FJP - GRUPO DE PESQUISA "NÚCLEO DE ANÁLISE INSUMO-PRODUTO E ECONOMIA REGIONAL" (NAIPER)
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Item Panorama dos principais aspectos das eleições brasileiras em perspectiva evolutiva(FJP, 2012) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Horta, Claudia Julia Guimaraes; Freitas, Diego Roger Ramos; Rocha, Elisa Maria Pinto da; Oliveira, Kamila Pagel de; Custódio, Luciana Silva; Rodrigues, Maria Isabel Araújo; Fundação João Pinheiro; Fundação João Pinheiro; Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais; Fundação João Pinheiro; Fundação João Pinheiro; Fundação João Pinheiro; Fundação João Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/1249671272324886; http://lattes.cnpq.br/0316177233279799; -; http://lattes.cnpq.br/0147730252141038; http://lattes.cnpq.br/3216062751491834; -; http://lattes.cnpq.br/5334432281936225; -; -; -; -; https://orcid.org/0000-0002-6183-2041; -; https://orcid.org/0000-0003-3243-7162; Dufloth, Simone Cristina; Fundação João Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6166815079725368; -O presente trabalho traz uma resenha teórica no sentido de resgatar, em linhas gerais, visão holística das eleições brasileiras em perspectiva evolutiva. O objetivo, em geral, é fornecer visão panorâmica, assentando conceitos elementares de modo a contextualizar o estudo principal que é o Perfil dos Parlamentares Eleitos nas Assembleias Legislativas dos Estados Brasileiros. Inicialmente, o trabalho apresenta, de modo sintético, os conceitos elementares atinentes às eleições. Na seção seguinte, apresentam-se os marcos históricos que levaram à sua atual configuração. Em seguida, volta-se a atenção para o sistema atualmente em vigor, apresentando-se as mudanças mais significativas observadas após o advento da Constituição de 1988. Finalmente, destina-se seção para a mais recente e significativa alteração implantada pela Justiça Eleitoral: a adoção da votação eletrônica. Por último, tecem-se considerações finais.Item Análise do perfil dos representantes eleitos nas assembléias legislativas, quanto ao grau de instrução : estudo aplicado às unidades da federação(Fundação João Pinheiro, 2013-08) Rodrigues, Maria Isabel AraújoA gestão pública brasileira vem evoluindo ao longo dos anos e com ela percebe-se o desenvolvimento do sistema democrático brasileiro. O trabalho aqui proposto realizou um levantamento do perfil dos representantes eleitos nas Assembléias Legislativas Brasileiras com foco no seu grau de instrução. Assim, é este campo de pesquisa que se pretende explorar: o grau de instrução dos representantes eleitos por região e sua relação com o desenvolvimento econômico da região. O projeto de pesquisa proposto justifica-se pelo fato que este é um tema que ainda requer pesquisas que possam melhor caracterizar o fenômeno e proporcionar informações que possam levar a conclusões, reflexões e novos entendimentos sobre a questão. Realizado um breve histórico acerca da legislação eleitoral brasileira verificou-se a constante busca pelo aperfeiçoamento, denotando seu nítido caráter evolutivo. Sendo assim, está permanentemente aberta a possibilidade de novas mudanças, como a infindável edição de novas normas indica. Sendo assim, conclui-se que o grau de instrução dos representantes eleitos não guarda uma relação com o desenvolvimento econômico nas Grandes Regiões.Item Investimento em capital fixo em Minas Gerais no período de 2005-2009: gargalo na infraestrutura de transporte rodoviário e na produção de bens de capital mais elaborados(2014) Almeida, Thiago Rafael Corrêa deEste trabalho tem o objetivo de realizar um mapeamento dos investimentos ou, na linguagem mais técnica, da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em Minas Gerais no período 2005-2009. A metodologia utilizada para esse propósito tem como referência os resultados do cálculo da FBCF pela Fundação João Pinheiro (FJP) e outras fontes de dados complementares. De forma resumida, pretende-se detalhar os investimentos com relação a sua origem, uso e composição; quantiicar os investimentos públicos pelo estado; analisar o peso dos investimentos em infraestrutura e identiicar possíveis gargalos para o estabelecimento de políticas públicas. Na medida do possível, buscou-se caracterizar o comportamento da FBCF por meio das teorias econômicas dos determinantes do investimento.Item Evolução da estrutura produtiva de Minas Gerais: uma análise do comportamento da agropecuária e indústria estadual com ênfase na década (2000-2010)(Fundação João Pinheiro, 2014) Almeida, Thiago Rafael Corrêa de; Santos, Maria Aparecida Sales Souza; Neuenschwander, Joana de OliveiraItem Cadeias produtivas na economia de Minas Gerais(Fundação João Pinheiro, 2014) Fernandes, Cândido Luiz de Lima; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Barreiros, Brenda Borges CambraiaItem Impacto positivo da cafeicultura sobre o crescimento do valor adicionado da agropecuária de Minas Gerais em 2016(2016) Almeida, Thiago Rafael Corrêa de; Franco, Marco Paulo ViannaEste artigo tem o propósito de contextualizar o desempenho da agropecuária mineira no curto prazo (2° Trimestre de 2016) e antecipar, em alguma medida, o prognóstico para o comportamento do setor para o restante do ano de 2016. Para alcançar o objetivo foram utilizados os dados do IBGE do Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) e da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), os dados do CEPEA do último relatório do PIB do Agronegócio de Minas Gerais, os dados da evolução de preços do IEA e de outros institutos e os próprios dados do Sistema de Contas Trimestrais produzidos pela Fundação João Pinheiro (FJP). Como resultado, ficou evidenciado que a safra de café arábica, de soja e, em menor magnitude, da batata-inglesa (segunda safra) e da cana-de-açúcar foram determinantes para o resultado favorável da agropecuária mineira no 2° Trimestre de 2016. Além disso, a expectativa é positiva para o restante do ano em virtude da influência da cafeicultura novamente no resultado agregado do 3° Trimestre, mesmo com o desempenho desfavorável da bovinocultura de corte e da pecuária leiteira.Item Tendências favoráveis ao desempenho da agropecuária de Minas Gerais em 2016(2016) Almeida, Thiago Rafael Corrêa deEste artigo tem o propósito de contextualizar o desempenho da agropecuária mineira no curto prazo (1° Trimestre de 2016) e antecipar, em alguma medida, o que se deve esperar para o comportamento do setor para o restante do ano de 2016. Para alcançar o objetivo foram utilizados os dados do IBGE do Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) e da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), os dados do CEPEA do último relatório do PIB do Agronegócio de Minas Gerais e os próprios dados do Sistema de Contas Trimestrais produzidos pela Fundação João Pinheiro (FJP). Como resultado, ficou evidenciado que a safra de soja e a primeira safra da batata-inglesa e do feijão foram determinantes para o resultado favorável da agropecuária mineira no 1° Trimestre de 2016, e que a expectativa é positiva para o restante do ano em função da projeção de safra do café.Item Setores-chave da economia de Minas Gerais em 2008(Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (IERI-UFU), 2017) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Gonçalves, Caio César Soares; Franco, Marco Paulo ViannaEste trabalho teve como objetivo identificar setores-chave da economia mineira para o ano de 2008 e analisar o impacto dos diversos setores via cálculo de multiplicadores, contribuindo com ferramentas úteis à elaboração de políticas públicas. A partir da matriz de insumo-produto de 2008 e dos modelos aberto e fechado de Leontief, foi possível apontar setores-chave com base em três metodologias diferentes: índices de interligação de Rasmussen-Hirschman, campos de influência e índices puros de ligação. Em relação aos multiplicadores, foram abordados os impactos sobre a renda do trabalho, emprego, valor adicionado e impostos (ICMS e IPI).Item Previsão de arrecadação tributária na crise: alisamento exponencial de Holt-Winters e SARIMA(2017) Almeida, Thiago Rafael Corrêa deEste trabalho tem como objetivo a construção de modelos estatísticos para acompanhamento e previsão da série mensal de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado de Minas Gerais no período 2002-2017. Como metodologia, utilizou-se modelos univariados de Alisamento Exponencial de Holt-Winters e modelos Autorregressivos Integrados de Médias móveis Sazonal (SARIMA). Três modelos foram considerados satisfatórios: o modelo de Alisamento Exponencial Aditivo (α = 0,35, γ = 0, δ = 0), o modelo de Alisamento Exponencial Multiplicativo (α = 0,34, γ = 0, δ = 0) e o modelo SARIMA (0, 1, 1) (0, 1, 1)12. O primeiro modelo foi o que apresentou melhor capacidade preditiva e o segundo o que melhor captou o comportamento da série no período amostral. Como era de se esperar, em virtude da crise econômica vigente, os modelos previram um baixo nível arrecadatório para 2016 e 2017.Item Indicador de acessibilidade para análise do desenvolvimento regional(Banco do Nordeste. Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), 2017-03-24) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Martins, Ricardo Silveira; Figueiredo, Lízia; Lemos, Mauro BorgesEste trabalho desenvolve um índice de acessibilidade que capture as especificidades da economia brasileira e possa ser aplicado para estudos que relacionam infraestrutura de transporte e desenvolvimento regional. Discute os indicadores usualmente utilizados, tais como custo de transporte, custo logístico e índice de acessibilidade, buscando identificar como as diversidades de situações e interesses podem implicar a adequação desses indicadores. O contexto do estudo é o aprofundamento da compreensão sobre a adequação dos indicadores para a realidade brasileira, em algumas situações de pesquisa científica e do planejamento urbano e regional. O Indicador encontrado está de acordo com a literatura de desenvolvimento regional brasileiro e mostra que a participação na renda não é fator determinante na classificação de acessibilidade.Item Nível de atividade econômica em Minas Gerais [ano 11, n. 1](2018) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Franco, Marco Paulo Vianna; Leal Filho, Raimundo de Sousa; Almeida, Thiago Rafael Corrêa deNesta seção do relatório de análise da conjuntura econômica de Minas Gerais, são apresentados e discutidos os dados referentes aos nove setores de atividade do PIB Trimestral: a agropecuária; a extração mineral; a indústria de transformação e seus principais ramos de produção; a indústria da construção; as utilidades públicas de produção e distribuição de eletricidade, água, esgoto, limpeza urbana e saneamento; o comércio; os transportes e armazenagem; o conjunto de outros serviços do setor privado; e a administração pública.Item Nível de atividade econômica em Minas Gerais [ano 11, n. 2](2018) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Leal Filho, Raimundo de Sousa; Almeida, Thiago Rafael Corrêa deNesta seção do relatório de análise da conjuntura econômica de Minas Gerais, são apresentados e discutidos os dados referentes aos nove setores de atividade do PIB Trimestral: a agropecuária; a extração mineral; a indústria de transformação e seus principais ramos de produção; a indústria da construção; as utilidades públicas de produção e distribuição de eletricidade, água, esgoto, limpeza urbana e saneamento; o comércio; os transportes e armazenagem; o conjunto de outros serviços do setor privado; e a administração pública.Item Setores chave da economia de Minas Gerais em 2013(Fundação João Pinheiro, 2018-11) Souza, Carla Cristina Aguilar de; Franco, Marco Paulo Vianna; Leal Filho, Raimundo de Sousa; Morais, Reinaldo Carvalho deO trabalho teve como objetivo avaliar as relações intersetoriais da economia de Minas Gerais para o ano de 2013. Para tanto, utilizou-se o modelo insumo-produto aberto e fechado de Leontief e os cálculos dos índices de interligação Rasmussen-Hirschman, os índices puros de ligação e os campos de influência bem como os multiplicadores de impacto da renda do trabalho, do emprego, do valor adicionado e do ICMS. Os setores chave da economia que prevaleceram nos indicadores Rasmussen-Hirschman e índices puros de ligação são (i) agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheira (ii) produção de ferrogusa/ferroligas, siderurgia e tubos de aço sem costura (iii) transportes. Os setores que aparecem entre os dez que geraram maior impacto total sobre a renda do trabalho e emprego figuram no grupo dos serviços e da indústria de transformação. Com relação ao efeito multiplicador sobre os impostos líquidos de subsídios destacam-se setores da indústria.Item Evolução da intensidade de emissões de carbono na economia do estado de Minas Gerais, 2005-2013(Fundação João Pinheiro, 2018-11) Franco, Marco Paulo Vianna; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Leal Filho, Raimundo de Sousa; Morais, Reinaldo Carvalho deO trabalho teve como objetivo avaliar a evolução da intensidade de emissões de gases de efeito estufa na economia do Estado de Minas Gerais a partir da queima de combustíveis entre os anos de 2005 e 2013. Para tanto, foi utilizado um modelo insumo-produto aberto de Leontief com unidades híbridas e incorporação de um setor energético, com base nas matrizes de insumo-produto estaduais de 2005, 2008 e 2013 e nos dados energéticos disponíveis no Balanço Energético do Estado de Minas Gerais. De forma geral, os resultados apontaram que os setores "transporte, armazenagem e correio", "fabricação de derivados do petróleo e álcool", "fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos", "metalurgia" e "fabricação de produtos de minerais não-metálicos" mantiveram-se como os mais relevantes no período em termos de emissões. Os mesmos setores apresentaram também as maiores quantidades de emissões embutidas nas exportações internacionais por unidade monetária de venda.Item Pesquisa e desenvolvimento, estrutura produtiva e efeitos econômicos: avaliando o papel do fomento público na economia brasileira(Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação, 2019) Montenegro, Rosa Livia Gonçalves; Betarelli Júnior, Admir Antonio; Faria, Weslem Rodrigues; Bahia, Domitila Santos; Gonçalves, EduardoEste artigo tem como objetivo projetar os efeitos sobre a economia brasileira do financiamento público de investimentos em P&D, considerando também as mudanças resultantes na produtividade total dos fatores de produção (TFP) nos setores de alta, média e baixa tecnologia. A análise procede de uma estratégia empírica em dois estágios integrados. No primeiro, estimou-se a elasticidade do investimento público em P&D em relação à PTF. No segundo, os efeitos da retirada dos investimentos em P&D e o impacto estimado, na primeira etapa, de P&D na PTF foram projetados a partir de um modelo dinâmico de equilíbrio geral computável (CGE). Os resultados indicam que sem a participação do capital público haveria uma retração da atividade econômica, afetando negativamente o mercado interno e externo da economia.Item Carências habitacionais no Brasil e na América Latina: o papel do ônus excessivo com aluguel urbano(PUC Minas, 2019) Viana, Raquel de Mattos; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Franco, Marco Paulo Vianna; Souza, Luiza de Marilac de; Miranda-Ribeiro, Adriana deA última década no Brasil foi marcada por grandes investimentos no setor imobiliário, incluindo a construção de unidades habitacionais para famílias de baixa renda. A despeito do volume de investimentos, a análise dos indicadores das carências habitacionais que pautaram as políticas públicas revela uma relativa persistência do chamado déficit habitacional. A análise deste indicador no período de 2007 a 2014 mostra que, dos quatro componentes que o integram, um tem chamado a atenção pelo seu crescimento: o ônus excessivo com aluguel urbano. Com o intuito de compreender o comportamento dos componentes do déficit habitacional e, em particular do ônus excessivo com aluguel urbano, o presente artigo traz uma reflexão conceitual do indicador à luz do referencial teórico da ecologia política urbana e de uma análise comparativa entre as metodologias de cálculo do déficit habitacional em países latino-americanos. A reflexão proposta neste trabalho pretende contribuir com a revisão crítica do indicador e aprimoramento do cálculo das carências habitacionais no Brasil.Item Carbon emissions from fuel combustion in the economy of the State of Minas Gerais, Brazil (2005-2016)(2020) Franco, Marco Paulo Vianna; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Carvalho, Terciane Sabadini; Leal Filho, Raimundo de Sousa; Morais, Reinaldo Carvalho deO trabalho avalia emissões de carbono na economia do Estado de Minas Gerais a partir daqueima de combustíveis fósseis (2005–2016). Foi utilizado um modelo insumo-produto aberto deLeontief com unidades híbridas e incorporação de um setor energético com base nas matrizes deinsumo-produto estaduais e fluxos energéticos por setor econômico. “Transporte, armazenageme correio”, “Fabricação de derivados do petróleo e álcool” e “Metalurgia” mantiveram-se comoos setores mais relevantes no período em termos de emissões.Impactos totais e distributivosdecresceram entre 2005 e 2013, com reversão dessa tendência entre 2013 e 2016. Em adição aesses setores, a “Indústria Extrativa Mineral” e a “Agricultura, silvicultura e exploração florestal”se destacaram como fontes de emissões embutidas em exportações. Houve uma redução deaproximadamente 20% nos requisitos médios por setor e requisitos agregados de emissões,apesar do crescimento substancial da economia mineira no período. Entretanto, tais ganhosapresentaram retornos decrescentes, o que, em conjunto com a reversão da tendência ao finaldo período, aponta para o papel de fatores macroeconômicos específicos sobre os resultados e para a necessidade de novas iniciativas para a mitigação de emissões no futuro.Item Especialização regressiva em Minas Gerais de 2008 a 2013: a análise da produção de café em grão e torrado e moído a partir das matriz insumo-produto(Banco do Nordeste. Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), 2020) Barbosa, Lucio Otávio Seixas; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Maciel, Laura Ladeia; Portugal, Pedro Henrique SouzaO presente estudo tem como objetivo avaliar as interligações entre a produção de café em grão e de café torrado e moído. Além disso, visto que a primeira se associa ao segmento agrícola, e a segunda ao industrial, compara-se a capacidade de encadeamentos de ambas. O período de análise compreende o ano de 2008 e 2013, ou seja, do auge da crise financeira internacional ao período que antecede à crise política e econômica brasileira. A metodologia utilizada se baseia no modelo insumo-produto aplicado às matrizes de Minas Gerais de 2008 e 2013. São determinados os índices de ligação de Rasmussen-Hirschman, os índices puros de ligação e a abordagem do campo de influência. Os resultados sugerem que a indústria cafeeira mineira, que já era pouca expressiva, se tornou ainda mais incipiente no período. As ligações entre o café em grão e o café industrializado se enfraqueceram. Ainda assim, do ponto de vista de capacidade de encadeamento para trás, o setor industrial tem maior poder de dispersão. Portanto, sendo Minas Gerais o maior estado produtor e exportador de café arábica brasileiro, torna-se relevante buscar alternativas que aproximem esses segmentos.Item Efeitos macroeconômicos e setoriais das subvenções da Finep no Brasil(Universidade Estadual de Campinas, 2021) Bahia, Domitila Santos; Gonçalves, Eduardo; Betarelli Júnior, Admir AntonioPolíticas de fomento à pesquisa e desenvolvimento (P&D), como as subvenções à inovação, têm ganhado atenção em diversas economias por contribuirem para o crescimento econômico e competitividade dos setores domésticos. Os impactos dessas políticas são espraiados sistemicamente pela economia e, para analisá-los, este trabalho apresenta um modelo de equilíbrio geral computável que, pelo tratamento diferenciado do capital de conhecimento e do investimento em P&D, é capaz de avaliar os efeitos macroeconômicos e setoriais das subvenções. Os resultados indicam que as subvenções geram ganhos de capital de conhecimento e, analogamente, sua ausência retrai as atividades industriais e penaliza a capacidade produtiva dos setores de maior intensidade tecnológica.Item A participação de Minas Gerais e do Brasil na cadeia produtiva global do café(2021) Barbosa, Lúcio Otávio Seixas; Souza, Carla Cristina Aguilar de; Maciel, LauraEste artigo traça um retrato da participação de Minas Gerais e do Brasil na Cadeia Global de Valor (CGV) do café. A análise se concentra nos anos de 2017 e 2018, a partir, principalmente, de dados de comércio internacional. Para tanto, caracterizam-se as quatro dimensões da CGV: estrutura de insumos e produtos, na qual os traders assumem papel relevante; a distribuição geográfica da produção, que evidencia que os países da América do Sul e da Ásia são os principais exportadores de café em grão; a governança, que sinaliza que os torrefadores detém o comando da cadeia; e o contexto institucional, que revela que Minas Gerais, sendo o principal produtor no Brasil, especializou-se na exportação de café em grão. Adicionalmente, destaca-se que sua produção é realizada majoritariamente por pequenos e médios produtores; a torrefação é concentrada em poucas indústrias; e instituições públicas contribuem para a disseminação de boas práticas de cultivo do café. A análise da CGV do café mostra que os elos inferiores da cadeia adicionam pouco valor ao produto. Portanto, sugerem-se alternativas de reposicionamento (upgrade) para a participação de Minas Gerais: a torrefação e a comercialização de cafés especiais.