaptação municipal do índice de desigualdade de gênero da ONU(2025) Cruz, José Vitor Costa; Gonçalves, Caio César SoaresA desigualdade de gênero permanece como uma das expressões mais persistentes das disparidades sociais e territoriais no Brasil, revelando o quanto as oportunidades e as condições de vida ainda são distribuídas de forma desigual no país. Este trabalho busca mensurar e analisar essas desigualdades em nível municipal, a partir da adaptação do Gender Inequality Index (GII), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Parte-se da compreensão de que o desenvolvimento deve ser entendido como a ampliação das liberdades reais das pessoas, tomando a mensuração das desigualdades como meio de interpretar de que forma as estruturas sociais moldam o cotidiano das mulheres brasileiras. A metodologia envolveu a adaptação de um indicador sintético de gênero para os anos de 2010 e 2022, contemplando três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e participação no mercado de trabalho. Os resultados apontam para a persistência de disparidades regionais e para a continuidade das desigualdades de gênero, mesmo diante de avanços pontuais. As regiões Nordeste e Sul apresentaram os resultados mais favoráveis, seguidas do Sudeste, enquanto o Norte e o Centro-Oeste concentraram os maiores desafios, refletindo desequilíbrios históricos e estruturais no desenvolvimento e no acesso a oportunidades. Ao evidenciar tanto os progressos quanto as limitações, o estudo reforça a importância de aperfeiçoar os indicadores existentes e ampliar a produção de dados para captar de forma mais abrangente as múltiplas dimensões da desigualdade de gênero.Item Algoritmos de inteligência artificial e eficiência no setor público : uma revisão das experiências nacionais e internacionais(2025) Borges, Bernardo Matheus dos Santos; Gonçalves, Caio César SoaresA inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para a modernização do setor público, prometendo otimização de processos e maior capacidade preditiva, mas trazendo consigo dilemas éticos e institucionais. O presente trabalho tem como tema a aplicação de algoritmos de IA na administração pública e define como problema de pesquisa a identificação das contribuições dessa tecnologia para a eficiência e a transformação digital nos processos administrativos, considerando as experiências reportadas na literatura entre 2017 e 2025. O objetivo geral consiste em analisar como a implementação da IA impacta a eficiência e a inovação no setor público, identificando desafios e fatores de sucesso para uma adoção responsável. Para tanto, adotou-se uma metodologia de natureza exploratória e descritiva, baseada em revisão bibliográfica sistemática e bibliométrica, resultando na análise de 26 artigos acadêmicos e no mapeamento de 15 iniciativas práticas, classificadas segundo as funções de governo e o grau de autonomia decisória. Os principais resultados indicam que, embora a IA promova ganhos de produtividade e personalização de serviços, sua efetividade é limitada por barreiras institucionais, fragmentação de dados e riscos de vieses algorítmicos, demonstrando que o sucesso depende mais da robustez institucional do que da maturidade tecnológica. Conclui-se que a viabilidade da IA no setor público exige a transição utilizando de abordagens alternativas e inovadoras aos modelos tradicionais de governança, tanto no setor público quanto no privado fundamentada em salvaguardas éticas como a Avaliação de Impacto Algorítmico (AIA) e a supervisão humana significativa, assegurando a geração de valor público e o respeito aos direitos fundamentais.