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    Reorganização territorial em Minas Gerais : da República Velha ao Estado Novo
    (Universidade Federal Fluminense, 2025) Nunes, Marcos Antônio; Pfeffer, Renato Somberg; Baeta, Aliane Maria Motta; Cruz, Mariana Oliveira
    Este trabalho analisa a reorganização territorial do estado de Minas Gerais entre 1891 e 1939 e aborda as mudanças nas divisões municipais no período. Para isso, traça um histórico da evolução político-administrativa do Município no Brasil, analisando a influência das constituições federais na autonomia municipal. O estudo quantifica, espacializa e analisa a frequência da criação de municípios mineiros no período, identificando processos econômicos e territoriais na transição para o século XX e início da República. Cinco macrorregiões de análise foram delimitadas para agrupar os municípios conforme esses processos. O período de análise foi dividido em República Velha e Era Vargas. Os resultados revelaram que a maioria dos municípios criados se concentrou nas porções meridionais e leste de Minas Gerais, regiões predominantemente cafeicultoras. A pesquisa utilizou dados primários e secundários, com ilustrações para otimizar a compreensão espacial.
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    Proposta metodológica para identificação de vilas e povoados mineiros localizados mais próximos das sedes municipais de outros municípios vizinhos
    (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2015) Oliveira, Gabriel Luís Nogueira de; Baeta, Aliane Maria Motta; Rodrigues, Brenner Henrique Maia; Nunes, Marcos Antônio; Matos, Ralfo Edmundo da Silva
    Esta pesquisa é o resultado de estudos realizados para o projeto “Implantação do Laboratório de Atendimento às Demandas de Limites Municipais e Distritais de Minas Gerais”, executado pelo Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo de Minas Gerais. O projeto demandou o desenvolvimento de uma metodologia através da qual pudesse identificar os casos de ocorrência das vilas (sedes distritais) e dos povoados dos municípios mineiros que se encontram a distâncias inferiores às das sedes de municípios vizinho sem relação às suas respectivas sedes municipais. A metodologia se pautou pelas distâncias em linha reta, obtidas a partir dos centroides dos setores censitários dos municípios mineiros. O levantamento desses casos é importante para a compreensão do transbordamento de serviços intermunicipais e subsidiar a organização territorial do estado de Minas Gerais.
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    Do Distrito ao Município : uma avaliação preliminar do processo de criação de distritos em Minas Gerais no período 2014-2021
    (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 2024) Nunes, Marcos Antônio; Ferreira, Rodrigo Nunes; Wanderley, Cláudio Burian; Lobo, Carlos Fernando Ferreira
    O artigo analisa o processo de criação de distritos em Minas Gerais nos últimos anos. Destaca o período 2014-2021, quando foram criados 165 novos distritos, valor que representou um crescimento de 516% em relação ao registrado nos oito anos anteriores. Como no período não ocorreu nenhuma mudança na legislação pertinente à criação de distritos, e a intensidade do processo em Minas Gerais não foi acompanhado pelo mesmo movimento nos demais estados da Federação, a busca de possíveis explicações se concentrou em processos específicos do estado que pudessem incentivar tal corrida. O resultado da pesquisa aponta que o Programa Minas Comunica II, implantado pelo Governo do Estado entre 2014 e 2020, ao visar ampliar o serviço de telefonia móvel nas vilas mineiras, tornou-se um instrumento de incentivo à criação de novos distritos em Minas Gerais.
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    Plumas do Cerrado: a reconfiguração espacial da produção algodoeira (cotonicultura) no Brasil e em Minas Gerais no início do século XXI
    (2022) Nunes, Marcos Antônio
    A pesquisa tem por objetivo analisar a produção algodoeira no Brasil em dois momentos. No primeiro, investigamos a produção concentrada nos estados meridionais; no segundo momento, analisamos o processo que culminou com o seu deslocamento econômico para as áreas do Cerrado, quando foram incorporadas terras aos sistemas modernos de produção agrícola voltados, principalmente, para a produção de grãos e plumas. A pesquisa tem caráter descritivo e analítico e foi subsidiada por dados quantitativos oriundos de institutos internacionais e nacionais, de instituições oficiais e do setor privado. Com base nos dados, foi possível estabelecer comparações nas escalas mundial, nacional e regional sobre a produção e rentabilidade. Os resultados revelaram que o Brasil ampliou a produção algodoeira e se tornou um dos principais países produtores de algodão, cuja rentabilidade média ultrapassou à mundial. Verificou-se a reconfiguração espacial da produção nacional e o seu deslocamento econômico para as áreas do Cerrado. Mato Grosso e Bahia se tornaram, isoladamente, os principais estados produtores de plumas, seguidos por um segundo grupo, que inclui Minas Gerais. No início dos anos 2000, o Governo de Minas Gerais criou estímulos à cadeia produtiva do algodão. Desde então, observou-se a constante especialização da cotonicultura mineira e a reconfiguração espacial de sua produção. Alguns municípios mineiros apresentaram crescimento significativo na produção de algodão.
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    Índice Mineiro de Responsabilidade Social e sua dinâmica na região de planejamento Jequitinhonha-Mucuri
    (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2014) Stefani, João; Nunes, Marcos Antônio; Matos, Ralfo
    Este trabalho resulta de pesquisa realizada no Instituto de Geociências Aplicadas (IGA), no âmbito do projeto endogovernamental Geoportal MG 3D. A pesquisa tem por objetivo analisar a dinâmica espacial do Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) para a Região de Planejamento Jequitinhonha/Mucuri. Esse indicador foi elaborado pelo Governo de Minas Gerais e sintetiza sete dimensões socioeconômicas dos municípios e regiões do estado: saúde, educação, renda, segurança, saneamento, cultura e finanças. A pesquisa identificou distinções na distribuição territorial do IMRS, em que valores mais elevados do indicador predominam nas regiões meridionais de Minas Gerais, enquanto os valores mais baixos são observados nas regiões setentrionais. No entanto, a pesquisa apontou que, no período 2000-2006, houve significativo incremento nos valores do IMRS nas regiões mais pobres do estado, notadamente na região do Jequitinhonha/Mucuri, foco deste estudo.
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    Análise do desempenho dos municípios recém-criados em Minas Gerais a partir do índice de sustentabilidade municipal
    (2019) Nunes, Marcos Antônio; Garcia, Ricardo Alexandrino; Ferreira, Rodrigo Nunes
    Ao se constatar o surto da criação de municípios no Brasil e, neste particular, em Minas Gerais, procurou-se avaliar e mensurar o grau de sustentabilidade alcançado pelas novas municipalidades mineiras. Inicialmente os municípios foram congregados em três categorias: “filhos”, “mães” e “neutros”. Em seguida, para avaliar a sustentabilidade dos municípios, foi utilizado o Índice de Sustentabilidade Municipal (ISM), um indicador sintético que reúne onze variáveis quali-quantitativas, congregadas em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional. Os resultados demonstraram que, dos 130 municípios recém-criados em Minas Gerais, apenas 45 deles apresentaram valores de ISM superiores aos registrados pelos respectivos municípios de origem. A partir daí procurou-se identificar quais foram as variáveis e as dimensões do indicador sintético que foram mais determinantes para que estes municípios lograssem êxito.