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Item Origens do desenvolvimento : um estudo de caso do crescimento econômico no município de Extrema(2022) Silveira, Maria Laura Cardoso; Guimarães, Alexandre QueirozNos últimos anos, municípios mineiros concentrados na região do Sul de Minas apresentaram resultados notórios na atração de investimentos e desenvolvimento industrial, sendo o município de Extrema frequentemente citado como exemplo de sucesso na área: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este possui a maior taxa ocupação da região e o segundo maior Produto Interno Bruto per capita (PIB per capita) do estado de Minas Gerais. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo compreender os fatores que propiciaram o supracitado crescimento econômico do município de Extrema nas últimas décadas enquanto estudo de caso da região do Sul de Minas, sob a ótica teórica do desenvolvimento regional. Através de pesquisa quali-quanti, são analisadas conjuntamente as percepções dos atores envolvidos nas políticas de desenvolvimento do município e os dados disponíveis relacionados à expansão da economia local. A hipótese principal desenvolvida para explicar o crescimento recente de Extrema parte dos efeitos locacionais advindos das obras de duplicação da Rodovia Fernão Dias (BR-381) entre as décadas de 1990 e 2000.Item Atraso econômico relativo de Minas Gerais e estratégias de recuperação econômica durante a primeira metade do século XX(2020) Menezes, Elias Natal Lima de; Guimarães, Alexandre Queiroz; Silveira, Glauber Flaviano; Barbosa, Lúcio Otávio SeixasNa virada do século XIX para o século XX, permeando os debates acerca da transferência da capital estadual mineira para Belo Horizonte, passou a predominar entre as elites a constatação de situação de atraso econômico de Minas Gerais, sobretudo quando comparada à dinamicidade e ao crescimento vertiginoso de São Paulo. Essa concepção predominante ensejou a intervenção do governo estadual ao longo da primeira metade do século XX, manifestando-se ora pela estratégia de diversificação econômica focalizada na agricultura, ora pela estratégia de especialização industrial. Em termos concretos e imediatos, a iniciativa estatal de promoção da industrialização mineira na primeira metade do século XX não logrou êxito ampliar sua participação no produto industrial nacional, aproximando-a de São Paulo. Com efeito, a participação de Minas entre 1949 e 1959 caiu de 6,5% para 5,8%. Por outro lado, são constatados os avanços institucionais promovidos no período, a modernização da agricultura e a constituição de uma infraestrutura de energia e transportes básica necessária à industrialização regional. O presente trabalho se destina à compreensão dessas estratégias, realizando, para tanto, revisão bibliográfica acerca dos governos Benedito Valadares (1933-1945), Milton Campos (1947-1951) e Juscelino Kubitschek (1951-1955). Ademais, para um melhor entendimento das estratégias de desenvolvimento regional mineiro vigentes no período abordado, buscou-se compreender as causas do atraso, a partir de revisão bibliográfica da historiografia econômica acerca dos ciclos da economia mineira. Neste sentido, foram abordadas a transferência do centro dinâmico da economia mineira da extração do ouro na região central para a economia mercantil de gêneros no sul do estado, bem como o desenvolvimento da cafeicultura na Zona da Mata e o surto industrial da cidade de Juiz de Fora. São apresentadas as principais razões da constituição do atraso relativo da economia mineira a partir das deficiências produtivas identificadas nos referidos ciclos econômicos de Minas Gerais.Item Arranjos produtivos locais como política de desenvolvimento econômico no Brasil: trajetórias, limitações e perspectivas(2021) Braga, João Vitor Dias; Guimarães, Alexandre Queiroz; Wanderley, Claudio Burian; Saraiva, Ágnez de LélisEsse trabalho tem por objetivo principal compreender quais são os fatores e as condicionantes que dificultam o desenvolvimento e a consolidação dos Arranjos Produtivos Locais (APL) no Brasil. Isso é feito procurando abordar as políticas de apoio implementadas ao longo dos últimos anos. Para tanto, o estudo teve base metodológica qualitativa, sendo feito a partir de pesquisa bibliográfica e de pesquisa documental. O estudo partiu de uma contextualização histórica e procurou abordar o arcabouço teórico acerca dos Arranjos Produtivos Locais e a trajetória das políticas de apoio aos APLs. Em complemento, a pesquisa documental baseou-se nos planos plurianuais (PPA) e seus respectivos relatórios de avaliação, a fim de entender o escopo das políticas, seus objetivos, metas, resultados e os principais entraves e gargalos de implementação. Baseou-se também em relatórios da União Europeia sobre políticas de apoio a aglomerados produtivos, buscando aprender com essa experiência e compreender os erros comuns de implementação para esse tipo de política. Em relação aos resultados encontrados, destaca-se que os limitadores de desenvolvimento dos APLs no Brasil envolvem tanto erros relativos à implementação das políticas quanto às complexidades da realidade brasileira, resultado das desigualdades territorial e social que imperam no país. Ao final, foram traçadas perspectivas futuras para uma nova agenda de políticas públicas de impulsionamento para os arranjos produtivos locais reconhecidos no Brasil.