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Item A participação de Minas Gerais e do Brasil na cadeia produtiva global do café(2021) Barbosa, Lúcio Otávio Seixas; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Maciel, LauraEste artigo traça um retrato da participação de Minas Gerais e do Brasil na Cadeia Global de Valor (CGV) do café. A análise se concentra nos anos de 2017 e 2018, a partir, principalmente, de dados de comércio internacional. Para tanto, caracterizam-se as quatro dimensões da CGV: estrutura de insumos e produtos, na qual os traders assumem papel relevante; a distribuição geográfica da produção, que evidencia que os países da América do Sul e da Ásia são os principais exportadores de café em grão; a governança, que sinaliza que os torrefadores detém o comando da cadeia; e o contexto institucional, que revela que Minas Gerais, sendo o principal produtor no Brasil, especializou-se na exportação de café em grão. Adicionalmente, destaca-se que sua produção é realizada majoritariamente por pequenos e médios produtores; a torrefação é concentrada em poucas indústrias; e instituições públicas contribuem para a disseminação de boas práticas de cultivo do café. A análise da CGV do café mostra que os elos inferiores da cadeia adicionam pouco valor ao produto. Portanto, sugerem-se alternativas de reposicionamento (upgrade) para a participação de Minas Gerais: a torrefação e a comercialização de cafés especiais.Item Especialização regressiva em Minas Gerais de 2008 a 2013: a análise da produção de café em grão e torrado e moído a partir das matriz insumo-produto(Banco do Nordeste. Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), 2020) Barbosa, Lucio Otávio Seixas; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Maciel, Laura Ladeia; Portugal, Pedro Henrique SouzaO presente estudo tem como objetivo avaliar as interligações entre a produção de café em grão e de café torrado e moído. Além disso, visto que a primeira se associa ao segmento agrícola, e a segunda ao industrial, compara-se a capacidade de encadeamentos de ambas. O período de análise compreende o ano de 2008 e 2013, ou seja, do auge da crise financeira internacional ao período que antecede à crise política e econômica brasileira. A metodologia utilizada se baseia no modelo insumo-produto aplicado às matrizes de Minas Gerais de 2008 e 2013. São determinados os índices de ligação de Rasmussen-Hirschman, os índices puros de ligação e a abordagem do campo de influência. Os resultados sugerem que a indústria cafeeira mineira, que já era pouca expressiva, se tornou ainda mais incipiente no período. As ligações entre o café em grão e o café industrializado se enfraqueceram. Ainda assim, do ponto de vista de capacidade de encadeamento para trás, o setor industrial tem maior poder de dispersão. Portanto, sendo Minas Gerais o maior estado produtor e exportador de café arábica brasileiro, torna-se relevante buscar alternativas que aproximem esses segmentos.