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    De volta ao Mapa da Fome no Brasil: reaprendendo com as inovações locais a partir da política pública de segurança alimentar de Belo Horizonte
    (USCS, 2023) Magalhães, Bruno Dias; Coelho, Fernando Souza
    Em uma conjuntura de retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU, este artigo joga luz na trajetória de quase 30 anos da política pública de segurança alimentar de Belo Horizonte (BH), aventando uma (re)aprendizagem em torno de soluções alternativas a partir de inovações locais. Metodologicamente, a investigação é um estudo de caso que integra a revisão bibliográfica com a análise documental para identificar hipóteses complementares sobre a gênese e o processo de (re)produção dessa política pública municipal que serviu de referência acadêmica e outrora inspirou ações governamentais estruturantes na União. Partindo das abordagens dos múltiplos fluxos e do feedback de políticas públicas, o estudo considera a interpenetração da administração pública e da sociedade civil para sugerir novos mecanismos explicativos, cuja aplicabilidade geral pode ser verificada em estudos futuros de modo a orientar o planejamento de políticas públicas. São eles: a transformação das inovações sociais em instrumentos de política pública, o papel desempenhado por uma burocracia autônoma, competente e estabelecida e o hibridismo institucional da prestação de serviços.
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    Comer é um ato político : ativismos alimentares e a construção do Banquetaço em Belo Horizonte
    (Universidade Federal do Espírito Santo, 2025) Ornelas, Gabriel Mattos; Araújo, Melissa Luciana de; Magalhães, Bruno Dias
    O presente artigo busca descrever e analisar os repertórios de ação mobilizados no Banquetaço promovido em Belo Horizonte para a defesa do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) no ano de 2019. A partir de análise documental e de entrevistas semiestruturadas com atores-chave, identificou-se na performance deste ato-comensalidade aspectos inovadores na mobilização dos repertórios, tais como a participação institucionalizada, o ativismo burocrático, a política de proximidade, a ação direta e o consumo alimentar. Conclui-se que o Banquetaço representou uma coalizão temporária de duas gerações de ativismo alimentar —a primeira relacionada à politização da alimentação na esfera institucional e a segunda, à politização da comida e do comer através de novas estratégias políticas, éticas e estéticas. Tal coalizão, por sua vez, revelou aprendizado mútuo e divergências. A pesquisa sugere que a categoria de gerações de ativismo pode auxiliar no refinamento teórico para a compreensão da mudança de repertórios de interação e de politização da alimentação no Brasil.