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    Serviço "Polícia e Família": uma análise do alinhamento entre teoria e prática na percepção dos policiais da Primeira Região de Polícia Militar
    (2013-03-21) Barroso, Ângelo Márcio; Freitas, Lauro Soares de; Mendes, Cláudio Antônio; Leite, Maria Ruth Siffert Diniz Teixeira
    As Políticas de Segurança Pública no Brasil passam por um processo de reestruturação e de restabelecimento do foco, antes direcionado para a redução da criminalidade sob a perspectiva da elaboração de estratégias de contenção do crime e prisão do criminoso. Percebe-se, com a evolução do modelo de “Segurança Cidadã”, que as ações se voltam ao bem-estar do cidadão, com vistas a aumentar o “Capital Social” do Estado no campo da segurança pública. Neste sentido, o serviço “Polícia e Família” surge como uma estratégia da PMMG, destinada a inserir o policial Militar no ambiente familiar, entendido como a célula básica da sociedade, na tentativa de antecipar a eclosão de conflitos sociais e estimular a participação social. Um grande aporte de recurso orgânico já foi destinado à implantação do serviço, havendo previsão de um incremento ainda maior, por meio de financiamento para o exercício de 2013. Ressaltase que o serviço é parte da estratégia da Polícia Militar de Minas Gerais que, alinhada ao Governo mineiro, desenvolveu o Programa “Polícia e Cidadania” como meio de aumentar a participação social, com o objetivo de “tornar Minas Gerais o melhor Estado para se viver”. Desta forma, este estudo pretende verificar o alinhamento existente entre a percepção dos Policiais Militares que executam o serviço “Polícia e Família” e o discurso de policiais de nível tático e estratégico responsáveis pelo gerenciamento deste serviço. O período de estudo foi delimitado de março, data da implantação do serviço, a dezembro de 2012. Para se atingir os resultados esperados, foi utilizado o método de Estudo de Caso, por meio de entrevistas, Grupos Focais, questionários fechados, consulta de documentos normativos e revisão teórica acerca da filosofia de polícia comunitária e dos paradigmas da segurança no Brasil. Teve como principal foco verificar e avaliar o serviço “Polícia e Família” baseando-se nas questões apontadas pelos policiais do nível de execução como grandes obstáculos à execução do serviço e reconhecidas pelos gestores do nível tático e operacional.
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    Transformações organizacionais e simbolismo institucional na Guarda Civil de Contagem (GCC)
    (2025) Oliveira, Ana Clara Costa Leo de; Marinho, Karina Rabelo Leite
    Esta monografia investiga as transformações organizacionais e simbólicas na Guarda Civil de Contagem (GCC), analisando em que medida as mudanças institucionais recentes configuram uma ruptura com a lógica brasileira militarizada de policiamento ou se constituem em adaptações formais voltadas à busca de legitimidade. O processo de municipalização da segurança pública no Brasil, intensificado após a Constituição de 1988 e consolidado com a Lei no 13.022/2014, ampliou o protagonismo dos municípios na prevenção da violência e na proteção cidadã, abrindo espaço para a atuação das Guardas Municipais (GM) como atores institucionais no campo da segurança. Nesse contexto, o objetivo central é compreender como o processo de municipalização da segurança pública e a modernização administrativa impactaram a estrutura, a cultura e as práticas da corporação. A pesquisa ancora-se na sociologia das organizações e no neo-institucionalismo, com base em autores como Meyer e Rowan (1986), March e Olsen (2008) e Selznick (1972), além de contribuições contemporâneas de Rolim (2006), Soares (2019) e Mingardi (2013) sobre o campo da segurança pública. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa e quantitativa descritiva, utilizando entrevistas semiestruturadas, aplicação de questionário eletrônico e análise documental de normas internas, relatórios e planos estratégicos. Os resultados demonstram que a GCC tem avançado na consolidação do paradigma da Segurança Cidadã, mas ainda convive com um hibridismo cultural. Persistem resquícios da cultura militarizada que limitam o alcance pleno da desmilitarização institucional. Em síntese, a GCC encontra-se em um processo de transição positivo e gradual: mais próxima do modelo de polícia cidadã, com conquistas de autonomia e profissionalização, embora ainda enfrente desafios para consolidar de forma estável um paradigma civil e emancipado.